terça-feira, 14 de outubro de 2014

Documentário de Fernando Meirelles estreia com alerta: novo Código Florestal deve agravar crise da água


Sobre o documentário

O “A Lei da Água (Novo Código Florestal)” é um projeto audiovisual dedicado a esclarecer questões referentes às mudanças no Código Florestal Brasileiro. O filme conta com a colaboração de cientistas e parlamentares para integrar o Amicus curiae da Ação Direta de Inconstitucionalidade da lei N° 12651 no Supremo Tribunal Federal. A cima de tudo, o projeto “A Lei da Água” assume um compromisso com sociedade brasileira, mostrando como a lei ambiental afeta a vida de cada cidadão.
Afinal, todos necessitam de água limpa em quantidade; produtores rurais, consumidores urbanos, animais e até mesmo empresas de geração de energia hidroelétrica. A qualidade e a quantidade da água está diretamente relacionada a legislação ambiental: um conjunto de normas que definem quais áreas de uma propriedade rural devem ser mantidas com a vegetação nativa, cultivadas ou restauradas. A linguagem cinematográfica facilita o esclarecimento das questões técnicas relativas a legislação.

O documentário busca opiniões diversas e muitas vezes contrarias sobre o tema, que é complexo, pois nem sempre pode-se aferir com precisão os bens difusos da sociedade, como por exemplo: qualidade da água, ar e fertilidade do solo. As florestas são importantes não somente para a preservação da água e do solo, mas também são vitais para a produção de alimentos que necessitam da ação de polinizadores, tal como o café, o feijão, o milho e a soja. Portanto, busca-se exemplos práticos; o filme da voz a agricultores; apresenta técnicas agrícolas sustentáveis bem sucedidas e casos onde a degradação ambiental exacerbada impede a continuidade de qualquer tipo de cultivo ou criação de animais. Ou seja, o termo: “área degradada”, quer dizer que a área em questão já não possui absolutamente mais nenhuma utilidade para a sociedade.

Conhecimento e informação são essenciais para o estimulo a uma produção rural sustentável. Bem como, políticas agrícolas coerentes com as necessidades e problemas enfrentados dia a dia pelos brasileiros. E porque não dizer; seres humanos.

Fonte: YouTube





Sobre o problema: atividade rural, floresta e água

O novo Código Florestal deve agravar ainda mais a crise de abastecimento de água no Brasil, e por isso está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal com apoio da comunidade científica. Essa é a linha narrativa do documentário produzido por Fernando Meirelles e intitulado "A Lei da Água (Novo Código Florestal)", que tem pré-estréia neste domingo (31), às 17h, no auditório do Parque do Ibirapuera em São Pauilo, com entrada gratuita dentro da programação da Virada Sustentável.

Dirigido por André D´Elia, o documentário explica as polêmicas mudanças na lei que define o que deve ser preservado e pode ser desmatado nas propriedades rurais e cidades brasileiras. O principal argumento da produção é que a nova lei reduz a capacidade das florestas para proteger mananciais de água, já que diminui a área que deve ser protegida nas nascentes. Dematamentos ilegais feitos por mais de 29 milhões de proprietários rurais desde 1965, quando o antigo Código Florestal foi promulgado, acabaram sendo legalizadas pelo novo código sob título de "área rural consolidada".

O documentário é lançado no momento em que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra a Lei 12.651, que revogou o Código Florestal de 1965 há mais de dois.

Realizado em 16 meses, se baseia em extensa pesquisa e 37 entrevistas realizadas no Rio, São Paulo, Pará, Mato Grosso, Paraná e Brasília. Cientistas, ruralistas e agricultores que acompanharam de perto a controversa tramitação da nova lei no Congresso opinam sobre seus impactos, além de ambientalistas que trazem perspectivas discordantes sobre o tema. Alguns dos entrevistados devem estar na pré-estreia.

O filme conta com depoimentos do senador e ex-governador Blairo Maggi (PR-MT), os deputados federais Ivan Valente (PSol-SP) e Ricardo Trípoli (PSDB-SP), a subprocuradora da República Sandra Cureau, o ambientalista Mário Mantovani, pesquisadores de instituições como a USP e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outros.

O diretor D’Elia também é o autor de “Belo Monte, o anúncio de uma guerra”, já assistido por 45 mil pessoas nos cinemas e mais de 3 milhões de pessoas na internet. D´Elia e Meirelles também estarão na pré-estreia.

A obra é uma parceria do Instituto Socioambiental (ISA), Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e Bem-Te-Vi Diversidade. Após a exibição, haverá um bate-papo entre público, o diretor e representantes dessas organizações.

Fonte: Brasil Post


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