domingo, 19 de maio de 2013

Corrida da Ponte reúne cerca de 8 mil atletas no domingo






Entre as mulheres, a atleta do Quênia Dorcas Jepchirchir Kiptarus, de apenas 20 anos, se sagrou vencedora. Entre os homens, o brasileiro Giovani dos Santos chegou em primeiro


Excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas e ritmo acelerado. O enredo lembra o de um filme de ação envolvendo carros envenenados, porém se encaixa perfeitamente na Corrida da Ponte de 2013, que reuniu cerca de oito mil atletas empenhados em cruzar a Bahia de Guanabara através da principal via de acesso que liga Niterói ao Rio de Janeiro para cruzar a linha de chegada. Para finalizar o roteiro da película esportiva, que reservou cenas de superação, fôlego e determinação, acima de tudo, só faltou um final feliz, que ficou por conta da indicutível vitória do fundista Giovani dos Santos.

Por volta das 7 horas já era intensa a concentração de competidores que iriam participar da corrida no Caminho Niemeyer, local da largada da prova. Os atletas se preparavam para encarar os 21,4km do percurso, que começa em Niterói, passa pela Ponte Presidente Costa e Silva, segue pela Avenida da Perimetral e é finalizada no Aterro do Flamengo, próximo ao Museu de Arte Moderna, realizando alongamentos e aquecimentos. Pontualmente às 7h10 o pelotão de elite feminino foi liberado para iniciar a prova, seguido, 20 minutos mais tarde, pelo pelotão de elite masculino.

Entre as mulheres a atleta do Quênia, Dorcas Jepchirchir Kiptarus, de apenas 20 anos, impôs um ritmo forte durante toda a prova e se sagrou vencedora da competição, cravando o tempo de 1h17m44. A alagoana Marily dos Santos, que havia ficado no lugar mais alto do pódio em 2011 e 2012 ebrigava pelo tricampeonato, terminou em terceiro lugar, com a marca de 1h18m25. Apesar de não vencer a competição a brasileira avaliou sua participação como positiva.

"Eu adoro participar da Corrida da Ponte, é um competição que eu tenho muito prazer em participar. Esse ano acabei ficando em terceiro, mas fico feliz novamente por ser a atleta brasileira com a melhor colocação. Pessoalmente prefiro correr com um tempo mais quente, mas acho que a queniana correu muito bem e mereceu vencer", disse Marily.

Disputa

O clima frio que estacionou no Rio de Janeiro não se refletiu na disputa do pelotão de elite masculino. Entre os homens a competição foi centralizada na disputa entre o brasileiro Giovani dos Santos (medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, na prova dos 10.000m) e Mathew Kiptoo Cheboi, do Quênia. Em um dos momento críticos da corrida, a subida do Vão Central da Ponte, os dois corredores emparelharam, chegaram a trocar palavras e recebiam o incentivo das pessoas que passavam pela via de carro ou ônibus, porém o foco era todo direcionado para o objetivo de manter as pernas trabalhando para cruzar a linha de chegada. Na altura da Perimetral Giovani ganhou gás para abrir distância sobre seu rival e "puxou" a prova a partir desse trecho, cravando sua chegada em primeiro lugar com o tempo de 1h04m99.

"Me preparei melhor nesse ano para chegar forte nesse ano porque a Corrida da Ponte é muito difícil, mas graças a Deus o trabalho e a dedicação deram resultados e conseguir fazer uma boa prova", disse um sorridente Giovani, que cruzou a linha de chegada fazendo "aviãozinho" para a torcida. Vice-campeão em 2011, Giovani admitiu que ficou preocupado com o desempenho dos quenianos, mas falou sobre sua estratégia para vencer. "Eu sabia que eles viriam com muita força para vencer, e tentei já me distânciar no início da prova. Inclusive o Mathew falou para eu esperar esperar ele quando estavamos subindo o vão, mas no final consegui acelerar bem e venci", explicou.

Mathew, no entanto, terminou em terceiro lugar (tempo de 1h05m34s), sendo superado pelo também brasileiro Jomar Pereira da Silva, que garantiu a "dobradinha" nacional com a marca de 1h05m21.

Com a chegada dos atletas do pelotão de elite e da pelotão regular, restou o momento para se rehidratar, recuperar as forças com sessões de masso terapia e curtir, com orgulho, a medalha da Corrida na Ponte no peito: um simbolo da superação através de suor, coração e pernas fortes para superar a distância da maior ponte da América Latina e um pouco mais.

Fonte: O Fluminense  

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