sábado, 25 de março de 2017

Niterói conquista novo título nacional





Conforme levantamento Desafios da Gestão Municipal 2017, cidade fica com o primeiro lugar do Estado

Luiz Almeida

Rio - Niterói acaba de conquistar mais um ‘título’. A cidade ficou com o primeiro lugar no Estado do Rio no estudo Desafios da Gestão Municipal 2017, em levantamento realizado pela empresa de consultoria Macroplan. No total foram analisados cem municípios com população acima de 250 mil habitantes.

A conquista chega uma semana depois de Niterói ser apontada pela Fundação Getúlio Vargas como a quarta melhor do Brasil para os maiores de 60 anos. Segundo o levantamento da Macroplan, foram avaliadas as áreas de Educação e Cultura, Saúde, Segurança, Saneamento e Sustentabilidade.

No ranking nacional, Niterói ficou em com a 25ª colocação, com índice de 0,661. A escala de pontuação vai de 0 a 1 — quanto mais próximo de 1, melhor é a qualidade de vida da cidade. O Rio ficou na 41ª posição, com índice de 0,627; e Petrópolis no 51º lugar, com 0,595.

O melhor resultado de Niterói foi quesito Transparência, que garantiu à cidade o primeiro lugar entre os cem municípios avaliados. De acordo com Giovanna Victer, secretária de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle, o bom resultado é fruto de algumas ações da atual administração.

Ela cita como exemplo a implantação do sistema e-Cidade, um software que centraliza todas as informações sobre os processos municipais, garantindo segurança dos dados e transparência na gestão fiscal.

“A transparência é um valor que permeia todas as decisões da prefeitura. Acreditamos que é um mecanismo de gestão e, principalmente, de cidadania, já que permite que a população conheça de que maneira os recursos são utilizados”, destaca Giovanna Victer.

Ainda segundo o levantamento, Niterói conquistou o segundo lugar geral no número de habitantes por ônibus. No quesito saneamento e sustentabilidade, a cidade ficou na sexta posição do ranking nacional. Pelo estudo, o município atingiu a 15ª colocação nacional em segurança, que analisou a taxa de homicídios.

Fonte: O Dia 



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Como o carro vai deixando de ser status entre os alemães



Opel Manta, antigo objeto de desejo para os jovens da Alemanha.


Se na década de 1950 qualquer garoto sabia modelo e ano de todo veículo, hoje a fascinação é bem menor entre os jovens alemães. Fatores vão de novas regras do mercado de trabalho a símbolos de status alternativos.

Para Christian Eichler, a bicicleta é seu principal meio de transporte – e também o único. "Não tirei carteira de motorista; para mim até agora simplesmente não houve motivo. Sempre morei em cidades maiores, onde não preciso de carro." Quando o rapaz de 28 anos precisa transportar algo, ele liga para os amigos, e até agora sempre acabou dando certo.

Segundo os dados mais atuais do Instituto de Demoscopia Allensbach (IfD), Eichler está totalmente dentro do espírito da época: cada vez menos jovens alemães se sentam atrás do volante. Enquanto em 2005 73% de quem tinha entre 25 e 29 anos dirigiam, em 2016 a proporção é de apenas 60%.

O automóvel como sonho da juventude, comprado com os primeiros salários no estágio profissional, parece ter seus dias contados. Mas será mesmo?

Michael Sommer, diretor de projeto do IfD, relativiza: "O carro se torna cada vez menos importante para os jovens urbanos. No campo, em contrapartida, seu significado, no mínimo, permanece constante."

Na cidade, afinal, há grande número de alternativas. Em comparação com os meios de transporte público e a bicicleta, o automóvel próprio está cada vez menos atraente, devido à falta de estacionamentos, os engarrafamentos e os custos altos. E, para quem precisar de um de qualquer jeito, há sempre o aluguel e o car-sharing.

Nas zonas rurais, por outro lado, muita coisa não é possível sem as quatro rodas – a menos que se esteja disposto a pedalar 15 quilômetros a cada ida ao supermercado. Ou a organizar a vida na dependência do ônibus local, que passa três vezes por dia.

Bicicleta de design exclusivo é mais cotada como símbolo de status entre a juventude


Símbolo de status em declínio

Isso é o que se refere ao uso prático do automóvel. Mas, e quanto a seu significado social, o veículo como símbolo de status, produto ampliador da personalidade, a que se atribui valor emocional? O sociólogo econômico Holger Rust já pesquisa há tempo a relação entre os jovens e os veículos motorizados.

"Nos anos do 'milagre econômico', a motorização individual era algo assim como a promessa cumprida da democracia do pós-guerra. Sucesso profissional e pessoal se expressavam na escolha do veículo. Através das décadas, então, o automóvel pouco a pouco perdeu seu status simbólico."

Na década de 1950, todo garotinho sabia dizer modelo, ano de fabricação e o número de cavalos-de-força de cada carro, lembra Rust. Na segunda metade dos anos 2010, tal fascinação vai bem longe, como confirmam os dados do instituto em Allensbach: se no ano 2000 44% dos alemães entre 18 e 29 anos ainda se interessam pelo tema, em 2016 eram apenas 31%.

O sociólogo observa que as novas circunstâncias econômicas dos jovens são corresponsáveis por esse desinteresse. "Atualmente muitos entram na vida profissional relativamente tarde. E mesmo aí, muitas vezes se trata de contratos por tempo limitado." E quando as possibilidades de poder arcar com um automóvel são tão distantes, é também inútil se ocupar do objeto.

Além disso, em comparação a antes existe um grande número de produtos que funcionam como símbolo de status alternativo. A juventude atual tende antes a expressar a que grupo pertence através de um smartphone, uma certa marca de bicicleta ou a decoração da moradia, afirma Holger Rust.

E a combinação também revela mais do que os produtos isolados. "Pode-se combinar um terno com uma camiseta de capuz, e dessa forma ironizar o luxo. Também a valorização, entre os jovens, de artigos velhos e aparentemente danificados, como cozinhas ou bicicletas, no fim das contas não é nada mais do que uma colocação, uma atitude. A autodefinição através de produtos nunca foi tão diferenciada como hoje."


Sem automóvel, dia a dia pode ser complicado numa grande família.


Pragmatismo acaba vencendo

Embora a maior parte dos alemães jovens não tenha qualquer envolvimento emocional com o automóvel, muitos acabam precisando dele, mais cedo ou mais tarde. Por exemplo, Sebastian Paus, de 19 anos, morador de numa cidadezinha no estado da Renânia do Norte-Vestfália.

Como seu hobby é salto hípico, ele precisa transportar o cavalo entre dois pontos, todas as semanas, seja para a aula de hipismo ou para os torneios. Por isso, já tem carro próprio, que também utiliza para ir até a escola, a oito quilômetros de casa.

Os filhos igualmente costumam ser um motivo para aquisição de um veículo motorizado: sair com as crianças de bicicleta ou ônibus para o jardim de infância, o médico ou as férias, acaba não sendo muito prático.

O princípio de quanto maior e mais caro o automóvel, mas elevado o status social definitivamente não vale mais hoje em dia. Mas o significado para cada um depende das condições individuais. Assim, o significado do carro varia não só entre coetâneos de meios diferentes como entre integrantes do mesmo grupo social em fases diferentes da vida.

O próprio Christian Eichler já conta que em algum momento acabará tirando a carteira de motorista. "Talvez eu precise dela para o trabalho, e também para viajar é mais prático. Mas em princípio não vai ser um carro próprio, eu usaria antes o car-sharing."

Fonte: Deutsche Welle 



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NITERÓI INTENSIFICA REFLORESTAMENTO: Horto do Fonseca já tem nove mil mudas semeadas











COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

A Prefeitura de Niterói desenvolve um programa de reflorestamento de encostas que, apesar de permanente, tem avançado sem a velocidade necessária. No momento, um amplo e ambicioso programa de reflorestamento está sendo planejado priorizando várias áreas da cidade, particularmente na Região Norte de Niterói.

Em paralelo, implantamos o programa Niterói Contra Queimadas e o GECOPAV-Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Proteção às Áreas Verdes, que previne a ocupação irregular das áreas de encostas e áreas de risco.

O trabalho de reflorestamento de encostas promove as seguintes vantagens para a cidade:
  • SEGURANÇA DAS ENCOSTAS: Protege da erosão superficial, prevenindo ou minimizando riscos geotécnicos (deslizamento de encostas). Devido às características geológicas do revelo de Niterói, é muito comum a presença de matacões e pequenas rochas que mediante chuvas ou outros fatores naturais ou por causa humana, podem se deslocar e descer perigosamente a encosta afetando residências e logradouros públicos, colocando a população em risco. A presença da floresta diminui os riscos, principalmente nos casos de rochas menores.
  • PREVENÇÃO DE ENCHENTES: a floresta retém água e em ocasiões de chuvas mais fortes, evita que haja um rápido escoamento de águas, que ao chegar às áreas mais baixas da cidade provocam o transbordamento de rios e enchentes de logradouros e áreas urbanas.
  • PREVENÇÃO DO ASSOREAMENTO: a floresta evita a erosão e o carreamento de sedimentos para os rios, para as drenagens naturais ou drenagens urbanas, causando o assoreamento. Rios e drenagens assoreados são mais susceptíveis à inundação. Para preveni-la, a Prefeitura se vê obrigada a promover com frequência a limpeza e o desassoreamento de rios, que é um trabalho caro e exige muito esforço das equipes de trabalhadores da Prefeitura.
  • CLIMA E CONFORTO TÉRMICO: encostas desmatadas refletem muito mais calor e aquece os bairros próximos. Com mais calor, aumenta a despesa com ar-condicionado em imóveis e veículos.
  • DESMATAMENTO E FOGO: os incêndios em vegetação, exceto nos casos de raios - praticamente a única hipótese de ignição natural, sempre tem origem humana e são a maior causa de destruição de florestas. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, áreas desmatadas são rapidamente ocupadas pelo capim-colonião, que por sua vez é altamente comburente e, portanto, susceptível ao fogo. O fogo no capim-colonião é de difícil controle, principalmente em encostas e, com frequência, incêndios iniciados em áreas de capim alastra-se para outras áreas ainda florestadas, ampliando a destruição.
  • FLORESTA E POLUIÇÃO DO AR: florestas previnem a formação de poeira e são importantes filtros para a retenção de particulados (poeira), melhorando muito a qualidade do ar. Também cabe destacar que, como vimos acima, florestas amenizam o clima e a ausência dela provoca maior aquecimento. Em locais mais quentes, veículos utilizam mais o ar-condicionado, o que aumenta o consumo de combustível. Maior gasto de combustível implica em maior emissão de gases por parte dos veículos e, considerando que o transporte é o maior responsável pela poluição atmosférica nos grandes centros urbanos. Portanto, podemos afirmar que florestas ajudam a prevenir a poluição do ar.
  • FLORESTA E LIXO: segundo estudos realizados pela Prefeitura de Niterói, a maior causa de incêndios em vegetação são a queima de lixo e balões, práticas ilegais e que precisam ser combatidas. 
  • FLORESTA E ÁGUA: o Brasil acabou de passar por uma grave crise hídrica e muitas cidades ficaram com o abastecimento de água comprometido. Sofremos as consequências da crise hídrica também na conta de energia, que foi sobre taxada devido à falta de água nos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de energia do país. As florestas são fundamentais para proteger os mananciais. Sem floresta, as nascentes secam. Sem as nascentes, os rios perdem a sua vazão e a natureza e o ser humano perdem a capacidade de sobrevivência.
  • BIODIVERSIDADE: florestas abrigam inúmeras espécies vegetais e atraem animais. Áreas desprovidas de florestas são pobres em biodiversidade.
  • PAISAGEM, LAZER E TURISMO: florestas são oportunidades para o lazer, recreação e para o turismo. Portanto, além de beneficiar diretamente a população, contribuindo para a qualidade de vida, florestas são indutores do turismo, gerando empregos e movimentando a economia.

Pelos motivos acima citados, a Prefeitura de Niterói criou o programa Niterói Mais Verde e tem envidado muitos esforços para proteger as áreas verdes da cidade, evitar que sejam destruídas pelo fogo e promover a recuperação das florestas nas encostas.

O reflorestamento é um trabalho árduo, de risco e muito caro. Calcula-se que para promover o plantio e fazer a sua manutenção até que a floresta se estabeleça de forma a poder desenvolver-se naturalmente, são necessários pelo menos 10 anos de manejo e tratos culturais mais intensos, consumindo-se pelo menos US$ 10 mil/hectare.

Portanto, quando se vê o fogo numa encosta, é preciso pensar que é dinheiro que está virando fumaça, que é a saúde das pessoas que está sendo prejudicada, que são empregos que estão deixando de ser gerados, e que são oportunidades para o futuro que estão sendo desperdiçadas.

Também, como vimos, recuperar florestas é necessário, é muito trabalhoso e custa muito caro. Os recursos públicos que são canalizados para reflorestar áreas que foram queimadas poderiam ser aplicados em outras necessidades da população.

Portanto, evitar queimadas é uma questão de bom-senso e de inteligência. Incêndios em vegetação precisam indignar as pessoas e esta indignação precisa ser canalizadas para ações efetivas. Uma boa forma de ajudar é participar dos cursos de Formação de Voluntários para a Prevenção de Queimadas, o chamado NUDEC-Queimadas, oferecidos pela Defesa Civil de Niterói. Saiba como participar aqui.


Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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Horto do Fonseca já tem nove mil mudas semeadas


Mudas suprirão parte da demanda dos projetos de reflorestamento de áreas degradadas que estão em execução ou em fase de planejamento. Foto: Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói



Plantas serão usadas em reflorestamento de áreas degradas

Com capacidade para produzir, por ano, cerca de 100 mil mudas de espécies de floresta nativa da Mata Atlântica, o viveiro do Horto do Fonseca está funcionando a pleno vapor. A unidade, que passou por recente processo de revitalização, através de um convênio entre a Prefeitura de Niterói e a Ecoponte, já conta com nove mil mudas semeadas e em fase de crescimento. As plantas serão usadas para o reflorestamento de áreas degradas, além de ações educacionais e sócio-ambientais.

De acordo com a bióloga e uma das responsáveis técnicas do viveiro, Cynara França, entre as primeiras espécies que estão sendo semeadas estão Jacarandá, Pitanga, Manduirana, Angico Vermelho, Tamboril e Imbuia. “A próxima espécie a ser semeada será a Pau-Ferro”, revela Cynara.

A bióloga explica que durante o ano serão realizados três ciclos de produção e, em cada um, serão liberadas aproximadamente 34 mil mudas. “Essas espécies foram escolhidas por apresentarem um crescimento mais rápido no ambiente e por se adaptarem bem ao sol. São as chamadas pioneiras”, explica ela.

O administrador Regional do Fonseca, Leonardo Reis, conta que parte da produção será encaminhada para projetos da Ecoponte e parte usada em ações na cidade, principalmente em áreas de reflorestamento. Reis diz, também, que será criado um projeto de educação ambiental no viveiro para a realização de visitas guiadas voltadas para alunos de escolas do município.

Serão dez mil mudas cedidas, anualmente, para a concessionária, por um período de cinco anos. A área onde está localizada o viveiro no Horto do Fonseca, conta, ainda, com uma sala de sementes, onde algumas delas são preparadas para um crescimento mais rápido, que é o processo conhecido como quebra de dormência, vestiário com chuveiro, almoxarifado, além de uma sala para aulas de educação ambiental.

Fonte: O Fluminense



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quarta-feira, 22 de março de 2017

Como doação de milionário permitiu ao Chile criar rede de parques do tamanho da Suíça



Rede de parques terá 4,5 milhões de hectares, área equivalente à Suíça (Foto: Ministério de Bens Nacionais do Chile)


Viúva de Douglas Tompkins cumpriu promessa do marido, que morreu em 2015, de transferir para o governo chileno as terras que adquiriu ao longo da vida para conservação.

Graças a uma doação, o Chile terá agora uma rede de parques nacionais do tamanho da Suíça. Kristine McDivitt, viúva do magnata norte-americano Douglas Tompkins, doou 407.625 hectares de terra ao governo chileno para a criação de uma área de conservação.

Cofundador da marca de roupas e artigos esportivos The North Face, Tompkins morreu em 2015, aos 72 anos, após um acidente de caiaque na Patagônia chilena.

A presidente do país, Michelle Bachelet, e McDivitt assinaram o acordo para transferência dos terrenos, que farão parte da futura Rede de Parques Nacionais da Patagônia. O governo chileno se comprometeu ainda a adicionar 949.000 hectares de terra para a criação da rede.

Parques nacionais

Os terrenos em questão - "a maior doação de terras privadas da história", segundo a família Tompkins - serão usados para abrigar três parques nacionais, Pumalin, Melimoyu e Patagônia, de acordo com um comunicado divulgado pela Presidência do Chile.

Além disso, três parques existentes serão ampliados: Hornopirén, Corcovado e Isla Magdalena.

Os seis parques fazem parte dos 17 que vão compor a Rede de Parques Nacionais da Patagônia, cuja criação oficial ainda está pendente. Até agora, só existe um protocolo de intenção.

As terras estão localizadas nas regiões de Los Lagos, Aysén, Magalhães e Antártica Chilena. Elas se estendem por mais de 2 mil quilômetros, de Puerto Montt até Cabo de Hornos, no extremo sul do Chile.

Segundo Bachelet, "a rede protegerá 4,5 milhões de hectares de biodiversidade", ou seja, uma área do tamanho da Suíça.

A magnitude da doação não é por acaso. Douglas Tompkins acreditava que a conservação, para ser eficaz, precisava ser "grande, selvagem, conectada".

A rede de parques planejada atende aos três requisitos.

"É um grande dia para o Chile! A visão dos Tompkins, somada à vontade e aportes do Estado, vão criar a Rede de Parques Nacional da Patagônia", disse Bachelet no Twitter.

A presidente acrescentou tratar-se do "maior projeto de parques terrestres desde a década de 1960" no Chile e um passo para preservar a "vasta fonte de biodiversidade do país."

"Hoje é um dia histórico para nós. Tenho certeza que Doug está lá com um sorriso", afirmou a viúva, apontando para cima.

McDivitt ofereceu as terras ao governo de Chile em janeiro de 2016, um mês após a morte de Tompkins. Desde então, os dois lados estavam em processo de negociação para chegar a um acordo sobre as condições da doação.

O acordo de transferência foi assinado no Parque Pumalin, na região de Los Lagos, no sul do Chile.

Quem foi Douglas Tompkins?

Douglas Tompkins fundou, em parceria com a mulher, a organização Tompkins Conservation (Foto: Tompkins Conservation)


Ao longo da vida, o ambientalista Doug Tompkins comprou grandes extensões de terra no sul do Chile e da Argentina para preservar.

"Se Doug estivesse aqui hoje, ele diria que os parques nacionais são uma das maiores expressões da democracia", afirmou McDivitt.

Gideon Long, jornalista da BBC em Santiago, disse que o acordo entre o governo do Chile e a família Tompkins "é um marco importante para a conservação da Patagônia" e "mostra como a relação entre ambos tem melhorado desde que o ambientalista desembarcou pela primeira vez no país, no início dos anos 90".

Naquela época, muitos chilenos viam os Tompkins com desconfiança e se perguntavam por que aqueles "gringos" ricos estavam comprando grandes extensões de terra no sul do país.

"Os chilenos temiam que os Tompkins acabassem sendo donos das terras da costa até a fronteira argentina e dividissem o país em dois", afirma Long.

O cofundador da The North Face era considerado por alguns como um "gringo" que chegou à América do Sul para tomar áreas de recursos naturais da Patagônia chilena e argentina.

O que para Tompkins era filantropia, alguns moradores chamavam de interferência.

Na Patagônia chilena, onde passou as últimas duas décadas da sua vida, Tompkins disse que estava "salvando o paraíso" e não explorando, como haviam feito muitos milionários antes dele.

Ele não conseguiu evitar, no entanto, que alguns o rotulassem de "o maior latifundiário" do Chile e da Argentina.

Com a doação, os Tompkins cumpriram a promessa feita repetidas vezes desde sua chegada: comprar as terras para que fossem preservadas e devolvê-las algum dia para uso público.


Fonte: G1









'Brasileiro fica encantado com cidades europeias, mas não reproduz soluções aqui', diz Lerner



Jaime Lerner defende revisão na concepção das cidades brasileiras (Foto: DANIEL KATZ)


Por BBC

Urbanista e ex-prefeito de Curitiba diz que Brasil precisa mudar seu conceito de cidade, enfrentar velhos problemas e ousar reproduzir soluções admiradas no exterior.

O urbanista Jaime Lerner, conhecido pelas soluções que levaram Curitiba a ser considerada "cidade modelo" na década de 90, defende uma revisão da concepção de cidade pelo poder público e pelos brasileiros que vivem em áreas urbanas.

Para ele, o encantamento dos brasileiros com cidades no exterior se dá por soluções que nem sempre são bem-vindas quando aplicadas no Brasil, como a ênfase no transporte público e na bicicleta como meio de transporte e a convivência de populações de diferentes perfis socioeconômicos nos mesmos bairros.

"Ele (brasileiro) fica encantado, mas não reproduz as soluções aqui. Quando chega de volta ao Brasil, volta a querer separar, dar prioridade ao automóvel, volta a se entregar a soluções que não vão fundo no problema", afirma o ex-prefeito de Curitiba (1971-1974, 1979-1983 e 1989-1992) e ex-governador do Paraná (1995-2002).

Lerner defende ações rápidas e pontuais para resolver os problemas das cidades - classificadas por ele como "acupuntura urbana" - e que demandam, diz ele. coragem e iniciativa das autoridades.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Lerner à BBC Brasil.


BBC Brasil - Curitiba já foi considerada uma cidade-modelo, a mais verde do planeta. Olhando em retrospecto, o que não foi feito para que esses reconhecimentos fossem mantidos?

Jaime Lerner - O que acontecia em Curitiba era um compromisso de inovação constante - no transporte público, meio ambiente, todas as áreas. E quando se para de inovar, as coisas decaem um pouco. Mas não é grave, pode ser retomado - a qualidade de vida que existia aqui pode ser retomada.


BBC Brasil - Para isso, o que deve ser feito? Para muita gente, as cidades não têm mais solução.

Lerner - Nem sempre a inovação é tecnológica. O que falta é a inovação na concepção das cidades. Existe hoje uma moda de falar em cidades inteligentes, smart cities, cidades competitivas e outras coisas mais. Isso muitas vezes é só "gadget", não é isso que importa. Atualmente os três grandes problemas da cidades ainda são os mesmos: mobilidade, sustentabilidade e a coexistência.

Quando se analisa mobilidade, você vê o mundo inteiro tentando soluções com base em tecnologia e performance, ou seja: carros sem motoristas - os driveless cars -, os carros inteligentes, e se esquecem de que o carro continua ocupando o mesmo espaço na cidade. E isso é grave: tecnologia e performance não diminuíram a dependência do automóvel.

O problema de mobilidade é uma questão de concepção da cidade. A cidade tem que ser uma estrutura de vida, trabalho, lazer, mobilidade, tudo junto. Toda vez que você tenta separar as pessoas - morando em um lugar, trabalhando em outro, forçando as pessoas a deslocamentos demorados e difíceis, as coisas não acontecem bem. Quando se separa a população por renda, idade, religião - tudo isso não contribui para a qualidade de vida da cidade. Precisamos trabalhar mais na concepção.

BBC Brasil - Quando viajam, os brasileiros elogiam as cidades estrangeiras por iniciativas que, quando propostas aqui, encontram resistência. Por que isso acontece?

Lerner - O brasileiro às vezes visita uma cidade europeia e fica encantado, mas ele vê isso que mencionei: a mistura de renda, de funções - tudo isso que é importante na vida de uma cidade. Ele fica encantado, mas não reproduz as soluções aqui. Quando ele chega aqui, volta a querer separar, a dar prioridade ao automóvel, a se entregar a soluções que não vão fundo no problema.

Por outro lado, há o excesso de burocracia que, em geral, é uma rotina que aqueles que não têm conhecimento procuram forçar, e que acaba com a criatividade. Essa burocracia serve para aqueles que, em vez de fazer, criam normas à procura de um protagonismo sem conhecimento. Isso também prejudica muito as soluções nas cidades no Brasil.

E outra coisa: como os governos não fazem, então toda vez que uma vizinhança resolve fazer algo num parque, ajuda uma praça ou cria uma solução por iniciativa que parte da própria comunidade, as autoridades acham que estão descobrindo o mundo.

A gente não pode se afastar da boa concepção da cidade, do comprometimento com a inovação e principalmente com a vida das pessoas, com o meio ambiente. Tudo isso vem junto com a cidade, para que ela realmente seja uma resposta de qualidade de vida, de futuro, de oportunidades.

O Brasil teria todas as condições para dar grandes exemplos para o mundo. No entanto, nunca tivemos tão perto - e nem tão longe.


O Jardim Botânico foi um dos parques construídos na gestão Lerner em Curitiba (Foto: Divulgação)


BBC Brasil - Mas dá para atribuir isso somente à falta de vontade política?

Lerner - Na verdade, é o medo de começar. É querer ter todas as respostas e aprovação de todos que leva a decisões políticas equivocadas. Isso é comum hoje no Brasil. O Brasil poderia ser um grande exemplo na área de mobilidade, mas não é porque seguimos complicando o problema, procurando implantar aquilo que em outros países já é obsoleto. Esse movimento de copiar o obsoleto faz você comprá-lo como última novidade.

BBC Brasil - O metrô seria obsoleto, na sua avaliação?

Lerner - O metrô é obsoleto porque é demorado, caro e não é a única resposta de um bom sistema de mobilidade. A boa resposta tem que estar na adoção de sistemas integrados onde se tenha algumas cidades com duas ou três linhas de metrô, mas com grande parte do deslocamento na superfície.

Em São Paulo, mais de 80% das pessoas se deslocam na superfície e poderíamos ter um sistema de qualidade na superfície, poderíamos "metronizar" o ônibus. Com uma ou duas linhas de metrô, se for necessário, com um bom sistema de superfície, com bicicleta e carro compartilhados. A integração de todos esses modais é que leva a um bom sistema de mobilidade.

BBC Brasil - Em São Paulo, o incentivo do uso da bicicleta promovido pela gestão anterior encontrou muita resistência, assim como outras medidas. Que avaliação o senhor faz do conceito de cidade do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e da atual gestão de João Dória (PSDB)?

Lerner - Eu considero ambos altamente qualificados. O problema no caso do Haddad foi a equipe dele. O Dória está procurando fazer a cidade a agir com a iniciativa privada e com a população. O Haddad teve boas iniciativas, mas muito pouco foi efetivamente realizado, como as propostas de uso do solo. Coisas que não acontecem não têm efetividade.

O mais importante de tudo é coragem de começar. A gente vê hoje que muitas cidades querem ter todas as respostas antes e ao querer ter essas respostas não começam nunca. As coisas que aconteceram em Curitiba, assim como em outras cidades, se deram porque inovar é começar. O importante é começar.


O sistema BRT (Bus Rapid Transit) de Curitiba foi adotado em diversas cidades do mundo (Foto: Pedro Ribas)


BBC Brasil - Mas há uma busca por unanimidade, e as cidades são diversas, habitadas por pessoas muito diferentes. Como conciliar os interesses?

Lerner - Se você quer fazer acontecer uma coisa, você tem que propor uma ideia, um projeto, um cenário, em que todos - ou a grande maioria - entendam como desejado. Se entenderem como desejado, irão ajudar a fazer acontecer. Por isso que o que falta nas cidades é proposta, ideia. Às vezes a ideia nasce dos responsáveis pela política, às vezes nasce dos técnicos, e às vezes da própria comunidade. Não importa. O importante é começar a fazer algo e ter esse bate-e-volta necessário.

O planejamento é uma trajetória, onde você começa, mas tem que deixar espaço para que a população corrija quando não estiver no caminho certo. São coisas que podem ser constantemente corrigidas - o que não pode é a omissão de tentar.

Ouvi coisas de arrepiar no Brasil: metrôs em cidades para resolver o problema da Copa do Mundo. A Copa do Mundo foi um desastre, não só para o futebol como para as cidades que seguiram essas diretrizes de mobilidade, de fazer uma linha de metrô em Teresina, ou ligar um aeroporto a um estádio de futebol - soluções caras e que não atendiam a população. Estamos vivendo uma época nova, quando as coisas na Olimpíada caminharam bem melhor.

Sou a favor de soluções rápidas, o que chamo de "acupuntura urbana". Acupuntura é uma ação pontual, uma agulhada que consegue conferir energia para a cura. A mesma coisa em relação à cidade - são algumas intervenções pontuais necessárias e que devem ser feitas rapidamente para ajudar no processo de planejamento.

BBC Brasil - E isso se daria em que áreas, que tipo de "acupuntura" seria essa?

Lerner - Em todas as áreas - mobilidade, meio ambiente, e por aí vai. Temos feito muitas cidades no mundo inteiro, desde projetos aqui no Brasil, como em Porto Alegre, as propostas para a região metropolitana do Rio de Janeiro, algumas cidades em Angola, outros projetos no México. É importante que as coisas aconteçam.

Para te dar uma ideia, aqui nós usamos acupuntura também para testar a primeira linha do sistema de transporte BRT e foi a primeira vez no mundo. Hoje em dia nós temos no mundo inteiro 250 cidades com o BRT implantado e 154 milhões de passageiros por dia - e isso começou em Curitiba.


Lerner defende uso de bicicletas como alternativa de mobilidade (Foto: KAIQUE ROCHA)


BBC Brasil - Atualmente há no Brasil alguma cidade com uma solução que seja um modelo, e que possa ser reproduzida, assim como Curitiba foi há alguns anos?

Lerner - No Brasil, algumas coisas aconteceram bem no Rio de Janeiro, porque houve coragem. Além de Curitiba, gostaria de citar o exemplo de Medellín, na Colômbia, e também de Bogotá, a Cidade do México, Seul, Istambul e 250 cidades na China, Estados Unidos e Europa que adotaram o BRT, que é um caminho mais rápido para se melhorar a qualidade do transporte, e com gasto muito mais baixo. Então você pode fazer um sistema de boa qualidade, em menos de três anos, a um custo de 20 a 50 vezes mais barato que o metrô.

BBC Brasil - Em Curitiba, que parte teve a educação para que seu conceito de cidade fosse considerado o desejado pela maioria? Houve campanhas de reciclagem e personagens criados pela prefeitura para incentivar crianças a mudar o comportamento sobre o meio ambiente, por exemplo.

Lerner - Sempre tive atenção muito grande em ensinar as cidades para as crianças - porque se elas entenderem as cidades, irão respeitar mais. Mas tem que ter conceito. A concepção é o mais importante e tive a sorte de ter uma equipe de jovens profissionais - arquitetos, técnicos, engenheiros ,- gente que não tinha medo de começar uma ideia. E surgiram tantas ideias - como a da reciclagem do lixo, que foi um sucesso.

Hoje tenho certeza ao dizer que a resposta está na cidade quando se fala em sustentabilidade. Não adianta a gente criar grandes acordos entre vários países do mundo, que têm políticas e maneiras de usar a energia muito distintas - não dá para tentar igualar problemas da Índia com os dos Estados Unidos.

Mas na cidade podemos resolver. Se todos nas cidades usassem menos o automóvel, separassem o lixo, e morassem mais perto do trabalho, o problema de sustentabilidade e de qualidade de vida já estaria resolvido. É na cidade que podemos dar uma resposta mais rápida e melhor, conscientizando todas as pessoas.


Fonte: G1 










NITERÓI RESILIENTE: Servidores fazem treinamento para acidentes com produtos perigosos







Agentes de trânsito, guardas municipais e técnicos do meio ambiente participaram de curso dado pelo Corpo de Bombeiros

Terminou nesta quarta-feira (22) o curso “Primeira Resposta para Emergências com Produtos Perigosos”, realizado na sede da Defesa Civil de Niterói para agentes da NitTrans e guardas municipais que atuam no trânsito da cidade, além de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade.

As aulas teóricas e práticas foram ministradas por bombeiros do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, que vieram de Duque de Caxias para Niterói para compartilhar conhecimentos, como realizar procedimentos de sinalização da área, isolamento do local, evacuação de pessoas e primeiros socorros para prevenir que ocorra um segundo acidente.




Treinamento de combate a incêndio em vegetação. Foto Divulgação Defesa Civil de Niterói.


Apesar de Niterói não ter relatos recentes de acidentes com produtos perigosos, o subsecretário e coordenador da Defesa Civil Municipal, Walace Medeiros, afirma ser fundamental ter uma equipe preparada para lidar com situações dessa natureza, uma vez que este tipo de acidente pode causar grandes danos.

“O que se espera é que o agente de trânsito, após a montagem desse protocolo, esteja completamente preparado para executar as ações necessárias quando enfrentar uma situação envolvendo produtos perigosos no trânsito, e consequentemente diminua o potencial de risco”, afirmou Medeiros.

As aulas foram ministradas pelo tenente Rodrigo Luiz do Nascimento. Na parte teórica, ele explicou os procedimentos que devem ser tomados em acidentes envolvendo produtos perigosos, como colocação de roupa especial e a importância da sinalização e isolamento do local. Ele também mostrou vídeos com exemplo de acidentes no Brasil e em outros países.

Os alunos também tiveram uma aula prática, com a demonstração de contenção de um cilindro de cloro que estava vazando o gás. Dois deles vestiram a roupa especial, que inclui macacão, botas, máscara e capacete e aprenderam como agir numa situação como a que foi simulada.

“O Grupamento de Operações com Produtos Perigosos existe desde 2003. Temos evoluído nos estudos e crescemos bastante na prestação de socorro nesse tipo de atendimento. Hoje posso ressaltar que no Brasil o único grupamento de bombeiros que atende esse tipo de evento é o do Rio de Janeiro. Sempre que somos solicitados fazemos essas instruções, porque é muito importante difundir o conhecimento sobre esse tipo de assunto tão importante e que ajuda bastante no trabalho dos agentes de segurança e de trânsito, que geralmente são os primeiros a chegar ao local da ocorrência. É importante que eles tenham alguns conhecimentos e técnicas básicos para evitar que a ocorrência seja mais danosa, além de proteger a integridade da população próxima ao local do acidente”, explicou o tenente Rodrigo Luiz.

Fonte: O Fluminense











PRO-SUSTENTÁVEL: Prefeitura de Niterói está implantando a maior trilha da cidade no PARNIT






Os amantes da natureza vão receber mais um motivo para comemorar! A Travessia Tupinambá, de aproximadamente sete quilômetros de caminhos pela floresta, que liga São Francisco até Piratininga, terá sua sinalização concluída no mês que vem.

Dois terços do percurso já estão sinalizados e está sendo realizado um trabalho de manejo para facilitar a caminhada e aumentar a segurança. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública irão se reunir para definir uma logística de segurança especial para a trilha.

Metade do território de nossa cidade é coberto por matas e remanescentes de floresta, por isso trabalhamos para integrar a população com as belezas naturais de Niterói! E você, está preparado para esse desafio?!

Prefeitura de Niterói




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Maior trilha de Niterói, Travessia Tupinambá será aberta em abril; veja mapa interativo


A entrada da Baía de Guanabara e a geografia do Rio de Janeiro, visto do Mirante da Tapera - Renan Almeida


Município promete logística própria de segurança para o caminho de sete quilômetros pela floresta, de São Francisco até Piratininga


NITERÓI - Dentro de um mês deverá estar concluída a sinalização da maior trilha ecológica da cidade, a Travessia Tupinambá, um conjunto de aproximadamente sete quilômetros de caminhos pela floresta, de São Francisco até Piratininga. Ao longo do percurso descortinam-se belas paisagens de diferentes pontos de vista, sítios históricos, um córrego e todas as descobertas naturais que a vegetação da Mata Atlântica proporciona.

Dois terços do percurso já receberam sinalização rústica (a identidade visual da travessia é uma seta amarela desenhada em fundo preto) e trabalho de manejo para facilitar a caminhada e garantir um mínimo de segurança. Algumas placas com orientações ao visitante também estão espalhadas pelo caminho. A sinalização é feita por funcionários do Parnit, por integrantes do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM) e outros grupos de voluntários. Os mutirões para sinalização começaram com uma ou duas pessoas, mas os mais recentes movimentaram até 12 participantes.






ACESSO PELOS DOIS EXTREMOS

Não há ainda, no entanto, placas informativas nas bifurcações que levam aos atrativos ou a outras trilhas. Do jeito que está hoje, o visitante sem guia precisaria desbravar todos os caminhos que aparecem para descobrir aonde eles levam. O administrador do Parnit, Alex Figueiredo, assegura que até a abertura oficial da travessia, prevista para abril, haverá placas informativas ao longo do caminho.

— Já solicitamos a confecção das placas e vamos melhorar a sinalização e o traçado da trilha até lá — afirma.

A trilha pode ser acessada pelos dois extremos do percurso, mas a melhor opção é pelo Parque da Cidade, para poupar esforço. Quem sair de lá já vence 270 metros de subida sem suor. Quem não tiver essa opção enfrentará trechos mais cansativos — o caminho de São Francisco até o parque é longo e difícil para quem segue a pé; e a subida pelo Jardim Umbuí (a partir da Rua dos Corais) é a parte mais íngreme e mal demarcada.

Mas os primeiros obstáculos não devem desanimar: 80% do percurso podem ser considerados leves, na avaliação da equipe do GLOBO-Niterói, que percorreu a travessia em três horas e meia (com paradas para fotografias nos pontos atrativos), a partir do Parque da Cidade. Saindo de lá, a maior parte do caminho é agradável e tem pouca inclinação, sem subidas longas e difíceis, e sem tanta exposição ao sol. O caminho piora a partir do ponto recém-batizado de “repouso do caçador” (onde armadilhas de caçadores foram encontradas algumas vezes), último local percorrido pelos mutirões.

O ponto mais belo da travessia é o Mirante da Tapera, localizado de frente para o Pão de Açúcar e de onde se tem um ângulo único para as Praias da Região Oceânica e as montanhas do Rio. O caminho para este último mirante — ainda bastante fechado e demandando melhorias na demarcação — também passa pelas ruínas de uma atalaia utilizada pelos portugueses para vigiar a aproximação de navios.



Toda a extensão das Praias de Piratininga, Camboinhas e Itaipu vistas do Mirante da Tapera - Renan Almeida


ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA

Quase todo o caminho da travessia já existia, mas era formado por trilhas mais curtas e desconectadas (Bosque dos Eucaliptos, Mirante da Pedra Rachada, Travessia Cafubá e Mirante da Tapera). Parte dela utiliza uma antiga rua de terra no meio da mata onde, no passado, chegaram a passar carros. Hoje a natureza já tratou de recuperar seu território e estreitar essa rua, mas a grande presença de embaúbas, quaresmeiras e samambaias — plantas resistentes, que crescem em solos pobres e ácidos — denunciam a degradação da área no passado.

— Percebi que as trilhas terminavam ou passavam umas próximas das outras. Foi aí que veio o estalo para uni-las na travessia — conta Alex Figueiredo.

Para definir a logística de segurança na Travessia Tupinambá, a prefeitura realizará uma reunião entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública. A prefeitura informou que a Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA) da Guarda Civil Municipal realiza patrulhamento preventivo nas principais trilhas do Parnit.


Fonte: O Globo Niterói 





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segunda-feira, 20 de março de 2017

NITERÓI DE BICICLETA: Bicicletário da Praça Araribóia será inaugurado dia 27 de março





Local será inaugurado dia 27 de março. Foto: Divulgação / Leonardo Simplício




Espaço terá capacidade para receber 416 bicicletas

O analista de sistemas Anderson Ramos, 46 anos, não vai mais precisar fazer a travessia para o Rio de Janeiro levando sua bicicleta nas barcas. A partir do dia 27 de março, quando será inaugurado o bicicletário da Praça Arariboia, os usuários poderão deixar a bicicleta no local gratuitamente e com segurança.

A construção do estacionamento de bicicletas está inserida no conjunto de iniciativas do programa Niterói de Bicicleta, que tem como finalidade encontrar espaços para a bicicleta no cotidiano da cidade. A construção do espaço pode ser considerada um marco no projeto de incentivo ao transporte cicloviário em Niterói.

O bicicletário é o primeiro do município com essas dimensões – 416 vagas, ocupando uma área de 478,6 metros quadrados. O espaço irá atender usuários das barcas, do Terminal Rodoviário João Goulart e pessoas que trabalham ou visitam o centro da cidade.

Além da área para as bicicletas, o local terá segurança 24 horas, recepção, bebedouro, área de descanso, espaço para manutenção básica e bombas de ar. Para usar o estacionamento, será necessário fazer um cadastro com foto do ciclista e da bicicleta. O investimento na obra foi de R$ 852.598,79.

Anderson Ramos usa a bicicleta em Niterói como seu principal meio de locomoção desde 2001. Todos os dias ele sai do bairro de São Lourenço e em 20 minutos está na estação parta pegar a barca para chegar ao trabalho, no centro do Rio de Janeiro.

“Com certeza irei utilizar o bicicletário. Já tive duas bicicletas furtadas próximo às barcas. Acredito que com um local seguro para deixar a bike outros ciclistas irão se animar a estacionar no bicicletário. Acho que também vai incentivar o aumento de ciclistas na cidade. Estou muito satisfeito com a iniciativa e espero que outros bairros de Niterói recebam grandes bicicletários como esse da Praça Arariboia”, afirmou.

O secretário-executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, explica que o programa Niterói de Bicicleta tem duas vertentes importantes: a implantação de ciclovias e ciclofaixas, e dar aos ciclistas opções de locais para estacionar as bikes.

“O bicicletário da Praça Arariboia será um grande estímulo para as pessoas usarem bicicleta. É bastante estratégico não só para quem faz a travessia da Baía de Guanabara de barcas, mas também para quem vem trabalhar no centro de Niterói. Além do Centro, temos a previsão de implantação de outros três grandes bicicletários na TransOceânica: no terminal do Engenho do Mato, próximo ao shopping Multicenter, e em Charitas”, disse Grael.

Cidade hoje tem 700 vagas em bicicletários ou paraciclos

Niterói hoje conta com cerca de 36 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Possuem esta infraestrutura vias nas quais foi identificada demanda de uso da bicicleta como transporte e lazer, contemplando eixos como os das avenidas Benjamin Constant, Roberto Silveira, Amaral Peixoto, Caetano Monteiro, entre outras. Na Região Oceânica, foi implantada a ciclofaixa no trecho da Francisco da Cruz Nunes, que faz a ligação da futura estação final do BHS à Praia de Itaipu.

As próximas ciclovias que serão implantadas são a de 350 metros na Avenida Marquês do Paraná, e 60 quilômetros na Região Oceânica, já incluindo a ciclofaixa do túnel Charitas-Cafubá, que serão implantados pelo programa Região Oceânica Sustentável (Pró-Sustentável).

Na Avenida Marquês do Paraná, a ciclovia será implantada pela construtora do shopping que será instalado na avenida, como contrapartida dada à prefeitura.

No final do ano passado foi concluída a instalação dos 350 bicicletários adquiridos em licitação pública. O último lote desta compra foi instalado em diversos bairros como Ilha da Conceição e Barreto, Icaraí e Jurujuba, totalizando 700 vagas para estacionamento de bicicletas em todas as regiões da cidade.

No final do ano passado foi concluída a instalação dos 350 bicicletários adquiridos em licitação pública. O último lote desta compra foi instalado em diversos bairros como Ilha da Conceição e Barreto, Icaraí e Jurujuba, totalizando 700 vagas para estacionamento de bicicletas em todas as regiões da cidade.

Número de ciclistas em Icaraí cresceu 67% em 1 ano

Um estudo realizado em dezembro do ano passado constatou que o número de niteroienses usando bicicletas como meio de transporte cresceu 67% na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí, na Zona Sul da cidade, e 48% na Avenida Amaral Peixoto, no Centro. O investimento da Prefeitura de Niterói em infraestrutura cicloviária através da instalação de vagas para bicicleta e a criação da ciclofaixa da Rua Miguel Couto, que conecta Santa Rosa a Icaraí, são fatores que incentivaram o uso da bicicleta como meio de locomoção para curtas e médias distâncias, e para atividades de lazer, segundo a coordenadora do Programa Niterói de Bicicleta, Isabela Ledo.

“O monitoramento que temos realizado anualmente, através da contagem automática de ciclistas nas duas principais ciclovias da cidade, é muito importante para o fortalecimento da política cicloviária de Niterói. Os números que coletamos são argumentos inquestionáveis para continuarmos investindo na construção de infraestrutura cicloviária”, disse Isabela, destacando que além do bicicletário da Praça Arariboia, no Centro, que está em construção, as estações do BHS (bus of high level service, ou ônibus com alto nível de serviço, em tradução livre) da TransOceânica também oferecerão o serviço.

Fonte: O Fluminense



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Maceió ganha espaço de lazer revitalizado



Rodrigo Neves, prefeito de Niterói, esteve presente. Foto: Divulgação


Revitalização da área foi realizada através do projeto Prefeitura Presente


Entre um tempo e outro da partida de futebol, o jovem Isaque Gomes, de 13 anos, ofegante, não esconde a alegria de estar jogando em uma quadra nova. A entrega da obra de reforma do campo de futebol do Santo Inácio, no Maceió, e da construção de vestiários e uma academia da terceira idade aconteceu na manhã deste sábado (18) pelo prefeito Rodrigo Neves.

“Antes a gente jogava em uma quadra que era usada como estacionamento, era cheia de buracos, um dos meus colegas até quebrou o braço quando caiu em um deles. Agora ficou muito legal, o chão está lisinho e temos até um vestiário. Jogamos todos os dias”, conta Isaque.

A revitalização da área foi realizada através do projeto Prefeitura Presente e incluiu a regularização do terreno com pó de brita, instalação do alambrado com tela, além da construção de três vestiários, sendo um para portadores de necessidades especiais, além de academia para terceira idade e uma área infantil com brinquedos. Quatro postes com refletores integram a nova iluminação.

“Esse campo é para as crianças, para a juventude. Vamos cuidar desse espaço com carinho, como se fosse a nossa casa. Cada um de nós é responsável por esse espaço, ajudando a colaborar, a manter, cada vez mais teremos um Maceió melhor”, disse o prefeito Rodrigo Neves.

O evento também contou com a presença do vice-prefeito eleito, Comte Bittencourt, do secretário de Obras e Infraestrutura, Vitor Junior, do presidente da Emusa, Reinaldo Barros, da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, e do presidente da Federação das Associações dos Moradores do Município de Niterói (FAMNIT), Manuel Amancio dos Santos, e o presidente do Centro Comunitário do Maceió, Deusedir Rodrigues.

Deusedir destacou a importância do espaço para os moradores da região através da história do jovem Lucas Ribeiro, de 16 anos, que desde 2011 teve aulas na escolinha de futebol que funciona no local e recentemente assinou o primeiro contrato com o Fluminense.

"O Lucas é uma das crianças que frequenta o projeto Maceió do Amanhã, que oferece aulas de futebol nesta quadra, e realizou o sonho de entrar para um grande time de futebol como o Fluminense. Esse espaço é muito importante para a nossa comunidade e agora ficou ainda melhor graças aos investimentos realizados pela Prefeitura", elogiou, lembrando que o Município reformou a creche e criou um módulo do Programa Médico de Família no local.

O secretário Vitor Junior explicou como funciona o projeto Prefeitura Presente.

“Identificamos os pontos de lazer e esporte já existentes na cidade e que demandam algum tipo de investimento do poder público e fazemos com que esse equipamento se torne, de fato, um local que ofereça esporte e lazer com qualidade para a população. Aqui na Região de Pendotiba, nós investimos na revitalização da quadra do Santo Inácio e também na do Mato Grosso, no Sapê”, esclarece Vitor Junior.

Novas entregas – No próximo dia 27 será a vez da inauguração do campo de futebol do Vale Feliz, no Engenho do Mato. O espaço terá grama, alambrado de proteção em toda a sua volta, além de dois vestiários. A área também ganhará novos jardins com pergolados, praça com brinquedos infantis, academia para terceira idade, refletores, área de convivência com bancos e mesas, revitalização do quiosque para uso comum dos moradores, além de uma pista de concreto para corrida e caminhada no formato 360 graus ao redor de toda a área construída.

As intervenções realizadas por meio do projeto Prefeitura Presente consistem em reformas de quadras, campos de futebol, construção de vestiários, recuperação de vias, implantação de parques infantis e academias para a terceira idade. Segundo a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), estão em andamento obras no Caramujo, Ponto Cem Réis, Engenhoca, Fonseca, São Francisco e Ilha da Conceição. Entre as regiões já beneficiadas pelo projeto estão Morro do Palácio (Ingá), Palmeira (Fonseca), Mineirinho (São Lourenço); Vintém (Bairro de Fátima), Mato Grosso (Badu), Cavalão (Icaraí), General Castrioto (Barreto), além do Baldeador, do Engenho do Mato e do Remanso Verde.

Fonte: O Fluminense