quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Por que meu voto é para a Dilma.




Mudança

O Brasil é um país que busca o caminho do seu desenvolvimento e luta para superar sérios problemas sociais, ambientais e econômicos. Neste contexto, é compreensível que "mudança" seja o grande anseio da população e uma exigência cobrada nas ruas aos políticos. Logo, é óbvio que "mudança" torne-se a palavra de ordem que marca o discurso dos dois candidatos no segundo turno.

Mas tenha cuidado! Não se pode aceitar o discurso da mudança como uma mera retórica e nem deixar de refletir sobre o que há por trás dessa promessa. É preciso discernir nos candidatos, com base na biografia, nos seus compromissos pessoais e nas forças políticas que os apoiam, para que lado os candidatos levarão as mudanças.


Melhor para o Brasil

A presidenta Dilma tem uma trajetória de luta no campo da esquerda, da democracia e da justiça social e isso se faz notar nas políticas públicas de sua gestão. O governo Dilma fez avançar as políticas sociais, educacionais, esportivas, de infraestrutura urbana, etc. Modernizou e profissionalizou a administração pública.

O Brasil conseguiu algo que parecia impossível: superamos a miséria! A ONU anunciou recentemente que o Brasil saiu do Mapa da Fome Mundial! Sim, ainda temos pobreza mas o país promoveu a maior ascensão social, com a formação da chamada "nova classe média". Esta é uma conquista ética, moral e civilizatória fundamental. Há poucos anos, parecia que a miséria e a fome eram uma sina do Brasil. Reverter o quadro parecia um sonho utópico e promete-lo parecia demagogia eleitoral. Pois, o Brasil virou essa página em cerca de 10 anos e não pode colocar esta conquista em risco. Precisa dar prosseguimento e amplia-la.

Tenho dedicado a minha vida à militância pelo meio ambiente, por um país sustentável e socialmente justo. Superar a miséria, a fome e a exclusão social era o mais importante obstáculo a ser superado para se avançar em direção a este sonho e o Brasil conseguiu isso.

E outros avanços importantes vieram:
  • Educação: são inegáveis os avanços na educação para a primeira infância, no ensino profissionalizante, no ensino superior/ciência e tecnologia.
  • Infraestrutura urbana: após décadas de omissão, o governo federal disponibilizou recursos para investimentos em mobilidade, contenção de encostas, habitação (o Programa Minha Casa Minha Vida é um marco para o setor), etc.
  • Assistência Social: os programas sociais são um avanço inegável, a ponto de verificarmos o grande esforço dos demais candidatos para persuadir os seus eleitores a acreditar que não mudarão estas políticas.
  • Esporte: O Brasil, quem diria, sediou a Copa do Mundo e o Rio de Janeiro receberá os Jogos Olímpicos daqui a dois anos. Com estes eventos, o país conquistou um inegável protagonismo no esporte mundial e passará a contar com um excepcional legado de infraestrutura esportiva. Atletas de rendimento passaram a contar com o apoio governamental para poder se dedicar ao seu aprimoramento esportivo e o esporte educativo e social se consolidou, através da Lei de Incentivo ao Esporte (federal).
  • Defesa Civil: o Brasil acaba de ser reconhecido pela ONU como o país com o maior número de cidades resilientes. Saiba mais aqui.

Melhor para o Rio de Janeiro e melhor para Niterói

A presidenta Dilma teve um olhar para Niterói e para o estado do Rio de Janeiro, nos tirando de um perverso isolamento de décadas, que custou a estagnação econômica, a fuga de investimentos, causando uma grave crise social e consequências urbanas e ambientais.

A realidade agora é outra. Basta olhar o ciclo virtuoso que vive hoje o nosso estado e a nossa cidade. Com o apoio do governo federal, o Rio de Janeiro conquistou os Jogos Olímpicos de 2016 e está fazendo importantes investimentos em infraestrutura que garantirão um legado social e urbano para o estado.



Com o apoio do governo federal, Niterói já construiu 14 novas escolas, está reformando clínicas e hospitais públicos e está construindo o novo Getulinho.

Com recursos do PAC, está implantando a TransOceânica e está investindo em obras de contenção de encostas e na modernização da sua defesa civil.

Com recursos do Minha Casa Minha Vida, a Prefeitura está desenvolvendo o Programa Morar Melhor, que oferecerá mais de 5.000 unidades habitacionais até 2016, permitindo que famílias que hoje moram em áreas de risco ou que recebem o aluguel social possam ter uma opção digna de moradia.

Com recursos do governo federal, estamos investindo no CISP, que permitirá uma maior eficiência para as políticas de segurança pública na cidade.

Com a parceria e com recursos do governo federal vamos construir ginásios poliesportivos, escolas técnicas, reformar a rua Moreira Cesar, faremos obras de drenagem e urbanização, vamos trazer mais empresas e gerar mais empregos em Niterói.

Tudo isso e muito mais. E isso se deve à parceria da presidenta Dilma e o olhar dela para Niterói.


Próximos passos, para avançar ainda mais

Está tudo uma maravilha? Claro que não. Estes programas e muitos outros que não foram aqui citados precisam avançar, eventualmente corrigir rumos, aperfeiçoar métodos e instrumentos, mas, acima de tudo, precisam se consolidar como políticas de estado e não apenas como políticas de governo. Em suma, é preciso continuar avançando para mudar ainda mais.

Há que se reconhecer ainda (reconhecer para poder mudar para melhor!) que em alguns setores, o país ainda não avançou como deveria. É o caso da segurança pública, saúde, energias limpas, meio ambiente (controle do desmatamento, poluição, gestão de parques, etc.), do saneamento, logística de transporte e outras áreas. E as deficiências destas áreas não podem ser atribuídas apenas a um governo, são históricas. Estas áreas devem merecer um olhar mais cuidadoso do próximo governo Dilma.

Gostaria de chamar a atenção para outro aspecto: o fortalecimento da sociedade civil. Não há como se pensar uma democracia plena, participativa e cidadã, sem uma sociedade civil forte. Nos últimos anos, denúncias envolvendo algumas pseudo-ONG's levaram a um processo injusto e perigoso de vilanização destas organizações. A cada denúncia, "surtos moralizadores" geraram controles e sobre-controles e uma crescente burocracia. Como resultado surgiu um ambiente hostil para as ONG's nos gabinetes governamentais e, com isso, verifica-se um desestímulo ao exercício da cidadania. O Brasil seria melhor sem as ONG's? Leia o que eu já escrevi sobre isso aqui.

Corrupção e moralização da administração pública

Merece especial destaque a indignação de todos com o grave e vexaminoso tema da corrupção. Trata-se de um problema crônico no país, que não poupa partidos, segmentos sociais ou regiões geográficas. Tampouco está restrito às esferas governamentais, mas viceja também nas relações privadas. Os episódios recentes comprovam o quanto o problema é crítico e o quanto a corrupção está entranhada nas instituições e se tornando endêmica na sociedade brasileira.

Não há corruptos sem corruptores e, portanto, extirpar este mal pressupõe cortar os firmes e longos tentáculos que amarram redes de cumplicidade no poder público, no mundo corporativo e até pessoas físicas. Reverter o problema tem que ser um projeto de nação e não apenas de um governo. E o ponto de partida para superar o atual nível de corrupção está na construção de um pacto nacional anticorrupção, com as seguintes exigências:
  • legislação mais rigorosa e punições exemplares,
  • os partidos políticos devem apresentar à sociedade brasileira posturas convincentes de repúdio à corrupção, com o alicerce em medidas internas de prevenção, controle e rigorosa punição a atos ilícitos, contrários aos interesses públicos e lesivos à nação.
  • adoção de protocolos éticos nas empresas que regulem as suas relações internas, com o governo, bem como as suas práticas concorrenciais,
  • fortalecimento do instrumento de ficha limpa para a ação governamental (envolvendo os três poderes),
  • garantia de uma ampla e eficiente transparência na administração pública, 
  • e, principalmente, o aperfeiçoamento da democracia brasileira com o fortalecimento da cidadania.
Posicionamento político

O Partido Verde, ao qual sou filiado há décadas e pelo qual fui eleito vice-prefeito de Niterói, assumiu uma posição no atual segundo turno da eleição presidencial com a qual não me identifico e que, ao meu ver, conflita com o ideário do partido. Uniu-se ao lado onde estão as principais forças conservadoras, inclusive notáveis adversários dos ambientalistas, como os setores mais atrasados do ruralismo nacional. Foi contra estes adversários que lutamos para evitar o desmonte da legislação ambiental brasileira, como ocorreu com o Código Florestal. E agora os verdes se aliam a eles?
Como acreditar e apoiar uma candidatura que representa o grupo político que governa São Paulo há duas décadas e que levou à atual crise da água que enfrenta a população daquele estado? O país depara-se agora, incrédulo, com um cenário desolador de 70 cidades e 13,8 milhões de pessoas sem água. Após 20 anos de gestão tucana a culpa é só do clima?

Como vimos, o momento agora é de escolher entre dois projetos políticos claramente distintos. E, de fato, a escolha tem que ser pelo rumo com que se pretende que sejam as mudanças. E, na minha avaliação, mais do que uma escolha entre esquerda e direita, é preciso escolher entre seguir em frente ou recuar.

É para frente que eu quero olhar.

Por isso, voto Dilma!!!!

Axel Grael



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