terça-feira, 23 de maio de 2017

Fundação oferece prêmio para ajudar a solucionar a crise do plástico nos oceanos





Innovation Prize to help Plastic Crisis

Published on May 19th, 2017

The Ellen MacArthur Foundation, together with The Prince of Wales’s International Sustainability Unit, have announced the launch of the $2 million New Plastics Economy Innovation Prize. The Prize which is funded by Wendy Schmidt as Lead Philanthropic Partner of the New Plastics Economy Initiative, calls for innovators, designers, scientist and entrepreneurs to help create packaging that keeps plastics out of the ocean.

The demand for plastics products is expected to double in the next 20 years – but the plastics system is broken. Only 14% of plastic packaging is recycled, with the remainder, worth $80-120 billion, lost as waste. Most plastic packaging items are used only once before being discarded, often ending up polluting the environment. If nothing changes, there could be more plastic than fish in the ocean by 2050. This new prize aims to keep plastics as valuable materials in the economy, and out of the ocean.

“After 40 years of effort, globally only 14% of plastic packaging is collected for recycling, with one third escaping collection and ending up in the environment,” said Dame Ellen. “If we want to change this, we must fundamentally rethink the way we make and use plastics. We need better materials, clever product designs and circular business models. That’s why we are launching the New Plastics Economy Innovation Prize, calling for innovators, designers, scientists and entrepreneurs to help create a plastics system that works.”

HRH The Prince of Wales, who has been a champion for the health and resilience of the ocean for over forty years, emphasised the urgency of the need to re-think the global plastics system and highlighted the important role of innovation and design in the transition to a circular economy in order to stem the flow of plastics into the ocean.

To achieve the goal of eliminating plastic packaging waste, the Prize is composed of two parallel challenges:

- The $1 million Circular Design Challenge which invites applicants to rethink how we can get products to people without generating plastic waste. The Challenge will focus on small-format packaging items (10% of all packaging) such as shampoo sachets, wrappers, straws and coffee cup lids, which are currently almost never recycled and often end up in the environment. Anyone with a good idea for how to get products to people without using disposable packaging can enter this Challenge partnered by OpenIDEO.

- The $1 million Circular Materials Challenge seeks ways to make all plastic packaging recyclable. About 13% of today’s packaging, such as crisp packets and food wrappers, is made of layers of different materials fused together. This multi-layer construction provides important functions like keeping food fresh, but also makes the packaging hard to recycle. The Challenge therefore invites innovators to find alternative materials that could be recycled or composted. The Challenge partner is NineSigma.

Innovators who apply to the Prize are competing for up to $2,000,000 in grants and visibility of their solutions to major businesses, the innovator community and the public. Winners will enter a 12-month accelerator programme offering exclusive access to industry experts, commercial guidance, feedback on user and scalability requirements, advice on performance expectations, and access to innovation labs for testing and development. The first winners will be announced later this year.

“Working towards circularity in the way we make, use, and distribute plastic packaging will revolutionise the scale of the human footprint on our planet, hugely reducing plastic waste and its devastating impact on ocean health,” said Wendy Schmidt, Lead Philanthropic Funder. “The value of keeping materials in the economy is massive compared to the losses we suffer when plastic leaks into the very living systems we depend upon for our survival. The New Plastics Economy Prize is a call for creative design and technical innovation at a critical time.”

Source: EMF
Fonte: Sailing Scuttlebutt









MOBILIDADE: Carros transportam 30% dos passageiros, mas respondem por 73% das emissões em SP






23/05/2017 08:05 - O Estado de SP
Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - A preferência dos paulistanos pelos carros particulares têm impacto não somente no trânsito da cidade, mas também sobre a qualidade do ar e o aquecimento do planeta. Análise inédita sobre a contribuição de cada modo de transporte de passageiros nas emissões de poluentes revela que os carros são responsáveis por 72,6% das emissões de gases de efeito estufa do setor, apesar de transportarem cerca de 30% dos passageiros. Valores semelhantes ocorrem para outros gases poluentes, que fazem mal à saúde.

Os dados, obtidos com exclusividade pelo Estado, fazem parte do Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros no Município de São Paulo, que será lançado nesta terça-feira, 23, pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

O levantamento mostra o impacto da escolha pelos carros em vários indicadores. Um deles é o de distância percorrida. O total de carros e o total de ônibus transportam volume parecido de pessoas na cidade (cerca de 30% contra 40%), segundo Pesquisa Origem e Destino. Mas, conforme os cálculos do Iema, os carros ocupam 88% do espaço das vias, ante somente 3% usados pelos ônibus.

“É bastante chocante quando se juntam todos esses números. Temos mais de 70% das emissões de gases estufa para transportar 1/3 dos passageiros, ocupando quase 90% do território da cidade”, resume o pesquisador David Tsai. “É uma ineficiência tanto pelo uso do espaço público quanto pelo consumo de energia”, diz.

Outra forma de ver isso é pela quantidade de gases de efeito estufa que é emitida por uma pessoa por quilômetros percorridos em cada modal. Andando sozinho de carro, o passageiro vai emitir 65,8 gramas de gás carbônico-equivalente (CO2-e) por quilômetro, quase quatro vezes mais do que faria se estivesse em um ônibus com outras pessoas (17 gramas).

Impacto total

O inventário oficial de emissões da cidade, organizado pela Prefeitura, já tinha mostrado que o setor de transportes respondia por 61% das emissões totais, segundo dados de 2011. O novo estudo inova ao mostrar o papel de cada modo de veículo, assim como as emissões distribuídas pela cidade e por horário ao longo do dia. Os dados estão disponíveis em plataforma online no site Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros no Município de São Paulo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores trabalharam com estimativas de emissões com base em dados oficiais já disponíveis, como a quilometragem percorrida pelos veículos nas vias ao longo do dia, fornecida pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e fatores de emissões do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Procomve) adaptados para refletir o impacto de congestionamento nas velocidades. Via de regra, quanto mais tempo parado fica o veículo, mais ele emite poluentes.

A ferramenta, explica Tsai, tem como objetivo ajudar a encontrar as soluções mais adequadas para o transporte da cidade. “Antes de implementar uma medida como redução de ciclovias ou de faixas exclusivas de ônibus (como já ocorreu no Viaduto Nove de Julho) ou de mudança de tecnologia, como trocas de combustíveis, é possível checar com o inventário o impacto que elas podem ter”, afirma. A ideia é que ele sirva, por exemplo, nas discussões sobre a nova licitação de ônibus que vai responder pelos próximos 10 anos.

O trabalho dialoga com outro estudo feito pelo Iema que mostrou que de 2012 para 2014 a velocidade de ônibus na capital cresceu em média 14% em locais que passaram a ser servidos com faixas de ônibus. Enquanto as emissões caíram de gases de efeito estufa caíram 5%. O trabalho foi parcialmente lançado em outubro do ano passado e pode ser visto completo e revisado agora no site do Iema (Relatório final e painel de resultados do estudo de faixas exclusivas)

"Os resultados apresentados pelo Iema dão subsídios muito importantes para a elaboração de projetos de políticas públicas. Mostram que há a necessidade de ampliar o uso do transporte coletivo e diminuir o individual. Se mais pessoas passarem a usar o transporte público, diminui a emissão de CO2 por passageiro. Lembrando que para a Região Metropolitana de São Paulo, a principal fonte de emissão de poluentes é a frota veicular", comentou Maria de Fatima Andrade, pesquisadora do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, após ver os dados do inventário.

“É mais um indicativo de que o transporte público é a forma mais eficiente para mobilidade urbana sob o ponto de vista ambiental e de congestionamento”, concordou o pesquisador Cristiano Façanha, do Conselho International pelo Transporte Limpo (ICCT).

“A melhora da eficiência energética dos automóveis é também uma estratégia efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Os automóveis europeus novos são em média mais de 20% mais eficientes do que os novos automóveis brasileiros, e essa defasagem pode ser eliminada com investimentos em tecnologia veicular”, complementa.

Segundo ele, uma análise feita pelo ICCT dos custos e benefícios dessa mudança concluiu que os benefícios para o consumidor superam os custos tecnológicos por uma razão de 2,4.
Saúde

O peso dos carros na poluição da cidade também ganha destaque quando se analisam os gases com potencial de causar danos à saúde, como o material particulado (MP) e os chamados hidrocarbonetos não metanos (NMHC), ambos relacionados com problemas respiratórios.

De acordo com o Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros no Município de São Paulo, dependendo do horário de circulação, os carros chegam a responder por mais de 80% das emissões de MP. Para este poluente, o município tem sistematicamente ultrapassado padrões de qualidade do ar. O mesmo se vê com o NMHC, do qual os carros chegam a ser responsáveis por 87% das emissões nos horários mais críticos de trânsito.

Os ônibus só lideram as emissões de óxidos de nitrogênio (79%), ligados à queima do diesel. Os NOx são precursores, junto com o NMHC, de ozônio, também prejudicial à saúde.

Esse dado é importante para a discussão que ocorre no momento na Câmara dos Vereadores de São Paulo de projeto que adia em 20 anos meta de ônibus limpos em São Paulo. A proposta altera o capítulo 50 da lei de mudanças climáticas da capital, que estabelece que até o ano que vem toda a frota de ônibus deveria funcionar com combustíveis limpos. A lei foi pensada para a redução de gases de efeito estufa, mas a substituição de combustíveis fósseis seria boa também para a saúde.

"Os dados do Iema mostram que é importante aumentar a disponibilidade de transporte coletivo com baixa emissão de poluentes. Isso garantiria uma melhora na qualidade do ar e na emissão de gases de efeito estufa (uma forma de ganhar dos dois lados). Para isso é importante utilizar formas alternativas ao uso de combustíveis fósseis", complementou Maria de Fatima.


Fonte original: O Estado de São Paulo (Estadão)
Fonte: ANTP









Sete mil candidatos de todo o País se inscrevem em processo seletivo da Prefeitura de Niterói





22/05/2017 - Mais de 7 mil pessoas, de todos os estados brasileiros, se inscreveram no processo seletivo da Prefeitura de Niterói, em parceria com a ONG Vetor Brasil, que vai contratar 10 profissionais, por 12 meses, p ara a Secretaria de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle (Seplag) e para a Secretaria Executiva (Sexec). O valor da remuneração mensal é de R$ 4 mil e a jornada de trabalho é de 40 horas semanais. A inscrição foi encerrada na última sexta-feira.

O processo seletivo será realizado em seis etapas: um teste objetivo, com questões para avaliar os conhecimentos dos candidatos sobre lógica, interpretação de textos em inglês e atualidades; respostas a quatro perguntas de motivação do candidato para trabalhar no setor público e envio de vídeo de apresentação pessoal; entrevista online que verificará as competências do candidato em comunicação, resiliência, estruturação de ideias e respeito à diversidade; entrevistas de caso, onde os candidatos terão que propor resoluções aplicáveis a problemas da cidade; entrevistas presenciais com um grupo de gestores da cidade, seguida de uma redação com tema a definir; e análise do currículo dos selecionados. A comissão de seleção dos candidatos será formada por funcionários da Prefeitura e técnicos do Vetor Brasil.

A Vetor é uma entidade sem fins lucrativos. O processo seletivo é fruto de um acordo de cooperação técnica sem qualquer ônus para a Prefeitura de Niterói.

O edital exige que os candidatos sejam brasileiros natos ou naturalizados; tenham, na data da contratação, a idade mínima de 18 anos completos; estejam em dia com as obrigações militares (para candidatos do sexo masculino); estejam em dia com as obrigações eleitorais; tenham o ensino superior completo ou com previsão de conclusão até a data de contratação em universidade reconhecida pelo MEC, em qualquer área de formação; não possua antecedentes criminais; e tenha situação regularizada perante o órgão fiscalizador do exercício profissional (conselho regional de classe), quando for o caso. Uma vaga será destinada para candidatos com deficiência.

A contratação será para três importantes iniciativas da administração municipal: o projeto “Niterói Mais Resiliente”, que promoverá ações de organização e controle dos gastos públicos para os próximos anos; o projeto “Região Oceânica Sustentável (Pro Sustentável)”, que consiste no investimento obtido junto à Cooperação Andina de Fomento (CAF) em infraestrutura urbana e projetos ambientais na Região Oceânica de Niterói; e ações do Núcleo de Gestão Estratégica (NGE), unidade da Prefeitura responsável por estruturar a carteira de projetos do Planejamento Estratégico “Niterói que Queremos-2033”.

Os candidatos aprovados também deverão participar de treinamento presencial na cidade de São Paulo dos dias 23 a 29 de julho. O processo seletivo tem validade de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período. Mais informações pelo site www.talentos.niteroi.rj.gov.br.


Fonte: Prefeitura de Niterói












segunda-feira, 22 de maio de 2017

TÚNEL CHARITAS-CAFUBÁ: entrevista do secretário de Urbanismo e Mobilidade ao Bom Dia Rio



O secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, o arquiteto e urbanista Renato Barandier, deu uma esclarecedora entrevista ao programa Bom Dia Rio, da Rede Globo.


Acesse o vídeo da entrevista aqui.


Respondendo sobre os problemas do trânsito em Niterói, Barandier esclareceu que o Túnel Charitas-Cafubá tem mostrado excelente funcionalidade no horário de pico da tarde e que o túnel resultou na melhora do trânsito em várias partes da cidade, mas no horário de pico da manhã a dificuldade permanece, apesar da boa performance do túnel e das providências da Prefeitura que conseguiram melhorar o problema do trânsito em 60%.

O motivo é que de manhã há uma excessiva convergência do trânsito, tanto de Niterói como dos municípios vizinhos para a Ponte, o que leva o sistema viário à saturação e as filas se formam pelas ruas da cidade.

Como o secretário enfatizou, a Prefeitura dobrou o número de operadores de trânsito, está instalando novos sinais inteligentes e otimizando as operações de trânsito para melhorar a fluidez nos horários de pico.

Mas, como disse o secretário, "não há como fazer milagres com os automóveis". A solução virá com a conclusão da TransOceânica prevista para o primeiro trimestre de 2018. A TransOceânica trará uma opção de transporte coletivo eficiente e atraente para os usuários, evitando um excesso de deslocamentos com o transporte individual, que pressiona o sistema viário.

Além disso, a Prefeitura está negociando com o governo estadual a redução do preço da tarifa do catamarã de Charitas à Praça XV, estimulando ainda mais o transporte coletivo e reduzindo o fluxo nas regiões mais congestionadas da cidade. A Secretaria Estadual de Transportes já formalizou à Prefeitura a intenção de alcançar um valor tarifário mais adequado para o linha.

Outra providência que está sendo tomada é a implantação de uma malha cicloviária que serve como opção para estimular o uso da bicicleta. Com as ações do Programa Niterói de Bicicleta, o número de usuários de bicicleta tem se multiplicado. Basta ver que nos primeiros 45 dias de funcionamento, o Bicicletário Arariboia, localizado junto à Estação das Barbas, no Centro de Niterói, já contou com 1420 cadastros de usuários.

Além do estudo de outras soluções para a melhoria da mobilidade na cidade (sistemas de mobilidade para a Região Norte e Pendotiba), a Prefeitura está avançando para viabilizar a implantação da primeira linha do VLT de Niterói, que ligará a estação de Charitas ao Centro da cidade.

Enfim, não há uma "bala de prata" para resolver os problemas de trânsito de uma hora para outra. Chegamos à situação atual ao longo de muitas décadas. Hoje, o mundo inteiro busca soluções para resolver os problemas de mobilidade urbana. O importante é que Niterói está seguindo em frente para superar a sua dependência do modelo rodoviarista de mobilidade e aproxima-se a passos largos para a mobilidade sustentável.

Axel Grael


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ASSISTA AO VÍDEO DA ENTREVISTA DE RENATO BARANDIER.


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domingo, 21 de maio de 2017

Perda de hábitat não afeta igualmente a diversidade de aves da Mata Atlântica



Estudo do BIOTA-FAPESP investiga como as mudanças no clima ocorridas durante o Pleistoceno impactaram a distribuição geográfica e os processos evolutivos de 15 espécies endêmicas (foto:Sclerurus scansor scansor, Dario Sanches / Wikimedia Commons)


Karina Toledo | Agência FAPESP – Evidências da literatura científica sustentam a hipótese de que o Pleistoceno – era geológica ocorrida entre 2,5 milhões e 11,7 mil anos atrás – tenha sido uma época de mudanças climáticas radicais. Períodos muito frios e secos teriam se intercalado com outros bastante quentes e úmidos.

Em um estudo publicado no Biological Journal of the Linnean Society, pesquisadores ligados ao Programa BIOTA-FAPESP investigaram como essa variação no clima teria impactado a distribuição e o processo evolutivo de 15 espécies de aves endêmicas da Mata Atlântica.

Coordenado pela professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) Cristina Yumi Miyaki, o estudo foi conduzido no âmbito do projeto “Dimensions US-BIOTA São Paulo: integrando disciplinas para a predição da biodiversidade da Floresta Atlântica no Brasil”, apoiado pela FAPESP e pelas National Science Foundation (NSF) e National Aeronautics and Space Administration (Nasa) dos Estados Unidos.

“Usamos técnicas de modelagem para comparar como era a área de distribuição dessas 15 espécies há 20 mil anos, quando ocorreu o último máximo glacial, com a área de distribuição atual. Os resultados indicam que todas as aves ocorrem atualmente em uma área menor que a do passado”, contou Miyaki à Agência FAPESP.

De acordo com a pesquisadora, a análise teve como ponto de partida a hipótese dos refúgios florestais – publicada pelo alemão Jürgen Haffer em 1969 e, de forma independente, pelo brasileiro Paulo Vanzolini poucos meses depois. Segundo essa teoria, as alterações climáticas ocorridas no Pleistoceno teriam impactado a área de distribuição das florestas tropicais, úmidas, como a Amazônia e a Mata Atlântica. Esses biomas teriam atingido seu máximo de distribuição durante os períodos quentes e úmidos e, na época do frio, teriam ficado restritos a áreas menores e fragmentadas.

Nesses fragmentos isolados, ainda segundo essa teoria, os organismos que dependem desse tipo de vegetação teriam passado a viver separados de outros da mesma espécie. Ao longo do tempo, foram se diferenciando, dando origem a novas linhagens, novas populações ou até mesmo a novas espécies.

“Essa é uma hipótese levantada para explicar a grande diversidade de organismos existentes nas florestas úmidas – maior que a observada em outros biomas”, comentou Miyaki.

Para determinar quando ocorreram os períodos úmidos e quentes ou os secos e frios, os cientistas costumam se basear em registros de sedimentos encontrados em cavernas ou registros do chamado paleopólen – um indicador do tipo de vegetação que havia em um determinado período.

“A partir desses dados geológicos e de informações biológicas – como as condições de umidade e de temperatura consideradas ideais para a ocorrência de uma determinada espécie – fazemos inferências sobre como poderia ser a área de distribuição da espécie estudada no passado”, explicou a pesquisadora.

Para simular a distribuição das espécies há 20 mil anos foram usados dois diferentes modelos: o CCSM3 (Community Climate System Model) e o MIROC (Model of Interdisciplinary Research on Climate). Já a distribuição atual foi feita com base em registros levantados em trabalhos anteriores e dados de coleções de museus.

“Os modelos mostram que, de maneira geral, a área considerada ideal para a ocorrência dessas espécies era maior no passado do que é hoje. É o que chamamos de distribuição potencial de habitat”, explicou Miyaki.


Modelo binário de distribuição de 15 espécies de aves Mata Atlântica. Para simular a distribuição das espécies há 20 mil anos foram usados dois diferentes modelos: o CCSM3 e o MIROC. Já a atual foi feita com base em registros levantados em trabalhos anteriores e dados de coleções de museus.


Análises genéticas

O passo seguinte foi avaliar, com base no sequenciamento do DNA mitocondrial, a diversidade genética e a estrutura populacional das 15 espécies incluídas no estudo: Sclerurus scansor cearensis (popularmente conhecido como vira-folhas-cearense); Thamnophilus ambiguus (choca-de-sooretama); Sclerurus scansor scansor (vira-folha); Synallaxis ruficapilla (pichororé); Automolus leucophthalmus (barranqueiro-de-olho-branco); Xiphorhynchus fuscus (arapaçu-rajado); Xiphorhynchus atlanticus (arapaçu-rajado-do-nordeste); Conopophaga lineata (chupa-dente); Conopophaga melanops (cuspidor-de-máscara-preta); Myrmoderus loricata (formigueiro-assobiador); Myrmoderus squamosa (papa-formiga-de-grota); Pyriglena leucoptera (papa-taoca-do-sul); Schiffornis virescens (flautim); Tachyphonus coronatus (tiê-preto); e Myiothlypis leucoblephara (pula-pula-assobiador).

Para isso, os pesquisadores aliaram informações genômicas registradas no GenBank, um banco público mantido pelo National Center for Biotechnology Information (Estados Unidos), e material genético coletado em trabalhos anteriores do grupo de Miyaki.

“A diversidade genética indica o grau de variabilidade de um gene existente nos indivíduos de uma mesma espécie. Isso nos permite avaliar se existe uma diferença entre grupos encontrados no sul da Mata Atlântica e aqueles localizados mais ao norte, por exemplo. Dependendo do nível de diferenciação, podemos considerar os grupos significativamente diferenciados como populações diferenciadas de uma mesma espécie”, explicou a pesquisadora.

Em seguida, os pesquisadores correlacionaram as mudanças detectadas pelos modelos na distribuição potencial de habitat, com as análises genéticas. O objetivo era entender como as mudanças na área de distribuição impactaram os processos evolutivos.

“De maneira geral, a redução na distribuição geográfica parece não ter afetado a diversidade genética dessas espécies. No entanto, observamos que cada uma delas parece responder, do ponto de vista genético, de forma um pouco diferente às mudanças no clima e à redução do habitat. Não é possível, portanto, compor uma história evolutiva única para toda essa diversidade de organismos, mesmo se focarmos apenas em aves”, avaliou Miyaki.

Para a pesquisadora, embora as grandes compilações como a deste estudo sejam interessantes para detectar tendências, não substituem o estudo detalhado de cada espécie isolada.

O artigo “Effects of Pleistocene climate changes on species ranges and evolutionary processes in the Neotropical Atlantic Forest” pode ser lido em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/bij.12844/abstract.


Fonte: Agência FAPESP



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O futuro incerto do palmito juçara











O futuro incerto do palmito juçara






Peter Moon | Agência FAPESP

Há um conjunto de fatores que parecem afetar a sobrevivência da palmeira juçara, da qual se extrai o palmito de melhor qualidade – e por isto mesmo o mais valorizado. Além da forte pressão do corte ilegal da juçara e a destruição da Mata Atlântica, a extinção de aves e as mudanças no clima podem levar a espécie à extinção na natureza.

O fenômeno de extinção de animais é chamado pelos cientistas de defaunação. A perda de espécies animais responsáveis pela dispersão das sementes e as mudanças climáticas são geralmente ignoradas na conservação da flora. Esses dois fatores foram detectados ao longo de anos de pesquisa pelo biólogo Mauro Galetti e sua equipe do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro.

O palmito pode ser extraído do caule de diversas espécies de palmeiras, mas as comumente encontradas para consumo são as da juçara, da pupunha e do açaizeiro (ou açaí). A palmeira juçara (Euterpe edulis) é nativa da Mata Atlântica, enquanto que as outras espécies são da Amazônia.

Uma diferença entre as três espécies é que a juçara possui um único tronco, enquanto as demais formam touceiras. Assim, ao se extrair o palmito, a palmeira juçara morre, enquanto a pupunha e o açaí rebrotam do tronco principal, a exemplo do que ocorre com as bananeiras.

Outra diferença importante é que a juçara demora de 8 a 12 anos para produzir um palmito de qualidade, enquanto o da pupunha pode ser extraído decorridos apenas 18 meses do plantio.

Logo, a extração do palmito juçara incorre necessariamente na derrubada dos indivíduos adultos, preferencialmente aqueles de maior porte (as palmeiras podem atingir 20 metros de altura). Quando se derrubam os indivíduos adultos, há menos plantas para produzir sementes a ser dispersadas para germinar. A população declina e pode até se extinguir localmente.

É por todos esses motivos que a palmeira juçara está incluída na Lista Vermelha das espécies da flora do Brasil sob risco de extinção, elaborada pelo Centro Nacional de Conservação da Flora.

A preservação da juçara está diretamente ligada à manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica. Sua semente e seu fruto servem de alimento para mais de 48 espécies de aves e 20 de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sabiás e arapongas são os principais responsáveis pela dispersão das sementes, enquanto cotias, antas, catetos, esquilos e muitos outros animais se beneficiam das suas sementes ou frutos. Os frutos são ricos em gordura e antioxidantes, por isso são tão procurados pelos animais.

Pesquisadores da Unesp constataram que a diminuição acelerada das populações das aves dispersoras de sementes, devido à fragmentação ou destruição dos habitats ou pela captura ilegal, é a principal causa por trás da perda na variabilidade genética da juçara. E quando se perde variabilidade genética, a espécie se torna mais frágil para enfrentar desafios futuros, como as mudanças climáticas que afetam o planeta.

Em estudo publicado na Conservation Genetics, pesquisadores da Unesp, da Universidade Federal de Goiás e da Universidade Estadual de Santa Cruz concluíram que o padrão atual da diversidade genética em E. edulis na Mata Atlântica é uma combinação da mudança do clima nos últimos milhares de anos e da ação humana, como a destruição dos habitats e a extinção das aves dispersoras de sementes.

Neste trabalho os pesquisadores detectaram que a diversidade genética da palmeira juçara foi reduzida por mudanças climáticas ao longo dos últimos 10 mil anos (processo histórico natural) e que hoje esse processo pode ser explicado pela extinção das grandes aves frugívoras (processo antrópico, isto é, resultante da atividade humana).

Essa descoberta levou os pesquisadores a tentar entender como as aves frugívoras afetam o processo de diferenciação genética da juçara.

Pesquisas conduzidas no laboratório do professor Galetti já haviam confirmado que havia uma relação entre a redução do tamanho das sementes da juçara (que varia naturalmente de 8 a 14 milímetros de diâmetro) e a extinção local de aves grandes que dispersam suas sementes.

Em trabalho publicado na revista Science em 2013, os pesquisadores investigaram 22 áreas de Mata Atlântica distribuídas entre Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul da Bahia. Eles constataram que nas áreas onde havia aves frugívoras grandes, como tucanos (Ramphastos spp.), jacus (Penelope spp.) e jacutingas (Aburria jacutinga), as sementes de juçara eram maiores, podendo ultrapassar os 12 milímetros. Já naquelas áreas onde predominavam apenas espécies menores e dotadas de bicos menores, como os sabiás (Turdus spp.), o diâmetro das sementes de juçara não ultrapassava os 9,5 milímetros.

Em outras palavras: nas áreas de Mata Atlântica onde a população de tucanos, jacus, arapongas (Procnias nudicollis) e jacutingas foi extinta localmente pela caça, as sementes maiores deixaram de ser dispersadas, pois são muito grandes para frugívoros pequenos como sabiás, que só conseguem engolir as sementes pequenas. Sementes que não são consumidas pelas aves não germinam, ou seja, a juçara depende das aves para manter sua população.

Tal diferença no tamanho das sementes pode parecer pequena, mas não é. Ela é importante para a conservação da palmeira. “Isso porque sementes menores perdem mais facilmente água por ter menor superfície e isso torna as palmeiras mais sensíveis ao aumento dos períodos de seca, que deve aumentar sua frequência com as mudanças climáticas”, explica Galetti.

Os pesquisadores constataram que nas florestas próximo a Rio Claro onde predominam juçaras com sementes pequenas, após a severa estiagem de 2014, elas simplesmente não germinaram.

“A pressão seletiva causada pela defaunação é tão forte que em algumas áreas bastaram 50 anos para as sementes maiores de juçara desaparecerem. Seria tal seleção perceptível no nível genético? Foi exatamente esta constatação que levou ao nosso novo trabalho”, disse a bióloga Carolina da Silva Carvalho, doutoranda de Galetti.

Em um estudo publicado em 2016 na Scientific Reports, do grupo Nature, o grupo da Unesp mostrou que a defaunação, muito além de alterar a variabilidade fenotípica (o tamanho) das sementes de juçara, leva a mudanças evolutivas nas populações de Euterpe edulis, ou seja, em seu genótipo.

As pesquisas tiveram apoio da FAPESP no âmbito de Projeto Temático “Consequências ecológicas da defaunação na Mata Atlântica” e do Auxílio Regular “Novos métodos de amostragem e ferramentas estatísticas para pesquisa em biodiversidade: integrando ecologia de movimento com ecologia de população e comunidade”.

“Neste trabalho queríamos saber se a extinção de grandes aves frugívoras poderia acarretar em uma mudança genética do palmito. No entanto, sabíamos que fatores históricos também poderiam influenciar a diversidade genética do palmito juçara. Então, construímos um conjunto de hipóteses e avaliamos qual processo melhor explicava o padrão da diversidade genética entre populações de E. edulis”, disse Carvalho.

A pesquisa levou em conta três grandes variáveis que poderiam influenciar as mudanças genéticas entre populações da palmeira juçara. Em primeiro lugar, foram incluídos dados relativos à perda de grandes agentes frugívoros dispersores das sementes de juçara (defaunação).

Em segundo lugar, incluiram-se dados relativos à origem biogeográfica das diversas populações de E. edulis. Foram investigadas as diferenças de populações de palmeiras que crescem em florestas ombrófilas, as matas mais densas e úmidas, com folhas perenes, e aquelas que crescem em áreas semidecíduas, mais abertas e secas, com vegetação que perde as folhas sazonalmente.

Também foi investigado o papel da fragmentação das áreas de Mata Atlântica na alteração da variabilidade genotípica da juçara. A fragmentação das florestas pode levar a reduções drásticas do tamanho da população e ao aumento do isolamento espacial das populações, reduzindo assim a diversidade genéticas das mesmas.

“Nosso trabalho mostrou claramente uma diferenciação genética entre as palmeiras em locais com e sem aves grandes e concluímos que a extinção de grandes frugívoros está mudando a evolução do palmito juçara”, complementa Carvalho.

Estaria essa diferença genética relacionada ao tamanho das sementes? “Ainda não sabemos. Não chegamos ao ponto de analisar a genômica da juçara para descobrir quais são os genes responsáveis pela variação no tamanho das sementes. O que podemos afirmar é que a defaunação muda a seleção natural em que apenas as sementes pequenas da juçara são dispersas e também afeta a genética da planta”, disse Galetti.

Levando em conta tudo o que foi encontrado até agora, é possível reverter essa situação? Ou seja, é possível garantir que populações que só possuem sementes pequenas sobrevivam frente às mudanças climáticas?

Os pesquisadores agora buscam recuperar a diversidade genética e a variabilidade dos tamanhos de sementes da juçara onde ela está comprometida.

“Em muitas áreas naturais, se nós não intervirmos, as populações de palmito poderão desaparecer com as mudanças climáticas porque sementes pequenas perdem mais água e não germinam. Ou seja, em anos quentes e secos, as sementes não germinarão”, disse Galetti.

“Nesta nova fase do projeto queremos avaliar qual é a melhor forma para recuperar a variabilidade genética e o tamanho das sementes nas populações onde os grandes dispersores de sementes foram extintos. Existem áreas com sementes grandes e pequenas. No entanto, somente as sementes grandes não estão sendo dispersadas, dada a ausência de aves maiores. E há áreas onde as sementes grandes já desapareceram. Portanto estamos analisando se a simples reintrodução das aves grandes é suficiente para garantir a plena recuperação das sementes de palmito ou se precisamos de outras estratégias de restauração mais eficazes”, disse Carvalho.

“Sem o palmito juçara a Mata Atlântica vai empobrecer, porque a juçara alimenta os maiores dispersores de sementes da floresta”, comenta Galetti. “Em uma palestra sobre esse problema para agricultores e pessoas que mantêm viveiros de mudas de juçara eles rapidamente me disseram que a partir de agora vão selecionar as sementes maiores e produzir mudas dessas sementes”, disse Galetti.

O estudo da ecologia da palmeira juçara ocupa um lugar central na trajetória científica de Galetti. “Comecei a estudar dispersão de sementes ainda na graduação em 1986, com Bolsa da FAPESP. Estudei quais aves dispersavam e predavam as sementes de juçara. Isso foi a base de todos os nossos estudos posteriores, pois temos uma base sólida em história natural sobre a interação frugívoro-palmito e com muita confiança podemos dizer quais são os melhores dispersores da juçara”, disse.

Artigos:

Climatic stability and contemporary human impacts affect the genetic diversity and conservation status of a tropical palm in the Atlantic Forest of Brazil (doi: 10.1007/s10592-016-0921-7), de Carolina da Silva Carvalho, Liliana Ballesteros-Mejia, Milton Cezar Ribeiro, Marina Corrêa Côrtes, Alesandro Souza Santos e Rosane Garcia Collevatti: https://link.springer.com/article/10.1007/s10592-016-0921-7.

Defaunation leads to microevolutionary changes in a tropical palm (doi:10.1038/srep31957), de Carolina S. Carvalho, Mauro Galetti, Rosane G. Colevatti e Pedro Jordano: https://www.nature.com/articles/srep31957.

Functional extinction of birds drives rapid evolutionary changes in seed size (doi: 10.1126/science.1233774), de Mauro Galetti, Roger Guevara, Marina C. Côrtes, Rodrigo Fadini, Sandro Von Matter, Abraão B. Leite, Fábio Labecca, Thiago Ribeiro, Carolina S. Carvalho, Rosane G. Collevatti, Mathias M. Pires, Paulo R. Guimarães Jr., Pedro H. Brancalion, Milton C. Ribeiro e Pedro Jordano. 2013: http://science.sciencemag.org/content/340/6136/1086.



Fonte: Agência FAPESP











MUDANÇAS CLIMÁTICAS: Elevação de 10 cm no nível do mar poderá dobrar inundações costeiras



Estudo inclui pela primeira vez, nesse tipo de cálculo, a influência das ondas, marés e tempestades, concluindo que as previsões feitas até agora subestimavam os impactos; estrago será maior nas cidades litorâneas dos trópicos

Fábio de Castro, O Estado de S.Paulo
18 Maio 2017 | 10h00


Um novo estudo feito por cientistas americanos aponta que uma elevação do mar de 5 até 10 centímetros dobrará o risco de inundação na maior parte das regiões costeiras do mundo. O estrago será maior nas cidades litorâneas das regiões tropicas, como o Atlântico Sul, incluindo toda a costa brasileira. De acordo com a maior parte dos estudos realizados até hoje sobre o tema, entre 2030 e 2050 a elevação dos oceanos será justamente de 5 a 10 centímetros.


Ressaca no bairro da Ponta da Praia, em Santos (SP), no dia 28 de outubro de 2016; de acordo com o novo estudo americano, uma elevação de 5 a 10 centímetros do nível do mar, prevista para ocorrer entre 2030 e 2050, poderá dobrar os eventos de inundações de cidades costeiras. Foto: Carlos Nogueira.


Segundo os autores do novo estudo, que foi liderado por Sean Vitousek, da Universidade Illinois em Chicago (Estados Unidos), as inundações costeiras são causadas por ressacas extremas, que por sua vez resultam de fatores simultâneos como ondas, ventos e marés. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira, 18, na revista Scientific Reports.

"Mas, até agora, as estimativas de aumento das inundações ligadas à elevação do nível do mar não incluíam os efeitos das ondas, marés e ressacas – e por isso os riscos estavam subestimados. Considerando esses fatores, em muitas regiões, uma pequena elevação do oceano já será suficiente para dobrar as inundações", disse Vitousek ao Estado.

Segundo o estudo, as regiões com variabilidade mais limitadas do nível da água - que se concentram nos trópicos - terão o maior aumento na frequência de inundações costeiras. De acordo com Vitousek, o impacto das inundações nos trópicos poderá destruir as economias em desenvolvimento das cidades costeiras equatoriais e tornar as nações insulares do Oceano Pacífico inabitáveis.

Brasil. De acordo com os autores, com um aumento de 5 a 10 centímetros do nível dos oceanos iriam dobrar a frequência dos eventos de inundação em diversas regiões do mundo.

O mapa feito pelos cientistas (ver no fim do texto) revela que, na parte norte da costa brasileira - do Amapá até a Paraíba, uma elevação de 2,5 centímetros no nível do mar já dobrará os eventos de inundações das cidades costeiras. Na faixa que vai da Paraíba até o Rio de Janeiro, será preciso uma elevação de 5 centímetros para dobrar a destruição costeira. Entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, as inundações serão dobradas com uma elevação de 7,5 centímetros.

“Considerando vários fatores combinados - como a urbanização local, por exemplo -, cidades como Vitória e Rio de Janeiro sofrerão bastante impacto”, afirmou Vitousek. 


O mapa feito pelos cientistas da Universidade de Illinois mostra quantos cientímetros o mar precisará subir para dobrar o risco de inundações costeiras em diversas partes do mundo; as regiões marcadas em vermelho - nos trópicos - são especialmente vulneráveis: no litoral brasileiro, uma elevação de apenas 2,5 a 7,5 centímetros será suficiente para dobrar as inundações, dependendo da região. Foto: Sean Vitousek / Universidade de Illinois / Scientific Reports


No artigo, os cientistas afirmam que a elevação do nível do mar tem seis consequências principais: inundação passiva de áreas costeiras baixas durante as marés altas, maior frequência, severidade e duração das inundações costeiras, aumento da erosão das praias, inundação das águas subterrâneas com água salgada, mudanças na dinâmica das ondas e o deslocamento de comunidades.

Método. Para realizar o estudo, os cientistas utilizaram um método estatístico conhecido como teoria do valor extremo. Eles combinaram as projeções de elevação do nível do mar com modelagens matemáticas, baseadas em séries históricas, da variação de marés, da altura das ondas e de tempestades oceânicas. Com isso foi possível estimar a provável intensificação das inundações costeiras.

"Em geral, a elevação do nível do mar ao longo das décadas é significativamente menor que as flutuações normais causadas por marés, ondas e tempestades. Mas, considerando todos os fatores, mesmo uma elevação gradual do nível dos oceanos pode aumentar rapidamente a frequência das inundações costeiras", disse Vitousek.

Fonte: Estadão









NITERÓI CIDADE INTELIGENTE - SiGEO: Apps para conhecer Niterói



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

Foi com muito orgulho que recebemos o prêmio de melhor iniciativa municipal de gestão da geoinformação no país (Prêmio MundoGEO#Connect 2017, categoria "Gestão Municipal), anunciado durante evento MundoGeo Connect, evento que reúne as principais empresas e profissionais em geotecnologias. A edição de 2017 foi realizada em São Paulo, de 09-11 de maio e teve especial atenção de especialistas e público em geral devido à apresentação de novos equipamentos e tecnologias baseadas no uso de drones e vants.

O reconhecimento à Prefeitura de Niterói veio devido ao trabalho que está desenvolvendo para a implantação do SiGEO - Sistema de Gestão da Geoinformação, uma plataforma que integrará todas as bases de informações georreferenciadas e permitirá o cruzamento das informações, de forma a produzir relatórios gerenciais e ferramentas modernas de planejamento e gestão para Niterói. O SiGEO também permitirá a disponibilização de aplicativos que facilitarão a vida da população.

O SiGEO é mais um importante passo para que Niterói avance em duas prioridades importantes do seu planejamento estratégico: fazer de Niterói uma Cidade Inteligente e modernizar a administração pública municipal.

A implantação da plataforma estará concluída até agosto e, em seguida, começarão a ser disponibilizados os aplicativos para uso público. Os recursos do SiGeo e os aplicativos atenderão demandas e prestarão serviços nas áreas de segurança pública, defesa civil, saúde, educação, mobilidade/transporte/trânsito, urbanismo, fazenda, meio ambiente (inclusive controle de incêndios em vegetação), etc.

O SiGEO e o Cadastro Técnico Multifinalitário estão sendo implantados através do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social (PRODUIS), financiado pelo BID, e coordenado pelo Escritório de Gestão de Projetos (EGP), vinculado à Secretaria Executiva.

É Niterói avançando ainda mais para se tornar a Melhor Cidade Para Se Viver e Ser Feliz.

Axel Grael
Secretário-Executivo
Prefeitura de Niterói


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Apps para conhecer Niterói


Segundo Axel Grael, prefeito deverá assinar em julho decreto determinando que todas as informações geográficas estejam dentro do sistema. Foto: Marcelo Feitosa



Ferramentas integrarão informações georreferenciadas para auxiliar a população e os gestores

A Prefeitura de Niterói está desenvolvendo uma plataforma inteligente para modernizar sua gestão. Trata-se do Sistema de Gestão da Geoinformação (Sigeo), ferramenta que visa estabelecer, dentro do governo, a integração de todas as informações georreferenciadas da cidade. Através dessa plataforma serão disponibilizados aplicativos que prometem facilitar a vida do cidadão niteroiense.

“Colocaremos todas as informações georreferenciadas de Niterói em mapas disponíveis para toda a prefeitura. São informações sobre a cidade que auxiliarão na elaboração de políticas públicas e ajudarão o cidadão e pesquisadores. A secretaria de Saúde poderá mapear a incidência de dengue em diferentes bairros e em diferentes períodos. A de Educação poderá mapear o endereço dos alunos de cada escola para otimizar a distribuição deles, entre outros”, explica o secretário executivo Axel Grael.

Em um primeiro momento, estarão integradas ao programa as secretarias de Fazenda, Urbanismo e Mobilidade, Defesa Civil, Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Conservação e Serviços Públicos e Saúde. Grael contou que o próximo passo do projeto será a criação de aplicativos de internet, que começarão a ser disponibilizados ainda este ano.

“Criaremos um aplicativo para estimular investimentos na cidade, mapeando que tipo de atividades comerciais existem em determinada rua, bairro ou região de Niterói. Dessa forma, a pessoa interessada em abrir uma empresa em determinado local saberá o que falta lá, se é uma drogaria ou uma padaria, por exemplo. Ele também vai poder saber o perfil socioeconômico daquela população”.

Segundo o secretário, também será criado um aplicativo que disponibilizará ao cidadão o horário e o itinerário de linhas de ônibus municipais. Um outro exemplo de programa reunirá informações urbanísticas da cidade: uma pessoa que quiser comprar um terreno para construir um imóvel saberá com precisão quais os parâmetros para construção nos diversos bairros da cidade, como o gabarito permitido na área.

Ele conta que a prefeitura também irá desenvolver um aplicativo para estimular o uso de bicicletas e o turismo. “Você será orientado sobre a malha cicloviária da cidade. O aplicativo indicará ao ciclista, pelo GPS, qual é a melhor forma de se chegar de bicicleta de Piratininga até o MAC, por exemplo”, explica.

“As informações do Sigeo já estão quase todas prontas. Estamos em fase de treinamento até o final de junho, pois os técnicos da prefeitura precisam se ambientar ao sistema. Em meados de julho, o prefeito assinará um decreto determinando que todas as informações geográficas da cidade estejam dentro do sistema. Assim, vamos avançar mais ainda na busca de uma cidade inteligente”, conclui Grael.

Premiação – O projeto de implantação do Sigeo ficou em primeiro lugar na categoria Gestão Municipal do Prêmio MundoGEO#Connect 2017, entregue no último dia 5 pela empresa MundoGEO, em São Paulo, vencendo as iniciativas das prefeituras de Arapiraca (AL) e Guarulhos (SP).


Fonte: O Fluminense 



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SAIBA MAIS SOBRE O SiGEO:

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sábado, 20 de maio de 2017

Prefeito de Niterói é eleito presidente do Conleste





Rodrigo Neves foi escolhido por unanimidade. Sadinoel Souza, de Itaboraí, é o vice. Consórcio vai montar plano estratégico para o próximo biênio

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, foi eleito por unanimidade nesta sexta-feira (19.5) o novo presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste). Em reunião com prefeitos da região que integram o consórcio, Neves foi escolhido o representante do grupo para o biênio 2017/2018. Seu vice é Sadinoel Souza, prefeito de Itaboraí.

De acordo com o novo presidente do consórcio, o objetivo é fortalecer as ações das prefeituras e lutar pelo crescimento econômico da região, especialmente com a retomada dos investimentos no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

“Essa unidade do grupo, que reúne prefeitos de vários partidos, trajetórias diferenciadas, 3,5 milhões de habitantes e com um potencial econômico e cultural muito grande, será determinante para o êxito das administrações de cada um dos municípios. Enfrentamos a pior crise da história do Rio e do país e essa união da nova direção, tenho certeza, fará diferença para todos nós”, disse Rodrigo Neves.

De acordo com Neves, o Conleste reúne cidades muito importantes do estado que também estão sofrendo com a crise e somente a união do grupo, acima de interesses político-partidários, poderá dar a força necessária às cidades em busca da melhoria da qualidade dos serviços públicos.

“Vamos implantar um escritório de projetos seguindo o modelo bem-sucedido de nossa gestão em Niterói e que dê suporte e todo o apoio à elaboração dos projetos da região e das prefeituras. Nosso objetivo é montar um plano estratégico para os próximos anos, para atrair novos investimentos e promover o desenvolvimento sustentável. Também é muito importante para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida de Niterói o melhor desenvolvimento de nossas cidades vizinhas. Agradeço a confiança de todos os colegas prefeitos e estou muito animado para colaborar também com as prefeituras e a população da nossa região”, afirmou o prefeito.

Segundo Rodrigo Neves, a primeira ação da recém-eleita diretoria do Conleste será a realização de uma nova reunião, em junho, com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, para acompanhar o projeto de retomada do Comperj, além de elaborar um plano de trabalho da gestão para os próximos dois anos.

Sadinoel reiterou que além de atuar em bloco em busca de soluções para todas as cidades, outra vantagem será a troca de experiências e parcerias entre os municípios.

“Nosso objetivo é fortalecer a região.  A indústria naval está em decadência e o Comperj sem investimentos. Com isso nossas cidades estão sofrendo com violência, problemas na saúde e na educação, falta de emprego e só com essa união poderemos nos ajudar. Esse é o verdadeiro sentido do consórcio”, afirma Sadinoel.

Prefeito de São Gonçalo, município mais populoso da região, José Luiz Nanci acredita que, além da retomada do Comperj, a modernização da gestão é outro fator positivo a ser aproveitado:

“Essa composição do prefeito Rodrigo Neves e do prefeito Sadinoel será importante para nós. Itaboraí foi muito prejudicada pela suspensão dos investimentos do Comperj e é preciso fazer com que o complexo vire um sonho e não um pesadelo. Em relação a Niterói, é importante buscarmos nos espelhar nela. Hoje Niterói é uma cidade estruturada, organizada, foi capital do estado e tem uma ótima gestão. Temos de utilizar essas ferramentas administrativas em nossos municípios.”

Mauro Soares, prefeito de Cachoeiras de Macacu, citou a necessidade de reorganização do Conleste devido aos fortes impactos econômicos causados pela crise que se abateu sobre o país e, em especial, o estado do Rio de Janeiro.

“A região do Comperj necessita se reorganizar e essa reunião deu essa direção. Esperamos que, agora, a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo reconheçam esses impactos e ajudem os municípios”, afirma.

Já para a prefeita Manuela Peres, de Saquarema, a ação em conjunto vai fortalecer o grupo e o poder de negociação dos municípios:

“Para Saquarema é muito importante essa união. O prefeito Rodrigo Neves disponibiliza uma estrutura que os demais municípios não têm. Isso vai ser fundamental para reivindicar e executar as ações que necessitamos.”

Fabiano Horta, chefe do Executivo de Maricá, destacou a importância de ações planejadas em conjunto pelos prefeitos da região:

“Nós avançamos nas discussões hoje e saímos daqui com uma nova reunião agendada para junho, que terá como intuito apresentar todas as atividades que o Conleste vai desenvolver. Nós vamos pensar juntos buscando soluções para os problemas de cada cidade”.

Consórcio foi criado em 2007

O Conleste foi criado em janeiro de 2007 e atualmente reúne 15 municípios das regiões Leste, Baixada Litorânea, Baixada Fluminense, dos Lagos e Serrana. São eles: Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Tanguá, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Araruama, Saquarema, Guapimirim, Magé, Nova Friburgo e Teresópolis. Seu principal objetivo é o de elaborar um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Unificado para a região.


Fonte: Prefeitura de Niterói











SiGEO é escolhido o melhor projeto de gestão de geoinformação do Brasil



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

Foi com muito orgulho que recebemos o prêmio de melhor iniciativa municipal de gestão da geoinformação no país (Prêmio MundoGEO#Connect 2017, categoria "Gestão Municipal), anunciado durante evento MundoGeo Connect, evento que reúne as principais empresas e profissionais em geotecnologias. A edição de 2017 foi realizada em São Paulo, de 09-11 de maio e teve especial atenção de especialistas e público em geral devido à apresentação de novos equipamentos e tecnologias baseadas no uso de drones e vants.

O reconhecimento à Prefeitura de Niterói veio devido ao trabalho que está desenvolvendo para a implantação do SiGEO - Sistema de Gestão da Geoinformação, uma plataforma que integrará todas as bases de informações georreferenciadas e permitirá o cruzamento das informações, de forma a produzir relatórios gerenciais e ferramentas modernas de planejamento e gestão para Niterói. O SiGEO também permitirá a disponibilização de aplicativos que facilitarão a vida da população.

O SiGEO é mais um importante passo para que Niterói avance em duas prioridades importantes do seu planejamento estratégico: fazer de Niterói uma Cidade Inteligente e modernizar a administração pública municipal.

A implantação da plataforma estará concluída até agosto e, em seguida, começarão a ser disponibilizados os aplicativos para uso público. Os recursos do SiGeo e os aplicativos atenderão demandas e prestarão serviços nas áreas de segurança pública, defesa civil, saúde, educação, mobilidade/transporte/trânsito, urbanismo, fazenda, meio ambiente (inclusive controle de incêndios em vegetação), etc.

O SiGEO e o Cadastro Técnico Multifinalitário estão sendo implantados através do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social (PRODUIS), financiado pelo BID, e coordenado pelo Escritório de Gestão de Projetos (EGP), vinculado à Secretaria Executiva.

É Niterói avançando ainda mais para se tornar a Melhor Cidade Para Se Viver e Ser Feliz.

Axel Grael
Secretário-Executivo
Prefeitura de Niterói



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Sigeo, programa da Prefeitura de Niterói, é escolhido o melhor projeto de gestão de geoinfirmação do Brasil

Com a equipe da empresa Imagem, que apoia a Prefeitura de Niterói na implantação do SIGEO.

Discurso de agradecimento pelo Prêmio MundoGeo.

Com o Prêmio conquistado por Niterói.

Apresentando o SIGEO na mesa sobre "Aplicações de Análise Geográfica na Gestão Municipal".


O projeto de implantação do Sistema de Gestão da Geoinformação (SiGEO), da Prefeitura Municipal de Niterói, ficou em primeiro lugar na categoria "Gestão Municipal" do Prêmio MundoGEO#Connect 2017, entregue na noite da quarta-feira (10.5), em São Paulo. Niterói ficou entre os top 3 de cinco concorrentes, vencendo as iniciativas das prefeituras de Arapiraca (AL) e Guarulhos (SP).

O prêmio é concedido pela MundoGEO, empresa de mídia e comunicação fundada em 1998, hoje líder na América Latina em seu segmento de atuação, o setor geoespacial e de drones. A premiação reconhece os melhores profissionais, empresas e projetos nessas áreas.

A Prefeitura de Niterói está investindo R$ 5 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a implantação do Sistema de Gestão de Geoinformação (SiGEO), que engloba o Cadastro Técnico Multifinalitário da cidade, sistema de informação que integra dados diversificados para atender às necessidades de vários setores socioeconômicos, em uma determinada escala espacial.

Com base em informações cadastrais geradas pelo sistema, os gestores municipais podem planejar e monitorar diferentes ações do governo, que devem se basear em dados atualizados, confiáveis e acessíveis em benefício da cidade, com repercussão direta na melhoria da qualidade de vida da população.

A iniciativa tem por objetivo, além de atualizar a base cadastral da cidade de Niterói, mapear e integrar os processos que permeiam as secretarias do município por meio do cadastro multifinalitário, que está estruturado dentro do Sistema de Informações Geográficas acessível pela Internet (SIG-Web), inserido no Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (PRODUIS), trazendo mais eficiência no atendimento aos seus contribuintes e promovendo mais assertividade nas decisões estratégicas da cidade.

Fonte: Prefeitura de Niterói



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Mais informações sobre o SiGEO (apresentação)


Numa primeira fase, a Prefeitura de Niterói contratou, em 2014, uma base cartográfica atualizada da cidade.

Produtos do SiGEO.

Exemplos de aplicação. Informações georreferenciadas inseridas na plataforma.


Exemplos de aplicação. Informações sobre incêndios em vegetação para avaliação de danos, geração de estatísticas e orientação para ações preventivas.

Exemplos de aplicação. Informações do plano de emergência da Defesa Civil em comunidades.

Exemplos de aplicação. Informações sobre abrangência do atendimento das unidades escolares.

Implantação. Capacitação da equipe das Secretarias e órgãos municipais envolvidos.


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Coluna INFORME, de Cláudia Cataldi, repercurte a premiação conquistada pela Prefeitura de Niterói. O Fluminense, 16 de maio de 2017.



O secretário executivo da Prefeitura de Niterói. Axel Grael, entre homenageados na entrega do prêmio MundoGEO#Connect 2017, concedido a Niterói pelo Sistema de Gestão da Geoinformação (Sigeo), que ficou em primeiro lugar na categoria Gestão Municipal.

Fonte: Coluna Informe, O Fluminense



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