domingo, 23 de julho de 2017

Niterói ganha agência para fomentar negócios





Expectativa é atrair empresas e, a cada ano, movimentar até R$ 300 milhões

Um contrato assinado entre a prefeitura e a Rio Negócios, divulgado sexta-feira, criou a Nit Negócios, uma agência de fomentos que tem como objetivo atrair e implantar empresas na cidade. A previsão é que o município possa atrair investimentos entre R$ 80 milhões e R$ 300 milhões, gerando cerca de mil empregos diretos a cada ano de convênio. Uma empresa holandesa já estuda a possibilidade de abrir escritório na cidade.

Para cumprir a meta de conectar Niterói com possíveis investidores estão previstas 300 rodadas de negociações até 2018 e o recebimento de 12 delegações internacionais. Nos próximos meses, a cidade será apresentada pelos especialistas em negócios, através de entrevistas, a 42 líderes setoriais de várias partes do mundo. A lista inclui ainda consulados, estrategistas em negócios e bancos de investimentos, entre outras ações estratégicas.

— A Nit Negócios buscará investidores a partir da vocação do município — afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

A vocação a que o prefeito se refere está ligada, avalia o município, a setores como energia, indústria naval, turismo, entretenimento e construção civil.

Marcelo Haddad, diretor executivo da Rio Negócios e responsável pela gestão da agência de Niterói, diz que além de utilizar a carta de clientes para captar negócios para cidade, com pessoas focadas em orientar e apontar opções para investidores, sinalizará frentes para os empresários ampliarem seus negócios:

— Ter um canal de comunicação com os atores locais é fundamental para o processo decisório de qualquer negócio.

Segundo Haddad, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que 92% dos diretores de grandes empresas utilizariam os serviços de uma agência de fomento local para ampliar seus investimentos.

A empresa holandesa Dopper já mostrou interesse em fazer parceria com as cooperativas de catadores de materiais recicláveis para recolher garrafas pet, que serão transformadas em garrafas sustentáveis para água potável, com foco na redução do descarte de plástico e no incentivo ao consumo de água filtrada.

— Além da comercialização da garrafa, temos expectativa de geração de renda e empregos locais — diz Ellen Sluis, uma das idealizadoras do projeto.


Fonte: O Globo Niterói









PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA - Edital de iluminação pública de Niterói prevê até R$ 167 milhões em investimentos



Ocultas. Galhos encobrem lâmpadas de postes na Rua Antônio Parreiras, no Gragoatá: empresa que gerir o serviço terá que podar árvores - Ana Branco / ana branco


por

Edital prevê que empresa pode árvore e troque lâmpada queimada em até 12 horas


NITERÓI - O serviço de iluminação pública de Niterói estará sob nova gestão, estima a prefeitura, já nos primeiros meses de 2018. O edital detalhando como funcionará a parceria público-privada (PPP) está aberto para consulta e confirma que serão investidos em torno de R$ 167,5 milhões para modernização do sistema. A novidade será bem-vinda. De acordo com a plataforma Colab.re, que contabiliza queixas de moradores da cidade, a falta de lâmpadas nos postes é a quarta da lista de reclamações, atrás de estacionamento irregular, buracos e calçadas irregulares. Até o fim do ano, a prefeitura espera ter concluído o processo de licitação, e a previsão é que o sistema esteja totalmente implantado num prazo de três anos. Como contrapartida, a empresa vencedora da licitação receberá cerca de R$ 2,2 milhões por mês, recursos da Contribuição para o Custeio do Sistema de Iluminação Pública (Cosip) que, ao fim do contrato de 25 anos, terá somado aproximadamente R$ 680 milhões.

No escopo da PPP está prevista a substituição de todas as 45 mil lâmpadas em postes públicos por LED. Para isso, estima-se um gasto de R$ 106,2 milhões. Também deverá ser criado um Centro de Controle Operacional, orçado em R$ 2,5 milhões. Ele será responsável pelo gerenciamento remoto de energia e poderá ligar, desligar, alterar a potência e detectar problemas nas luminárias. O edital não prevê a instalação de novos pontos de iluminação.

O prefeito Rodrigo Neves (PV) já afirmara que o problema da cidade era a qualidade do serviço nos pontos existentes. Mesmo assim, ele afirmou que poderia instalar, por conta do município, postes na Região Oceânica e em Pendotiba.

O modelo da licitação prevê que ganha a empresa que conseguir ofertar o serviço pelo menor valor. Desta forma, a prefeitura informa que o valor investido pode até diminuir ao fim da licitação, assim como a contrapartida a ser paga. Hoje, o município estima que a arrecadação com a Cosip (paga pelos contribuintes na conta de luz) fique em torno de R$ 2,7 milhões.

Quando estiver plenamente operacional, dentro de quatro anos, a qualidade dos serviços deve melhorar significativamente, aponta o edital. Lâmpadas queimadas, por exemplo, deverão ser substituídas em até 12 horas. A empresa também será responsável por fazer a poda de árvores no caso de elas encobrirem as luminárias. Se algum serviço deixar de ser prestado, a empresa poderá ser multada.

ESPECIALISTAS ALERTAM PARA RISCO EM LICITAÇÃO

A operação da PPP, porém, não é livre de riscos. Em todo o Brasil, modelos diferentes estão sendo pensados para modernizar o projeto de iluminação dos municípios. A busca tem ocorrido porque a adoção de lâmpadas LED gera uma economia enorme. Em Niterói, por exemplo, a substituição e outras medidas a serem adotadas reduziriam em pelo menos 65% os custos com energia. Hoje, o município gasta R$ 1,2 milhão por mês com iluminação pública.

— É uma economia muito expressiva, e é ela que dá viabilidade econômica ao negócio — avalia o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. — O problema é que quando se fala em PPP, tem o lado público, e ali há o risco de ingerências políticas que fazem com que o conjunto deixe de ser eficiente.

Um exemplo é o município de São Paulo. Lá, se discute há mais de dois anos uma PPP nesse moldes. O projeto, que estima um investimento de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões, já está defasado, tamanha a demora. Desde que o edital foi lançado por lá, o preço das lâmpadas que seriam adquiridas pela empresa ganhadora já caiu em quase 50%, o que desequilibrou o edital, que terá que ser revisto.

— São Paulo tinha um projeto ambicioso, feito por gente competente, que não foi adiante por interferência política. Na reta final, o Tribunal de Contas e outras questões interferiram — diz Sales.

O diretor em energia da Federação Nacional dos Engenheiros, Carlos Augusto Kirchner, afirma que o modelo de PPPs para estimular a modernização das redes elétricas públicas é algo em estudo por municípios país afora. Ele avalia que, pelo cronograma de Niterói, nada impede que o processo licitatório chegue ao fim dentro do prazo da prefeitura:

— O que sempre digo é que não dá para fazer algo meia-sola. Tem que ser bem amarrado, pois são concessões de dez, 20 anos... É um salto tecnológico, mas municípios estão encontrando dificuldades na fase de licitação.

Fonte: O Globo Niterói












Prefeita de Saquarema visita Niterói para conhecer iniciativas locais de modernização da gestão




Dirigentes de Niterói e de Saquarema discutem políticas públicas e soluções de modernização da gestão.


No dia 20 de julho, recebi como o prefeito Rodrigo Neves, a visita da comitiva da prefeita de Saquarema, Manoela Peres, que veio a Niterói conhecer as políticas públicas de modernização da gestão, de transparência na administração pública, de aumento de receitas e o Sistema de Gestão da Geoinformação - SIGEO NITERÓI.

Durante a reunião das equipes técnicas, foram repassadas as estratégias adotadas por Niterói desde 2013 e os resultados alcançados pela cidade, mesmo no grave momento de crise que o país e o estado do Rio de Janeiro enfrenta.

O prefeito Rodrigo Neves ofereceu todo apoio à prefeita Manoela Peres e o secretário de Governo daquele município, Antônio Peres Alves, manterá contato com os técnicos da Prefeitura de Niterói para promover o intercâmbio de experiências.

Axel Grael
Secretário-Executivo
Prefeitura de Niterói



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Em meio à crise, Niterói se destaca no repasse de ICMS



Segundo o secretário municipal de Fazenda Pablo Villarim, o aumento representa quase R$ 30 milhões a mais nos cofres. Alexandre Vieira / Prefeitura de Niterói



Município já arrecadou 26,2% a mais em 2017 que o mesmo período de 2016

Mesmo com a crise que atinge o Estado do Rio e seus municípios, Niterói conseguiu aumentar seu Índice de Participação dos Municípios (IPM) para o exercício de 2018 em 5,1% na comparação com 2017. O IPM de Niterói será de 4,54 segundo a Resolução 95 da Secretaria de Fazenda do Estado, que fixa os índices provisórios relativos à participação dos municípios no produto da arrecadação do ICMS.

A cidade terá o terceiro maior repasse, perdendo apenas para o Rio de Janeiro e Duque de Caxias. Com o crescimento do índice, Niterói receberá em 2018, aproximadamente, R$ 15 milhões a mais do que arrecadará até o final deste ano – estimado em R$ 280 milhões.

De acordo com dados do Governo do Estado, na contramão de Niterói, as principais economias do Estado como Angra dos Reis (-1,01), Macaé (-9,44) e Rio de Janeiro (-0,96) tiveram queda nos repasses de ICMS, enquanto outras cidades como Duque de Caxias (+4,2) e Campos dos Goytacazes (+1,5) tiveram aumento mais tímido ao comparar o índice para 2018 com o de 2017.

“Além da projeção para 2018, é interessante observar que mesmo com a retração de 0,9% do montante de ICMS a ser rateado aos 92 municípios, Niterói aumentou em 26,2% seu repasse, comparando os primeiros seis meses de 2017 com o mesmo período de 2016. Isso significa que Niterói recebeu quase R$ 30 milhões a mais ainda neste ano”, destacou Pablo Villarim, secretário municipal de Fazenda.

O secretário esclarece que o aumento no repasse do ICMS é resultado do trabalho da Secretaria de Fazenda, que criou um setor especificamente para cuidar desta receita e contratou o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Institucional (Ibradi), que cruza as informações fornecidas pelo Estado, pela Declan-IPM (Declaração Anual para o Índice de Participação dos Municípios) e pela GIA (Guia de Informação e Apuração do ICMS), e apresenta relatório com as inconsistências encontradas. A Assessoria de Receitas Transferidas da Fazenda acompanha e intima as empresas a retificar os erros apurados.

De acordo com o artigo 157 da Constituição Federal, pertencem aos Municípios 25% do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. A cada município será aplicado um índice percentual – o IPM – que viabiliza o Estado a entregar as parcelas da receita tributária, prevista na Constituição Federativa e pertencentes aos municípios.

Evolução – Desde o ano de 2013, o IPM de Niterói subiu 43%, saindo de 2,82 até atingir a estimativa de 4,54 para 2018. Essa foi a maior evolução entre as principais economias do Estado: Duque de Caxias subiu 9,3% no período e Campos teve aumento de 4%. O Rio de Janeiro teve queda de 6%, Macaé registrou - 21,9% e Angra de -26,3%.

Fonte: O Fluminense



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Niterói investe ainda mais em segurança



Graças ao convênio, as duplas de PMs, conhecidas como Cosme e Damião, retornaram às ruas de Niterói. Foto: Arquivo



Parceria da Prefeitura com a Polícia Militar já está colocando quase 70 agentes por dia nas ruas da cidade

O número de policiais militares nas ruas de Niterói devido ao Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) chegou a 68 por dia na última semana. Na cidade, o programa é custeado integralmente pela Prefeitura, através de convênio firmado com a Polícia Militar. Atualmente, o Proeis disponibiliza 150 vagas diárias para que PMs, até mesmo de outros batalhões, realizem patrulhamento pelas ruas do município em seus horários de folga. Em janeiro desde ano, a média era de seis PMs por dia em atuação no Proeis na cidade. Até o último dia 21 de julho este índice chegou a 39, atingindo picos de 68 profissionais.

O sub-comandante do 12º BPM (Niterói), tenente coronel Fabio Marçal, disse que os policiais em sua maioria estão sendo empregados no Cento e em Icaraí, e em menor escala, no Largo da Batalha e no Fonseca. Segundo ele, nos últimos meses a iniciativa dos policiais em procurar pelos Proeis cresceu bastante e somente na sexta feira dia 21, as vagas para os agentes que se inscreveram para trabalhar no turno da manhã foram quase todas preenchidas.

“São 70 vagas destinadas ao turno da manhã, 50 para tarde e 30 para noite. Preencher todas é muito importante para a prevenção de crimes e o diferencial desse sistema é que conseguimos ver novamente os policiais a pé nas ruas e próximos aos cidadãos que sentem muita falta e nos cobram muito este tipo de policiamento. Como a maior parte dos policiais ficam em viaturas para cobrir uma maior área, esse excedente, tem nos ajudado nas ruas e dão uma segurança maior à população”, disse.

Marçal ainda ressaltou que os policiais do Batalhão de Vias Expressas (BPRv), também podem se inscrever para o programa do Proeis e atuar nos dias de folga nas rodovias que cercam Niterói.

“Eles precisam se inscrever também no programa, pela internet e nos dias de folga, trabalham também fazendo a segurança das RJ 100, 104, 106 e 108”, contou.

O valor pago atualmente a um praça da PM é de R$150 por turno de oito horas cumprido. A partir de agosto, com a renovação do convênio por mais 12 meses, está previsto aumento da gratificação, de R$ 150 para R$188. De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Gilson Chagas, o fato de a Prefeitura de Niterói pagar em dia a gratificação e intensificar a divulgação sobre o Proeis nos batalhões contribuiu diretamente para o aumento no número de policiais aderindo ao programa na cidade.

“Estamos muito otimistas com a atuação do Proeis na cidade, graças ao expressivo aumento de voluntários nesses últimos meses. Com mais homens nas ruas, o 12º BPM pode resgatar o modelo de ação policial de patrulhamento que ficou conhecido como Cosme e Damião. Desta forma, a PM pode desenvolver ações para reprimir delitos de rua que ocorrem em nossa cidade. Na sexta-feira (21), por exemplo, a Secretaria Municipal de Ordem Pública registrou 60 PMs no programa. Esperamos que este número cresça, já que temos 150 vagas diárias disponíveis”, enfatiza Chagas.

Lotada no 4º Batalhão de Polícia Militar (São Cristóvão), a soldado Úrsula Nascimento, 34 anos, aderiu ao Proeis há um mês e meio. Nesta sexta-feira, a PM fez seu primeiro plantão em Niterói. “Ingressei na PM há três anos e meio e convênios como este têm funcionado muito bem. Podemos fazer até 12 por mês, o que representa um incremento significativo no nosso salário. Acho positivo tanto para a população, que passa a ter mais policiais nas ruas, como também para nós profissionais, que temos reforço no orçamento. Espero que o Proeis continue”, diz a policial.

O Proeis existe desde 2012, mas foi renovado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, pela primeira vez, em abril de 2013. O programa permite que policiais militares possam, voluntariamente, trabalhar em seus horários de folga e receber gratificação por conta da adesão. Em Niterói, o programa é custeado pela Prefeitura, mas a fiscalização é realizada de forma integrada entre o município e a PM.

O 12º BPM repassa diariamente para Secretaria de Ordem Pública de Niterói (Seop) o quantitativo diário do Proeis empregado nas ruas da cidade e, em seguida, o consolidado mensal é enviado para Secretaria Municipal de Fazenda, que realiza o depósito diretamente na conta da PM.

(com a colaboração de Marcio Bulhoes)

Fonte: O Fluminense










sábado, 22 de julho de 2017

Inea institui o Sistema Estadual de Monitoramento e Avaliação da Restauração Florestal







No dia 12 de julho de 2017 foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro nº 127 a Resolução Inea nº 143, que instituiu o Sistema Estadual de Monitoramento e Avaliação da Restauração Florestal (SEMAR) e estabelece as orientações, diretrizes e critérios sobre elaboração, execução e monitoramento de projetos de restauração florestal no estado do Rio de Janeiro.

Utilizando premissas de simplicidade, transparência e segurança, o objetivo do SEMAR é integrar todas as iniciativas voltadas para a restauração florestal, passando pelo monitoramento, parametrização, certificação e quitação dos compromissos de restauração florestal executados no Estado.

Os valores de referência foram estabelecidos e ajustados durante 30 meses de monitoramento de 14 projetos em diferentes idades em todas as regiões do RJ.

Utilizando-se como ponto de partida o Protocolo do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, os parâmetros foram estabelecidos conforme a fitofisionomia a ser restaurada e ajustados para projetos de até 4 anos desde o plantio.

A quitação do compromisso de restauração acontece quando o nível de atingimento do conceito final é alcançado, conceitos ≥ 8,0, em razão do somatório dos parâmetros dentro do sistema de pontuação, desde que transcorridos 4 anos da implantação e com pontuação superior a zero em todos parâmetros avaliados.

O SEMAR padronizou ainda os procedimentos administrativos e regulatórios da restauração florestal criando modelos de projetos, relatórios, termos de quitação, simplificando e conferindo segurança aos atores envolvidos.

Esta Resolução se aplicará a todos os Projetos de Restauração Florestal no estado do Rio de Janeiro provenientes de demandas não voluntárias.

Em fase de teste desde 2016 na Gerência do Serviço Florestal, os ganhos obtidos pelo SEMAR já podem ser percebidos através do número de acessos ao portal de transparência e contato com o publico que já soma mais de 9.000 acessos. Além disso, foi observada a diminuição dos tempos de tramitação e retrabalho na avaliação dos projetos vinculados aos processos administrativos.

Para fazer o download da Resolução e dos seus respectivos modelos de documentos em formato editável (*.doc) acesse www.restauracaoflorestalrj.org/restauracao-legislacao.

Fonte: Restauração Florestal Fluminense











Parque das Águas, no Centro, vai ser inaugurado no final de agosto



De acordo com a prefeitura, a estrutura do elevador já foi executada e estão iniciando a montagem do mesmo esta semana. Foto: Marcelo Feitosa



Raiana Collier

Parque das Águas, no Centro, vai ser inaugurado no final de agosto

O Parque Municipal Eduardo Travassos, conhecido como Parque das Águas, no Centro de Niterói, será inaugurado no final de agosto. Procurada, a Prefeitura de Niterói informou que a estrutura do elevador foi executada e estão iniciando a montagem do elevador e as peças para funcionamento esta semana. Já na área do Parque está sendo finalizada a via de acesso que corta todo o espaço, a área de lazer e ginástica. Ainda segundo o Executivo, a contenção já está sendo executada e a rampa de acesso de serviço está pronta. Além disso, a parte de paisagismo já está sendo executada, a construção da sede está sendo finalizada e na próxima semana começam as obras da recepção do parque.

Quem passa pelo local consegue observar as intervenções ainda acontecendo no imponente novo elevador de acesso, que vai dar atenção para cadeirantes e portadores de necessidades especiais. A inauguração do Parque deve, portanto, acontecer de uma só vez: as intervenções complementares - como a praça que fica em frente à área de lazer -, as áreas internas de visitação e o talude serão entregues juntos à população.

O investimento total de revitalização do Parque das Águas é de R$ 7,8 milhões. O espaço ocupa 32 mil metros quadrados do Morro da Detenção. A área é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). Além de abrigar uma das últimas áreas verdes numa das regiões mais densas da cidade, o Parque das Águas também protege um dos mais interessantes patrimônios históricos de Niterói, que é o sistema construído no século XIX para o abastecimento de água para a cidade e que, ainda hoje, distribui água para alguns bairros.




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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Niterói se candidata a programa da ONU para ser cidade modelo de resiliência



Prefeito Rodrigo Neves recebeu o coronel Ronaldo Alcântara, secretário estadual de Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Diante do secretário executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, e dirigentes da Defesa Civil de Niterói, anunciou que Niterói era uma das sete cidades pré-selecionadas no Brasil.


Prefeito da cidade, Rodrigo Neves, assinou o termo de compromisso de participação no programa da ONU nesta quarta-feira

Niterói é uma das sete cidades brasileiras, entre os 5.570 município do país, que vão concorrer ao certificado Cidade Modelo em Resiliência, conferido pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. O município foi indicado pela Secretaria Estadual de Defesa Civil por já apresentar ações de resiliência nos últimos quatro anos.

Na tarde de ontem, o prefeito Rodrigo Neves recebeu em seu gabinete o secretário estadual de Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Ronaldo Alcântara, ocasião em que assinou o termo de compromisso de participação no programa da ONU “Cidades resilientes: minha cidade está se preparando”. Assim como Petrópolis, na Região Serrana, e as demais cidades participantes, Niterói será avaliada em 90 itens e terá que apresentar um plano de resiliência. A previsão é que a cidade seja certificada em quatro meses.


Assista ao vídeo do encontro clicando aqui.


Rodrigo Neves destacou que a possibilidade de Niterói ser certificada como modelo em resiliência é um desafio.

“Essa iniciativa nos colocará a responsabilidade de, como cidade modelo, aperfeiçoar o sistema de Defesa Civil. Nos últimos quatro anos, a prefeitura realizou um trabalho muito consistente e sério, com investimentos expressivos no Sistema de Defesa Civil. Nós recebemos a cidade há quatro anos num contexto dramático, desafiador, especialmente nessa área, porque em 2010 Niterói viveu a maior tragédia climática da sua história, que afetou profundamente todas as regiões da cidade. Pela complexa formação geológica do município, em 2013, instalamos numa rede de fibra ótica, uma rede de pluviômetros, sistema de estações meteorológicas, a Defesa Civil se mudou para uma nova sede, instituímos 48 Núcleos de Defesa Civil nas comunidades de maior risco geológico, implantamos o sistema de alarme e alerta por sirenes, investimos R$ 150 milhões em 50 obras de contenção de encostas e equipamentos para que a Defesa Civil tenha uma ação preventiva”, afirmou o prefeito.

Também participaram do encontro o secretário Executivo, Axel Grael, a coordenadora do Núcleo de Gestão Estratégica, Glaucia Macedo, além de representantes das Defesas Civil municipal e estadual.

Fonte: O Fluminense








terça-feira, 18 de julho de 2017

Niterói com inscrições abertas para o programa de Educação de Jovens e Adultas (EJA)






Não existe idade para aprender e se formar!

A rede municipal de Niterói está com as inscrições abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) referentes ao segundo semestre de 2017. A modalidade está sendo oferecida em nove escolas.

No ato da matrícula é preciso apresentar três fotos 3x4 e original e cópia dos seguintes documentos: carteira de identidade, CPF, comprovante de residência, certificado de reservista (quando for o caso), declaração de escolaridade, declaração informando se o aluno possui alguma deficiência e comprovante do tipo sanguíneo e RH.

Em caso de dúvida, basta ligar para a coordenação da Educação de Jovens e Adultos da Fundação Municipal de Educação de Niterói: (21) 2719-6426.

Confira aqui as unidades que oferecem a EJA:

Escola Municipal Alberto Torres
Escola Municipal Professora Mª de Lourdes Barbosa Santos
Escola Municipal Paulo de Almeida Campos
Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos
Escola Municipal Honorina de Carvalho
Escola Municipal Altivo César
Escola Municipal João Brazil
Escola Municipal Francisco Portugal Neves
Escola Municipal Helena Antipoff


Fonte: Prefeitura de Niterói









Espaços Públicos: o que o planejamento urbano pode ganhar com a tecnologia



Inovações tecnológicas podem modernizar o planejamento urbano e tornar políticas públicas e diretrizes mais eficientes e precisas (Foto: Steve Juvertson/Flickr-CC).




Nossas impressões de uma cidade são formadas principalmente pela qualidade dos espaços públicos. Se não forem agradáveis e conservados, se transmitirem uma sensação de insegurança, dificilmente voltaremos. O bom planejamento desses espaços deve ser a regra, não a exceção. Na série “Espaços Públicos”, exploramos diferentes aspectos relacionados aos espaços públicos que determinam nossa experiência cotidiana nas cidades. Este é o último post da série e mostra como a tecnologia pode contribuir para otimizar e qualificar o planejamento urbano.

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Ao longo das últimas décadas, o mundo viveu o crescimento da população urbana, que até 2050 deve chegar a dois terços da população mundial. Em paralelo, novos avanços tecnológicos facilitaram, otimizaram e/ou automatizaram uma série de atividades do nosso dia a dia. No entanto, mesmo com o número cada vez maior de pessoas vivendo nas cidades e a evolução da tecnologia, o planejamento urbano não se modernizou no mesmo ritmo, e ainda não somos capazes de construir espaços verdadeiramente propícios ao nosso bem-estar e felicidade.

A priorização do transporte motorizado, entre outros fatores, continua a gerar ambientes urbanos prejudiciais à saúde física e mental e sem a resiliência necessária para se adaptar ao futuro. Em uma de suas citações mais famosas, Jan Gehl comentou que “nós sabemos mais sobre o que são ambientes saudáveis para gorilas, tigres siberianos e ursos-pandas do que sabemos sobre um bom ambiente urbano para o homo sapiens”. Apesar de vivermos hoje na era do big data, a qualidade dos dados que possuímos sobre as cidades ainda é consideravelmente pobre. São dados que carecem de substancialidade e são, em sua maioria, desatualizados – e mesmo assim é a partir dessas informações que ainda formulamos as normas e políticas que orientam a construção de nossas cidades.

Contudo, a democratização da internet e dos smartphones, junto ao surgimento de novas tecnologias a cada dia, traz oportunidades de mudar a maneira como planejamos ruas, espaços públicos, bairros e a cidade como um todo.

A queda dos preços e a miniaturização dos processadores permite a implantação de sensores em quase tudo: uma rede de sensores interligados em nossos relógios, roupas, calçados, lixeiras, carros, celulares e casas coleta e cria um fluxo de dados constante do qual muitas vezes sequer temos conhecimento. Precisamente, conforme artigo de Euan Mills, líder do programa Futuro do Planejamento, da Future Cities Catapult,  “2,9 milhões de e-mails enviados por dia, 20 horas de vídeos subidos no YouTube por minuto, 50 milhões de tweets por dia, sem contar a infinidade de posts nas redes sociais, buscas no Google e compras na Amazon que são continuamente monitorados”.

A combinação dessas vastas quantidades de dados com o poder de processamento pode ser aplicada no planejamento urbano e permitir que as cidades:
  • criem ferramentas capazes de monitorar e nos ajudar e compreender, de forma mais rápida e eficiente, o que faz com que bons espaços públicos sejam bons espaços públicos;
  • construam políticas públicas mais específicas e que possam ser regularmente ajustadas com base nos resultados, mensurados pelos dados;
  • tornem os processos de tomada de decisão mais inclusivos e transparentes.

Na prática, a tecnologia já modificou a maneira como vivemos e utilizamos as cidades. Aplicativos amplamente disseminados como Airbnb e Uber mudaram a maneira como ocupamos o ambiente urbano e nos deslocamos. Além deles, outras inovações mais sutis – mas igualmente impactantes – também estão alterando a forma como planejamos deslocamentos cotidianos: é o caso das informações em tempo real sobre o trânsito possibilitadas pelo Waze; o Citymapper, que integra todos os meios de transporte disponíveis para o cálculo da melhor rota; sem falar nas possibilidades de compartilhamento de bicicletas, oferta de caronas e espaços de co-working.

Para além do modo de vida, porém, inovações como essas (e as que ainda estão por vir) também têm o potencial de mudar radicalmente a maneira como planejamos e construímos as cidades. Se utilizadas nos processos de planejamento, podem traçar estratégias mais precisas e eficientes.

Tecnologia: oportunidades para o planejamento urbano

A tecnologia otimiza e qualifica o planejamento urbano ao permitir, por exemplo, a simulação do espaço urbano e sistemas de monitoramento em tempo real. Não apenas para elementos quantificáveis, mas para tudo o que é necessário saber sobre as cidades a fim de que o processo de planejamento urbano seja o mais preciso possível: se as habitações e construções estão sendo ocupadas, como as ruas são utilizadas e mesmo como as pessoas se sentem em parques e espaços públicos.

Já é possível observar passos nessa direção. Soluções como o UrbanPlanAR, por exemplo, exploram a realidade aumentada para simular novas edificações no local onde serão instaladas antes da construção. Outras, como Land Insight e Urban Intelligence, estão criando crescentes bancos de dados sobre políticas e aplicações de planejamento. A consolidação de dados ajuda a criar ferramentas que avaliam automaticamente as propostas de desenvolvimento em relação às políticas de planejamento e normas construtivas, antevendo uma série de aspectos, tais como: o impacto microclimático que a construção terá no entorno, em termos de bloqueio do vento e/ou da luz do sol; impactos visuais do empreendimento no bairro; qualidade habitacional; e até mesmo a viabilidade econômica.

A possibilidade de monitorar os impactos das políticas de planejamento permite que as gestões municipais estabeleçam planos mais flexíveis, que criem, essencialmente, lugares onde as pessoas queiram viver ou estar. Em vez de publicações fixas e estanques, podem ser instrumentos de mudança, adaptáveis conforme as necessidades da população e as mudanças no próprio ambiente urbano.

Acima de tudo, é preciso assegurar que os dados sejam abertos e acessíveis à população, que as ferramentas de planejamento sejam transparentes e que as políticas públicas e diretrizes sejam claras e responsáveis. Trata-se de qualificar as cidades e democratizar o próprio planejamento urbano. O resultado: cidades mais bem planejadas, com espaços públicos mais bem construídos e preparados para o ambiente em constante mudança característico das cidades.

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Este texto foi adaptado a partir do artigo “Planejando com números: a tecnologia pode nos ajudar a criar espaços melhores?”, de Euan Mills, publicado na coletânea “Making good – shaping places for people” (em português, “Fazendo o bem – formando espaços para pessoas”), produzida pela Centre for London e disponível aqui.

Fonte: The City Fix Brasil










PARQUES AMEAÇADOS: Áreas protegidas viram moeda de troca do governo com a bancada ruralista



A Floresta Nacional do Jamanxim (Foto: Leonardo Milano/ICMBio).


Nesta semana, o governo voltou à carga ao apresentar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei que amputa cerca de 350.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará

JAIME GESISKY*
15/07/2017 - 10h00 - Atualizado 17/07/2017 12h23

As áreas protegidas têm um papel importante do dia a dia das pessoas, embora nem todo mundo se dê conta disso. Ainda.

Áreas protegidas são o nome genérico que se dá a Unidades de Conservação (parques, florestas, reservas), terras indígenas e territórios quilombolas. São protegidas por lei as Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente. As leis que criam essas áreas podem ser federais, estaduais ou municipais. Já as outras categorias de áreas protegidas ocorrem apenas no âmbito federal, como os territórios indígenas.

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As áreas protegidas têm um papel importante na conservação da diversidade de vida existente, seja nas áreas terrestres ou marinhas. E já está mais do que provado que nessas áreas a natureza está bem mais cuidada que fora delas. Há mais carbono estocado, mais espécies da fauna e flora abrigadas de uma eventual extinção. Ao manter grandes áreas com vegetação nativa, as áreas protegidas tornam-se essenciais para manter em equilíbrio o regime hídrico, desde o provimento de chuvas até o abastecimento de mananciais que garantem a sobrevivência do homem – e dos demais seres – no campo e nas cidades.

É ainda nas Unidades de Conservação que são feitas importantes pesquisas que ajudam a ciência a avançar em busca de respostas para dramas humanos, como a cura de doenças ou os efeitos do aquecimento global para a vida na Terra. E, por falar em clima, os cientistas já comprovaram o papel que as florestas têm na regulação da temperatura local e mesmo em âmbito global. Tente imaginar-se vivendo em um deserto.

Sejam públicas ou privadas, as áreas protegidas também servem como fonte de lazer e recuperação da vitalidade para os seres humanos, dando a chance para que as pessoas possam descansar e contemplar junto à natureza. Também são estímulo aos que buscam na aventura uma fonte de inspiração a mais para seguir vivendo. Uma área protegida pode ser a referência cultural para povos e comunidades que têm nesses locais o espaço ideal para reverenciar a memória ancestral e cultuar o sagrado.

Criar e conservar as áreas protegidas é um dever do Estado brasileiro, previsto na Constituição Federal. Ter essas áreas protegidas é ainda um direito do cidadão. O Brasil assumiu internacionalmente junto à Convenção da Diversidade Biológica das Nações Unidas o compromisso de ter, no mínimo, 20% de todos os biomas (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Zonas Costeiras e Marinhas) protegidos até 2020. E ainda falta muito para cumprirmos essa meta.

O Cerrado, que já perdeu mais da metade de sua cobertura vegetal nativa, tem menos de 8% protegido por lei federal. A Caatinga, cerca 7,5%. Na Zona Costeira e Marinha, o percentual é ainda menor: 1,5% apenas está protegido por lei.

E ainda há gente querendo reduzir as áreas protegidas.

O Brasil, além de viver uma crise política e econômica, passa por uma crise também no que toca ao futuro de suas áreas protegidas. É um paradoxo. O mesmo Estado que deveria assegurar o direito de todos a ter essas áreas protegidas está promovendo um desmanche nesses territórios essenciais para vida na Terra. Recente documento produzido pelo WWF-Brasil alertou para o fato de que o Brasil vive uma ofensiva sem precedentes às áreas protegidas.

Pressões para desfazer ou diminuir o tamanho ou o status de proteção de Unidades de Conservação estão sendo promovidas por integrantes do Congresso Nacional, sensível ao lobby dos setores ruralista e de mineração. E geralmente com apoio explícito de setores do governo federal. A ameaça paira sobre cerca de 10% do território das Unidades de Conservação federais, numa estimativa conservadora.

O ataque contra as áreas protegidas vai de norte a sul do país e envolve uma área de cerca de 80.000 quilômetros quadrados, quase o tamanho da Áustria ou de Portugal.

O conflito de interesses não é novo. De um lado, estão produtores rurais que ocupam irregularmente ou gostariam de ocupar essas áreas protegidas, empresas de mineração ou grileiros de terras públicas. De outro, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), que colocou o Brasil ao final da década passada na posição de líder mundial em extensão de áreas protegidas.

À medida que um dos lados ganha mais força, o impacto nas áreas protegidas pode resultar em mais desmatamento da Amazônia, com prejuízo às metas brasileiras para a redução das emissões de gases de efeito estufa na Convenção do Clima das Nações Unidas, além de implicar o desmonte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e ameaçar o cumprimento dos compromissos assumidos na Convenção da Diversidade Biológica (CDB).

Moeda de troca

Mas o governo esquece tudo isso e usa áreas protegidas estratégicas para a conservação e para evitar o avanço do desmatamento para transformá-las em moeda de troca por apoio político. Pois, nesta semana, o governo voltou à carga ao apresentar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) que amputa cerca de 350.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará.

O novo projeto substitui a Medida Provisória 756, que transformaria 486.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim em Área de Proteção Ambiental (APA), para beneficiar, principalmente, grileiros que ocuparam área de forma irregular. Essa MP chegou a ser vetada pelo presidente Michel Temer no mês passado depois de forte pressão internacional. Porém, ao anunciar o veto às vésperas da viagem de Temer à Noruega, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, antecipou, por meio de um vídeo, que havia um acordo feito com os parlamentares da região. O corte na Flona retornaria por meio de um Projeto de Lei com anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gravou o ministro.

Promessa cumprida, o PL tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, o que faz com que ele pule etapas e evite uma série de questionamentos a que um projeto comum teria de se submeter.

Com isso, prevalecem os interesses e os pleitos apenas dos parlamentares da Região Norte, ligados aos setores do agronegócio e mineração e ao interesse de grileiros que, em sua maioria, chegaram à região após a criação da área protegida, em 2006. Nenhum interesse público mais amplo entra nesse jogo.

É que no atual contexto político de um governo encantoado por graves denúncias, o presidente Temer precisa de votos para se livrar de um eventual processo por corrupção passiva, o PL é uma moeda de troca com a bancada ruralista. É o velho toma lá dá cá.

Mas tanto a Medida Provisória 756 quanto o novo Projeto de Lei sinalizam na mesma direção, incentivando novas ocupações, dando indicação clara de que basta ocupar áreas públicas que o governo sempre dará um jeitinho de regularizar a situação.

Enquanto isso, o futuro de nossas áreas protegidas segue ameaçado.


* Jaime Gesisky é especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil


Fonte: Revista Época














PROJETO GRAEL: Em águas prósperas



Jovens participam de aula de vela.


Projeto Grael leva desenvolvimento esportivo e socioambiental para milhares de jovens

É muito importante que empresas e pessoas estejam atentas às necessidades do Brasil, em relação ao preparo para o futuro. A Lojas Americanas e a Americanas.com sempre contribuíram para fortalecer o País, e principalmente, para mantermos nossas riquezas sociais e ambientais. Uma das iniciativas da Lojas Americanas e da Americanas.com de maior sucesso é a parceria com o Projeto Grael, liderado pelos irmãos Lars e Torben Grael.

Campeões da vela e grande influenciadores de esportistas brasileiros, os irmãos Grael idealizaram o projeto há 18 anos, e ao longo dessas quase 2 décadas de historia, já ajudaram aproximadamente 16 mil jovens, oferecendo oportunidades educacionais e socioambientais.

São 3 os pilares que sustentam as ações da instituição. O programa Náutico, que promove a iniciação à prática esportiva, como natação, vela e canoagem havaiana. O programa Profissionalizante que prepara os jovens para o setor náutico, com aulas de marcenaria, fibra de vidro, eletrônica, carpintaria, mecânica e capotaria, para formar, como por exemplo, marinheiros.

E por fim, o programa Ambiental, que gera a interação entre as atividades náuticas, o uso da tecnologia, o resgate da cultura da maritimidade e o meio ambiente. Lojas Americanas e Americanas.com reforçam, por meio do seu investimento, o apoio ao esporte e ao desenvolvimento socioambiental, incentivando mais um projeto focado na inclusão, formação e democratização da prática esportiva.

Fonte: Isto É



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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Caixas de pizza podem baratear reflorestamento







Fotos Felipe Ferreira


Técnica simples e barata pode auxiliar na reabilitação de áreas degradadas com um custo até 50% menor em comparação aos métodos tradicionais. Trata-se do uso de papelão para controle do capim no coroamento (capina ao redor) de mudas em ações de reflorestamento. O produtor pode utilizar até mesmo caixas usadas de pizza. Desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a técnica pode viabilizar financeiramente a adoção da recuperação de pastagens para pequenos produtores. O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.

O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.


Esse método já utilizado em lavouras é novidade em ações de reflorestamento com espécies nativas. Nos projetos de recomposição florestal, a maior parte dos custos está associada ao controle de plantas daninhas que colocam em risco o crescimento e a sobrevivência das mudas. Cerca de dois terços do investimento é destinado ao controle da chamada matocompetição. “Temos várias soluções para isso. O uso de herbicida é a mais comum na agricultura, mas é pouco utilizada no setor florestal com foco ambiental, principalmente porque são áreas próximas a recursos hídricos”, explica o pesquisador Alexander Resende.

A técnica é simples e utiliza um disco ou placa de papelão, novo ou reutilizado, para proteger a base das mudas de espécies florestais nos primeiros anos de plantio. A proteção faz com que as gramíneas, que exercem forte competição com as espécies de reflorestamento, não se desenvolvam. Com isso, o crescimento das mudas ocorre da mesma forma como se fosse feito o controle da forma tradicional com enxadas, foices e roçadeiras. Mas o método tradicional exige muita mão de obra, com rendimento operacional baixo, o que onera os projetos de reabilitação ambiental.

O pesquisador Guilherme Chaer conta que os experimentos no campo mostraram que, além de impedir o crescimento das gramíneas, o papelão aumenta a taxa de sobrevivência das mudas. “De onze espécies avaliadas, nove apresentaram índice de sobrevivência igual ou superior a 80% quando coroadas com papelão, enquanto apenas três atingiram esse índice quando coroadas com a enxada”, disse Chaer.

Embora aumente a sobrevivência das mudas em campo, o papelão não afeta o crescimento das plantas em relação ao tratamento manual. Por sua vez, ele pode diminuir em até 10º C a temperatura do solo superficial nos dias mais quentes e também reduz a perda de água por evaporação. “Isso faz uma diferença enorme para a planta, tanto para aliviar o estresse térmico como o estresse hídrico. Ao perder menos água, a planta se beneficia”, comenta.

O papelão "pode diminuir em até 10º C a temperatura do solo superficial nos dias mais quentes e também reduz a perda de água por evaporação".


A pesquisa avaliou o potencial do papelão de suprimir quatro espécies de gramíneas mais comuns em região de Mata Atlântica: brachiarão, capim-colonião, capim-rabo-de-burro e capim-quicuio. Em todas elas, o papelão atuou de forma a inibir seu desenvolvimento.

Técnica permite o uso de caixas de pizza

Os primeiros experimentos de campo foram feitos com embalagens arredondadas utilizadas para pizza. O objetivo era avaliar a durabilidade em campo do papelão tratado com substâncias para retardar sua taxa de decomposição e, consequentemente, prolongar o efeito supressor das gramíneas. Os resultados mostraram que, em condições de campo, o papelão apresenta eficiência de até mais de um ano se impregnado com uma solução à base de sulfato de cobre.

Para se ter uma ideia da economia que a técnica possibilita ao agricultor, num coroamento comum feito com enxada, o produtor gasta em torno de R$ 5.800,00 por hectare no primeiro ano após o plantio, considerando quatro coroamentos ao longo do ano. Mas ao optar pelo coroamento com papelão, o custo cai para de R$ 2.800,00.


Segundo Chaer, o sulfato de cobre reduz a incidência de fungos que decompõem a lignina do material, preservando-o por mais tempo. “A solução, derivada de soluções utilizadas para tratamento de madeira, é simples de preparar, apresenta baixo custo e baixa toxicidade, uma vez que não utiliza o dicromato de potássio comum nestes produtos”.

Para se ter uma ideia da economia que a técnica possibilita ao agricultor, num coroamento comum feito com enxada, o produtor gasta em torno de R$ 5.800,00 por hectare no primeiro ano após o plantio, considerando quatro coroamentos ao longo do ano. Mas ao optar pelo coroamento com papelão, o custo cai para de R$ 2.800,00. Esses cálculos foram feitos com embalagens de papelão novas compradas no varejo. Mas, se quiser baixar ainda mais este custo, o agricultor pode optar por utilizar papelão reciclado.


Ana Lucia Ferreira (MTB 16913/RJ)
Embrapa Agrobiologia
agrobiologia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (21) 3441-1500

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/


Fonte: Embrapa




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Um dos grandes desafios enfrentados nos projetos de reflorestamento é o crescimento de plantas daninhas junto com as mudas recém-inseridas no ambiente. Esse foi o ponto de partida do livro Controle de plantas daninhas em restauração florestal, editado pelo pesquisador da Embrapa Agrobiologia Alexander Resende e pelo professor da UFRRJ Paulo Sérgio dos Santos Leles. A obra conta com a contribuição de diversos autores – entre engenheiros florestais, agrônomos e biólogos – e será lançada no próximo dia 23, às 17 horas, na Universidade, durante o workshop Desafios da restauração florestal no Estado do Rio de Janeiro.

O objetivo do livro foi reunir um material consistente sobre as diferentes estratégias utilizadas para controlar as plantas daninhas, especialmente tendo em vista a premente necessidade de plantio florestal em grandes áreas para adequação de propriedades ao cadastro ambiental rural. “Restaurar áreas onde a matriz predominante é formada por pastagem é um desafio, que pode ser vencido a partir de técnicas muitas vezes mais relacionadas ao bom planejamento do que a elevados investimentos”, destacam os editores, na apresentação do livro. A obra chama a atenção para questões que devem ser levadas em conta antes, durante e após o plantio das mudas.

A obra é dividida em cinco capítulos. O primeiro contextualiza o problema do controle de plantas daninhas na restauração florestal; o segundo trata da escolha de espécies e de espaçamento como ferramentas de controle dessas plantas. O terceiro capítulo, por sua vez, fala sobre o uso de herbicidas na restauração florestal. Já o quarto aborda o uso de plantas companheiras para o controle das daninhas. Por último, o quinto capítulo fala do controle de plantas daninhas em propriedades rurais, visando à restauração florestal.

O livro está disponível gratuitamente para download no portal da Embrapa, aqui.

Liliane Bello (MTb 01799/GO)
Embrapa Agrobiologia
agrobiologia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (21) 3441-1500

Fonte: Embrapa



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Alunos da rede pública de Niterói levam ouro em olimpíadas



O carro-robô e a arena que deram aos alunos da Escola Municipal Dario Castello a medalha de ouro em etapa regional da Olímpíada de Robótica - Analice Paron / Agência O Globo


por

Estudantes foram destaque de competições nacionais de robótica e matemática

NITERÓI - Com apenas 10 anos, a estudante Manuella Tondella já realizou um feito impressionante. Durante a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica, ela observou a tempo de corrigir o erro que o carro-robô criado por ela e sua equipe fazia um trajeto menor do que o deveria. A postura dela foi uma das razões que definiram a conquista do primeiro lugar na competição, junto aos colegas Ely Evangelista, Filipe Gaspar, Luanne Martins e Gabriel Faleiro; todos alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Dario Castello, em Itaipu.

A escola foi a única de Niterói e a única instituição pública a enviar representantes para o campeonato que aconteceu este mês no Centro Universitário La Salle, em Santa Rosa. Da disputa, participaram alunos do 5º ao 9º ano de escolas da região Leste Fluminense.

Os estudantes da Dario Castello, sob a coordenação da professora Evelyn Crespo, foram se familiarizando com os computadores, uso da internet e diferentes softwares em sala de aula. Depois, utilizaram a página do Scratch para criar animações e jogos. Desenvolveram, então, projetos que unem programação e computação gráfica, com a utilização, além do Scratch, dos softwares Mblock e NXT-G. O resultado foi a construção de uma arena, uma pista em que um carro-robô faz o percurso.

— Na primeira fase, o robô tinha caído. Percebi, então, que era porque o percurso estava muito curto. Além disso, o robô estava “lendo” a sombra como se fosse o trajeto porque, assim como o caminho, a sombra é escura. Corrigimos isso, e ele não caiu mais — explica Manuella.

Essa foi a primeira vez que a escola participa do evento. Evelyn Crespo admite que ficou surpresa com o resultado. Segundo a professora, o objetivo da instituição em enviar representantes era apenas conhecer o funcionamento da olimpíada e propiciar a experiência aos alunos.

— As crianças vinham se destacando, sobretudo esse grupo. Por esse motivo, a escola criou o Clube da Programação, com aulas fora da grade curricular regular, e decidiu investir em eventos como esse. Mas, mesmo sabendo que os alunos estão muito engajados, não esperávamos que eles se saíssem tão bem — diz a professora.

A diretora da escola, Viviane Merlim, ressalta que a robótica ajuda a desenvolver o raciocínio e a cultura digital nas crianças e que por isso deve ser estimulada em todas as escolas, inclusive as públicas.

— Observamos que as atividades que envolvem programação e robótica se aliam às competências necessárias na apropriação de um pensamento autônomo, que muito favorece o processo de aprendizagem dos alunos em todas as disciplinas.

Os alunos vão representar Niterói na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, que será realizada em 2 de setembro. Caso a equipe se classifique, disputará a etapa nacional, no fim do ano, com estudantes de todo o Brasil.

Outro aluno da rede pública de Niterói que foi destaque recentemente numa olimpíada de educação é Mauro Victor Ferreira Moledo, de 13 anos. Representando a Escola Estadual Menezes Vieira, no Barreto, o jovem ganhou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. As provas foram realizadas no fim do ano passado, a premiação do feito, porém, aconteceu no último dia 29. Na edição anterior da competição, sua primeira vez em olimpíadas, Mauro Victor ficou com a medalha de bronze.

— Quero participar de todas que eu puder, acho um conhecimento importante. Além da possibilidade de bolsas, como a que ganhei agora de um curso de matemática na UFF — declarou o adolescente, hoje matriculado na Faetec Henrique Lage, também no Barreto.


Fonte: O Globo Niterói











Niterói: sustentabilidade até na lavagem das ruas



Na obra da TransOceânica, a ducha utilizada para baixar a poeira para colocação da camada asfáltica é com água de reuso. Foto: Divulgação / Luciana Carneiro



Prefeitura utiliza mais de 14.400 litros de água de reúso por semana

Quem passa na Estrada Francisco da Cruz Nunes, na Região Oceânica, e observa os funcionários que trabalham nas obras da TransOceânica utilizando duchas de água no asfalto nem imagina que aquele jato que ajuda a baixar a poeira para colocação da camada asfáltica é água de reúso. E não é só na maior obra de mobilidade já realizada na cidade que o poder público utiliza água reaproveitada. Responsável pela “faxina” das ruas, a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) usa, aproximadamente, 14.400 litros dessa água, por semana, somente na lavagem de ruas.

Dayse Monassa, secretária de Conservação e Serviços Públicos explica que antes de poder ser utilizada novamente, a água – que é proveniente de matéria orgânica, passa por um processo de desinfecção para novamente voltar às ruas. São quatro etapas de tratamento, que dura doze horas, para que a remoção dos resíduos e micro-organismos.

“Temos que lembrar que existe uma crise hídrica que afeta várias regiões do País. Niterói faz a sua parte para ser uma cidade mais sustentável. Além disso, o reúso da água gera uma economia para o município”, esclarece Dayse.

A iniciativa é uma das intervenções da Prefeitura de Niterói para tornar a cidade cada vez mais sustentável, com ações e hábitos ecologicamente corretos. Através de uma parceria com a concessionária Águas de Niterói, o município também rega seus canteiros e jardins com a água tratada nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) de Camboinhas e Itaipu. São cerca de três caminhões de água por dia para regar os canteiros e jardins públicos da cidade, durante o verão. As ruas de feiras também são outros exemplos de locais na cidade onde a prefeitura utiliza água de reúso. O mesmo acontece para remoção de lama nas vias, após a ocorrência de chuvas.

De acordo com o presidente da Águas de Niterói, Nelson Gomes, as estações de tratamento eliminam 95% dos poluentes da água, em conformidade com as normas técnicas brasileiras.

“A água de reúso utilizada pela Prefeitura de Niterói para a rega de parques, jardins e lavagem de ruas é proveniente das estações de tratamento de esgoto da Águas de Niterói. O tratamento do esgoto coletado no município é constituído por processos físicos, biológicos e químicos. As unidades que possuem essa finalidade eliminam os poluentes presentes no esgoto em até 95%. As ETEs de Camboinhas e Itaipu, que tratam o esgoto por meio do sistema terciário, permitem que esses efluentes sejam utilizados em atividades de limpeza e manutenção da área verde. Anteriormente, esse procedimento era realizado com água tratada”, informa Nelson Gomes.

Segundo Silvia Pires, bióloga e chefe do setor de reciclagem da Clin, a água de reúso é obtida através do tratamento avançado dos esgotos gerados pelos imóveis conectados à rede coletora de esgotos e pode ser utilizada em processos que não requerem que a água seja potável, mas sanitariamente segura, gerando a redução de custos e garantindo o uso racional da água. A água de reúso não é potável, portanto não deve haver nenhum tipo de uso/consumo humano, apesar de sua aparência ser semelhante à potável.

Silvia lembra ainda que a água cobre aproximadamente três quartos da superfície da Terra e que 97,5% desse total é formado de água salgada (oceanos e mares) e 2,5 %, de água doce. Desses 2,5%, a maior parte (2,1%) está sob a forma sólida (gelo) nas regiões polares, ou em rios e lagos subterrâneos, o que dificulta a ação do homem; e apenas 0,4% estão disponíveis para o consumo direto, ou seja, pode ser utilizado por nós.

Fonte: O Fluminense








CLIN realiza plantio de mudas em área utilizada como vazadouro irregular de resíduos



Ação transformou um vazadouro irregular em novo local de plantio de mudas. Foto: Divulgação/ Prefeitura de Niterói



Ação contou com a participação dos alunos da Escola Municipal Eulália de Bragança

14/07/2017 – Na manhã desta sexta-feira (14/07) a Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), realizou o plantio de mudas da Mata Atlântica, em um ponto da Estrada Frei Orlando, no Jacaré, em Piratininga. O local havia sido transformando em um vazadouro irregular de lixo. A ação ambiental contou com a participação dos alunos da Escola Municipal Eulália de Bragança, que fica localizada em frente ao ponto de descarte. A ação teve como objetivo evitar novos despejos e conscientizar a população quanto a necessidade de ser obedecer os horários e locais corretos de coleta.

Equipes da CLIN, limpavam o local diariamente, com auxílio de maquinários específicos e semanalmente retiravam, apenas deste ponto, cerca de 07 toneladas de resíduos, descartados irregularmente pela população.

“Tivemos a iniciativa de revitalizar uma área que estava degradada e com isso evitar que volte a ocorrer o descarte irregular de entulho neste ponto, além disso, o plantio de mudas deixa o local bem mais agradável", analisa Claudio Lyrio, superintendente da CLIN.

As mudas plantadas no local, foram produzidas no viveiro da CLIN que conta com mais de 140 mil unidades, sendo aproximadamente 90 espécies da Mata Atlântica, como pau-brasil, babosa branca, aroeira, angico vermelho, figueira da pedra, além de mudas de ipê branco e roxo, açaí, jabuticaba, pitanga, dentre outras espécies frutíferas. Existe ainda um projeto piloto de produção de mudas de plantas medicinais, que ajudará na prevenção e no tratamento de doenças em comunidades carentes. O viveiro da CLIN serve como base para o reflorestamento, recuperação de encostas e áreas degradadas e arborização de regiões da cidade. Todas as mudas são produzidas a partir de resíduos de poda, já que este material é rico em nutrientes e auxilia no desenvolvimento das plantas. A empresa não tem gasto com as embalagens em que as mudas são plantadas, já que são utilizados materiais recicláveis recebidos nos ecopontos, principalmente as embalagens de leite.

CLIN faz alerta sobre respeito aos dias e horários de coleta

Com o intuito de coibir o descarte irregular de resíduos e orientar sobre a importância de respeitar os dias e horários da coleta domiciliar, a CLIN vem intensificando as ações de conscientização e fiscalização. Nos últimos 12 meses, 1.354 notificações foram emitidas e 213 pessoas autuadas.

A orientação passada pela CLIN é que os resíduos sejam disponibilizados apenas 1 hora antes do início da coleta, ou seja, a partir das 06h da manhã onde a coleta é diurna e a partir das 19h onde a coleta é noturna. Em caso de chuva forte o lixo não deve ser colocado para fora, evitando assim que os resíduos se espalhem causando ainda mais transtornos.

Se a equipe da CLIN vir ou receber uma denúncia sobre a colocação de lixo na rua fora do horário da coleta, ou sobre despejo de entulho em local irregular, poderá cobrar uma multa, no valor de R$ 1459,47. Os munícipes podem colaborar com a manutenção da cidade denunciando infratores pelo 0800-022-215 ou pelo link da ouvidoria no site http://www.clin.rj.gov.br/?a=ouvidoria. Os horários da coleta no seu bairro podem ser conferidos no link http://www.clin.rj.gov.br/?a=horariodecoleta.

Vale lembrar que atualmente toda cidade é atendida pela coleta domiciliar e pela coleta seletiva. Além disso, existem diversos pontos de entrega voluntária de resíduos recicláveis e mais de 2.000 papeleiras instaladas, para acondicionamento de pequenos detritos, em toda o município.


Fonte: Prefeitura de Niterói













NITERÓI SUSTENTÁVEL: cidade associa-se ao ICLEI e participa de rede internacional de cidades sustentáveis




Niterói avança rumo à sustentabilidade

Município está entre os associados ao movimento global de cidades pelo desenvolvimento sustentável na América Latina.

Niterói foi anunciada esta semana como nova associada ao movimento global de cidades pelo desenvolvimento sustentável na América do Sul, representada pela Rede do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, durante o Fórum Brasil de Gestão Ambiental, realizado em Campinas (SP). Teresina (Brasil) e Valle de Aburrá (Colômbia) também aderiram oficialmente à rede por ocasião do treinamento sobre inventários de emissões de gases do efeito estufa.

O Iclei é a principal associação mundial de governos locais e subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável, que reúne mais de 50 membros, dentre cidades e governos estaduais na América do Sul. No Estado do Rio de Janeiro, até então, apenas a cidade do Rio era associada.

Ao associar-se ao Iclei, os governos beneficiam-se de uma série de oportunidades de treinamentos, execução de projetos, espaços de participação em fóruns nacionais e internacionais relacionados à sustentabilidade e conhecimentos especializados promovidos pela organização. Além disso, o trabalho em rede permite que as cidades se conectem e troquem experiências sobre políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e ampliem seu reconhecimento nessa agenda.

Em 2016, o município de Niterói adotou medidas institucionais para atuar de forma mais incisiva no que se refere à inserção no cenário global das cidades envolvidas no enfrentamento às mudanças climáticas e emissão de gases de efeito estufa. Com base na iniciativa, o trabalho foi institucionalizado pelo decreto municipal 12.433/2016, de 26 de setembro de 2016, que trata da criação do Geclima (Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas de Niterói), que conta com a participação de diversos órgãos do município.

Durante o evento, que teve como ponto de partida uma coalizão de prefeitos comprometidos com o tema de mudanças climáticas, foi realizado o primeiro levantamento de emissões de gases geradores do efeito estufa no município com o apoio do Iclei, tendo 2015 como ano-base. O trabalho consistiu em reunir informações das atividades dos setores de transporte, consumo de energia e gestão dos resíduos sólidos da cidade e calcular, por meio de uma plataforma on-line, a estimativa do quanto é gerado.

Ainda foram reportados projetos já em execução pelo município para minimizar o impacto destas emissões, tais como o Programa Niterói de Bicicleta, PRO Sustentável, o Sistema de Informações Geográficas (Sigeo), em fase de implantação, o Programa Niterói Mais Verde, entre outros, inserindo Niterói cada vez mais na rede global da sustentabilidade e do clima.

O secretário executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, disse que a entrada da cidade no Iclei é muito importante.

“Acompanho o trabalho do Iclei há décadas. Essa adesão será fundamental para o Geclima. Usamos a metodologia da entidade para o nosso inventário de emissões. A continuação da nossa agenda de mudanças climáticas depende da nossa integração com o esforço das demais cidades, e o Iclei facilita esse intercâmbio”, explicou.

Fonte: O Fluminense



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"Desde a COP21, em Paris, Niterói se inseriu na rede global que discute a questão climática", relatou o Secretário de Meio Ambiente de Niterói, Eurico Toledo, na abertura do evento (à direita).


Rede Global do ICLEI cresce com a entrada de três novos governos locais sul-americanos

O anúncio foi realizado no treinamento oferecido a municípios durante o Fórum Brasil de Gestão Ambiental, em Campinas

O movimento global de cidades pelo desenvolvimento sustentável na América do Sul fortaleceu-se com a entrada de três novos Membros à Rede do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade: Niterói (Brasil), Teresina (Brasil) e Valle de Aburrá (Colômbia). As cidades anunciaram oficialmente a adesão, nesta segunda-feira, durante o treinamento sobre inventários de emissões de GEE oferecidos para municípios oferecido pelo ICLEI e CDP durante a programação do Fórum Brasil de Gestão Ambiental.

Ao associar-se ao ICLEI, os governos beneficiam-se de uma série de oportunidades de treinamentos, execução de projetos, espaços de participação em fóruns nacionais e internacionais relacionados à sustentabilidade e conhecimentos especializados promovidos pela organização. Além disso, o trabalho em rede permite que as cidades se conectem e troquem experiências sobre políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e ampliem seu reconhecimento nessa agenda.

“A inserção da agenda climática em Teresina faz toda a diferença. O nosso objetivo com a adesão ao ICLEI é acessar a expertise que a Rede reuniu ao longo dos anos e conhecer experiências que podem ser implantadas no nosso município”, ressaltou Leonardo Madeira, Secretário-Executivo da Secretaria de Meio Ambiente de Teresina, ao ICLEI América do Sul. Para o Secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, Eurico Toledo, a filiação ao ICLEI “formaliza, reforça e pactua compromissos” de uma parceria iniciada em meados 2016, para a temática do Clima. “Agora, é dar continuidade ao trabalho de monitoramento, planejamento e ação a favor de uma cidade integrada, com baixa emissão de gases de efeito estufa, rica em biodiversidade e capaz de absorver os impactos dos eventos climáticos extremos de forma segura e sem alterar os sistemas essenciais ao funcionamento urbano”, afirmou o Toledo.

Niterói, Teresina e Valle de Aburrá possuem trajetórias de atuação na agenda de sustentabilidade e passam a integrar o movimento de cidades pioneiras que buscam desenvolver seus territórios de forma mais integrada. Em fevereiro de 2017, Niterói participou da Oficina “Implementação Local dos Marcos Globais de Sustentabilidade”, promovida pelo ICLEI, Programa Cidades Sustentáveis e Centro Rio+/PNUD. Na ocasião, o município compartilhou a experiência e resultados do "Programa Niterói Transparente". O Valle de Aburrá, consórcio de 10 governos da área metropolitana do Vale de Aburrá, na Colômbia, foi um dos co-realizadores da edição dessa mesma oficina em Medellín, em março deste ano. A cidade de Teresina aproximou-se da associação por meio do Fórum CB27, do qual o Secretário de Meio Ambiente da capital do Piauí faz parte. Ao lado da Fundação Konrad Adenauer, o ICLEI apoia a realização dos Encontros Nacionais do Fórum de Secretários Municipais de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras.

"O crescimento de nossa Rede na região sul-americana mostra que nosso trabalho e cooperação em rede, que já tem um caminho de mais de 25 anos, cresce em relevância e ganha maior espaço na pauta municipal", comemorou o Secretário-Executivo do ICLEI para a América do Sul, Rodrigo Perpétuo.

No último ano, entre junho de 2016 e 2017, a rede do ICLEI na Região cresceu 26%, agregando 11 novos governos locais, em comparação ao mesmo período entre 2015 e 2016. Com as novas adesões, o ICLEI América do Sul reúne 53 membros, em 8 países no continente, e impacta mais de 106 milhões de pessoas na Região.

Sobre o ICLEI América do Sul

O ICLEI é a principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, cuja rede global conecta mais de 1.500 cidades e regiões de diversos portes, em mais de 100 países. Movido pela causa de mobilizar os governos locais para construir cidades mais sustentáveis, o ICLEI oferece apoio para que desenvolvam suas políticas e ações pela sustentabilidade. Orienta-se pela premissa básica de que iniciativas elaboradas e dirigidas localmente podem fornecer uma maneira eficaz e economicamente eficiente para alcançar objetivos locais, nacionais e globais.

Ao longo de sua trajetória pioneira de mais de 25 anos, tem promovido a articulação de cidades, estados e regiões pela agenda do desenvolvimento sustentável e está presente em todas as regiões do mundo, por meio de 17 Escritórios e Secretariados Regionais.

O Secretariado para América do Sul conecta seus mais de 50 membros em 8 países a este movimento global. Ao longo destes anos, destacou-se no desenvolvimento e execução de projetos nas temáticas de: Clima e Desenvolvimento de Baixo Carbono, Resiliência, Gestão de Resíduos Sólidos, Compras Públicas Sustentáveis, Biodiversidade Urbana, dentre outros.

Fonte: Iclei