quarta-feira, 26 de abril de 2017

Mosquitos anti-Aedes são soltos em São Francisco



Mosquitos foram soltos na manhã desta quarta-feira (26). Foto: Divulgação



Método reduz a transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya

Marina Assumpção

Mosquitos que combatem o Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia foram soltos em São Francisco, Zona Sul de Niterói, na manhã desta quarta-feira (24). Essa é a etapa mais aguardada do Projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, um método inovador e natural que reduz a transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya. As liberações dos mosquitos acontecem após a conclusão das etapas de comunicação e engajamento comunitário que levam informação e dialogam com a comunidade visando tanto a disseminação do conhecimento sobre a metodologia quanto o esclarecimento.

Os bairros receberão os Aedes aegypti com Wolbachia periodicamente durante alguns meses, dependendo da forma de liberação de mosquitos determinada para cada área. Além desses bairros, outros da região de Praia de Baía e toda a Região Oceânica de Niterói também receberão o Projeto, dando sequência à expansão neste município em 2017.

Formas de Liberação - O Projeto utiliza duas formas de liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia: a primeira é a liberação de mosquitos adultos em vias públicas e a segunda é a liberação de Aedes com Wolbachia através do Dispositivo de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente fechado (semelhante a um balde com tampa) onde os mosquitos se desenvolvem. Os DLOs são colocados em áreas públicas e/ou propriedades privadas nos bairros que colaboram com a iniciativa. No interior do DLO há ovos de Aedes aegypti com Wolbachia, água e alimento para as larvas que vão nascer. Cerca de sete a dez dias após a instalação, os mosquitos já estarão adultos e voarão para fora, por meio dos furos existentes no dispositivo. É importante ressaltar que o DLO não possui produtos químicos ou tóxicos.

O uso de duas formas de liberação é parte da busca por metodologias que sejam ao mesmo tempo mais eficazes, de melhor custo-benefício e mais adequadas à cada área de implementação. “Devido à diversidade de características das cidades brasileiras, em termos de estrutura urbana e ambiental, escolhemos a melhor estratégia para cada área a ser trabalhada”, explica o pesquisador e coordenador geral do Projeto no Brasil, Luciano Moreira..

O método é seguro e sem qualquer risco para a população, animais e o meio ambiente. Além disso, não utiliza nenhum tipo de modificação genética. Como objetivo, tem a meta de substituir, gradualmente, a população de mosquitos Aedes aegypti de campo pelos mosquitos com a bactéria Wolbachia. Isso acontece através do cruzamento dos Aedes aegypti, na medida em que a bactéria é passada naturalmente da fêmea para os filhotes, que já nascem com a Wolbachia. Esse processo garante a autossustentabilidade do método

Fonte: O Fluminense 








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