quarta-feira, 19 de julho de 2017

Niterói se candidata a programa da ONU para ser cidade modelo de resiliência



Prefeito Rodrigo Neves recebeu o coronel Ronaldo Alcântara, secretário estadual de Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Diante do secretário executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, e dirigentes da Defesa Civil de Niterói, anunciou que Niterói era uma das sete cidades pré-selecionadas no Brasil.


Prefeito da cidade, Rodrigo Neves, assinou o termo de compromisso de participação no programa da ONU nesta quarta-feira

Niterói é uma das sete cidades brasileiras, entre os 5.570 município do país, que vão concorrer ao certificado Cidade Modelo em Resiliência, conferido pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. O município foi indicado pela Secretaria Estadual de Defesa Civil por já apresentar ações de resiliência nos últimos quatro anos.

Na tarde de ontem, o prefeito Rodrigo Neves recebeu em seu gabinete o secretário estadual de Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Ronaldo Alcântara, ocasião em que assinou o termo de compromisso de participação no programa da ONU “Cidades resilientes: minha cidade está se preparando”. Assim como Petrópolis, na Região Serrana, e as demais cidades participantes, Niterói será avaliada em 90 itens e terá que apresentar um plano de resiliência. A previsão é que a cidade seja certificada em quatro meses.


Assista ao vídeo do encontro clicando aqui.


Rodrigo Neves destacou que a possibilidade de Niterói ser certificada como modelo em resiliência é um desafio.

“Essa iniciativa nos colocará a responsabilidade de, como cidade modelo, aperfeiçoar o sistema de Defesa Civil. Nos últimos quatro anos, a prefeitura realizou um trabalho muito consistente e sério, com investimentos expressivos no Sistema de Defesa Civil. Nós recebemos a cidade há quatro anos num contexto dramático, desafiador, especialmente nessa área, porque em 2010 Niterói viveu a maior tragédia climática da sua história, que afetou profundamente todas as regiões da cidade. Pela complexa formação geológica do município, em 2013, instalamos numa rede de fibra ótica, uma rede de pluviômetros, sistema de estações meteorológicas, a Defesa Civil se mudou para uma nova sede, instituímos 48 Núcleos de Defesa Civil nas comunidades de maior risco geológico, implantamos o sistema de alarme e alerta por sirenes, investimos R$ 150 milhões em 50 obras de contenção de encostas e equipamentos para que a Defesa Civil tenha uma ação preventiva”, afirmou o prefeito.

Também participaram do encontro o secretário Executivo, Axel Grael, a coordenadora do Núcleo de Gestão Estratégica, Glaucia Macedo, além de representantes das Defesas Civil municipal e estadual.

Fonte: O Fluminense








terça-feira, 18 de julho de 2017

Niterói com inscrições abertas para o programa de Educação de Jovens e Adultas (EJA)






Não existe idade para aprender e se formar!

A rede municipal de Niterói está com as inscrições abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) referentes ao segundo semestre de 2017. A modalidade está sendo oferecida em nove escolas.

No ato da matrícula é preciso apresentar três fotos 3x4 e original e cópia dos seguintes documentos: carteira de identidade, CPF, comprovante de residência, certificado de reservista (quando for o caso), declaração de escolaridade, declaração informando se o aluno possui alguma deficiência e comprovante do tipo sanguíneo e RH.

Em caso de dúvida, basta ligar para a coordenação da Educação de Jovens e Adultos da Fundação Municipal de Educação de Niterói: (21) 2719-6426.

Confira aqui as unidades que oferecem a EJA:

Escola Municipal Alberto Torres
Escola Municipal Professora Mª de Lourdes Barbosa Santos
Escola Municipal Paulo de Almeida Campos
Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos
Escola Municipal Honorina de Carvalho
Escola Municipal Altivo César
Escola Municipal João Brazil
Escola Municipal Francisco Portugal Neves
Escola Municipal Helena Antipoff


Fonte: Prefeitura de Niterói









Espaços Públicos: o que o planejamento urbano pode ganhar com a tecnologia



Inovações tecnológicas podem modernizar o planejamento urbano e tornar políticas públicas e diretrizes mais eficientes e precisas (Foto: Steve Juvertson/Flickr-CC).




Nossas impressões de uma cidade são formadas principalmente pela qualidade dos espaços públicos. Se não forem agradáveis e conservados, se transmitirem uma sensação de insegurança, dificilmente voltaremos. O bom planejamento desses espaços deve ser a regra, não a exceção. Na série “Espaços Públicos”, exploramos diferentes aspectos relacionados aos espaços públicos que determinam nossa experiência cotidiana nas cidades. Este é o último post da série e mostra como a tecnologia pode contribuir para otimizar e qualificar o planejamento urbano.

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Ao longo das últimas décadas, o mundo viveu o crescimento da população urbana, que até 2050 deve chegar a dois terços da população mundial. Em paralelo, novos avanços tecnológicos facilitaram, otimizaram e/ou automatizaram uma série de atividades do nosso dia a dia. No entanto, mesmo com o número cada vez maior de pessoas vivendo nas cidades e a evolução da tecnologia, o planejamento urbano não se modernizou no mesmo ritmo, e ainda não somos capazes de construir espaços verdadeiramente propícios ao nosso bem-estar e felicidade.

A priorização do transporte motorizado, entre outros fatores, continua a gerar ambientes urbanos prejudiciais à saúde física e mental e sem a resiliência necessária para se adaptar ao futuro. Em uma de suas citações mais famosas, Jan Gehl comentou que “nós sabemos mais sobre o que são ambientes saudáveis para gorilas, tigres siberianos e ursos-pandas do que sabemos sobre um bom ambiente urbano para o homo sapiens”. Apesar de vivermos hoje na era do big data, a qualidade dos dados que possuímos sobre as cidades ainda é consideravelmente pobre. São dados que carecem de substancialidade e são, em sua maioria, desatualizados – e mesmo assim é a partir dessas informações que ainda formulamos as normas e políticas que orientam a construção de nossas cidades.

Contudo, a democratização da internet e dos smartphones, junto ao surgimento de novas tecnologias a cada dia, traz oportunidades de mudar a maneira como planejamos ruas, espaços públicos, bairros e a cidade como um todo.

A queda dos preços e a miniaturização dos processadores permite a implantação de sensores em quase tudo: uma rede de sensores interligados em nossos relógios, roupas, calçados, lixeiras, carros, celulares e casas coleta e cria um fluxo de dados constante do qual muitas vezes sequer temos conhecimento. Precisamente, conforme artigo de Euan Mills, líder do programa Futuro do Planejamento, da Future Cities Catapult,  “2,9 milhões de e-mails enviados por dia, 20 horas de vídeos subidos no YouTube por minuto, 50 milhões de tweets por dia, sem contar a infinidade de posts nas redes sociais, buscas no Google e compras na Amazon que são continuamente monitorados”.

A combinação dessas vastas quantidades de dados com o poder de processamento pode ser aplicada no planejamento urbano e permitir que as cidades:
  • criem ferramentas capazes de monitorar e nos ajudar e compreender, de forma mais rápida e eficiente, o que faz com que bons espaços públicos sejam bons espaços públicos;
  • construam políticas públicas mais específicas e que possam ser regularmente ajustadas com base nos resultados, mensurados pelos dados;
  • tornem os processos de tomada de decisão mais inclusivos e transparentes.

Na prática, a tecnologia já modificou a maneira como vivemos e utilizamos as cidades. Aplicativos amplamente disseminados como Airbnb e Uber mudaram a maneira como ocupamos o ambiente urbano e nos deslocamos. Além deles, outras inovações mais sutis – mas igualmente impactantes – também estão alterando a forma como planejamos deslocamentos cotidianos: é o caso das informações em tempo real sobre o trânsito possibilitadas pelo Waze; o Citymapper, que integra todos os meios de transporte disponíveis para o cálculo da melhor rota; sem falar nas possibilidades de compartilhamento de bicicletas, oferta de caronas e espaços de co-working.

Para além do modo de vida, porém, inovações como essas (e as que ainda estão por vir) também têm o potencial de mudar radicalmente a maneira como planejamos e construímos as cidades. Se utilizadas nos processos de planejamento, podem traçar estratégias mais precisas e eficientes.

Tecnologia: oportunidades para o planejamento urbano

A tecnologia otimiza e qualifica o planejamento urbano ao permitir, por exemplo, a simulação do espaço urbano e sistemas de monitoramento em tempo real. Não apenas para elementos quantificáveis, mas para tudo o que é necessário saber sobre as cidades a fim de que o processo de planejamento urbano seja o mais preciso possível: se as habitações e construções estão sendo ocupadas, como as ruas são utilizadas e mesmo como as pessoas se sentem em parques e espaços públicos.

Já é possível observar passos nessa direção. Soluções como o UrbanPlanAR, por exemplo, exploram a realidade aumentada para simular novas edificações no local onde serão instaladas antes da construção. Outras, como Land Insight e Urban Intelligence, estão criando crescentes bancos de dados sobre políticas e aplicações de planejamento. A consolidação de dados ajuda a criar ferramentas que avaliam automaticamente as propostas de desenvolvimento em relação às políticas de planejamento e normas construtivas, antevendo uma série de aspectos, tais como: o impacto microclimático que a construção terá no entorno, em termos de bloqueio do vento e/ou da luz do sol; impactos visuais do empreendimento no bairro; qualidade habitacional; e até mesmo a viabilidade econômica.

A possibilidade de monitorar os impactos das políticas de planejamento permite que as gestões municipais estabeleçam planos mais flexíveis, que criem, essencialmente, lugares onde as pessoas queiram viver ou estar. Em vez de publicações fixas e estanques, podem ser instrumentos de mudança, adaptáveis conforme as necessidades da população e as mudanças no próprio ambiente urbano.

Acima de tudo, é preciso assegurar que os dados sejam abertos e acessíveis à população, que as ferramentas de planejamento sejam transparentes e que as políticas públicas e diretrizes sejam claras e responsáveis. Trata-se de qualificar as cidades e democratizar o próprio planejamento urbano. O resultado: cidades mais bem planejadas, com espaços públicos mais bem construídos e preparados para o ambiente em constante mudança característico das cidades.

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Este texto foi adaptado a partir do artigo “Planejando com números: a tecnologia pode nos ajudar a criar espaços melhores?”, de Euan Mills, publicado na coletânea “Making good – shaping places for people” (em português, “Fazendo o bem – formando espaços para pessoas”), produzida pela Centre for London e disponível aqui.

Fonte: The City Fix Brasil










PARQUES AMEAÇADOS: Áreas protegidas viram moeda de troca do governo com a bancada ruralista



A Floresta Nacional do Jamanxim (Foto: Leonardo Milano/ICMBio).


Nesta semana, o governo voltou à carga ao apresentar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei que amputa cerca de 350.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará

JAIME GESISKY*
15/07/2017 - 10h00 - Atualizado 17/07/2017 12h23

As áreas protegidas têm um papel importante do dia a dia das pessoas, embora nem todo mundo se dê conta disso. Ainda.

Áreas protegidas são o nome genérico que se dá a Unidades de Conservação (parques, florestas, reservas), terras indígenas e territórios quilombolas. São protegidas por lei as Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente. As leis que criam essas áreas podem ser federais, estaduais ou municipais. Já as outras categorias de áreas protegidas ocorrem apenas no âmbito federal, como os territórios indígenas.

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As áreas protegidas têm um papel importante na conservação da diversidade de vida existente, seja nas áreas terrestres ou marinhas. E já está mais do que provado que nessas áreas a natureza está bem mais cuidada que fora delas. Há mais carbono estocado, mais espécies da fauna e flora abrigadas de uma eventual extinção. Ao manter grandes áreas com vegetação nativa, as áreas protegidas tornam-se essenciais para manter em equilíbrio o regime hídrico, desde o provimento de chuvas até o abastecimento de mananciais que garantem a sobrevivência do homem – e dos demais seres – no campo e nas cidades.

É ainda nas Unidades de Conservação que são feitas importantes pesquisas que ajudam a ciência a avançar em busca de respostas para dramas humanos, como a cura de doenças ou os efeitos do aquecimento global para a vida na Terra. E, por falar em clima, os cientistas já comprovaram o papel que as florestas têm na regulação da temperatura local e mesmo em âmbito global. Tente imaginar-se vivendo em um deserto.

Sejam públicas ou privadas, as áreas protegidas também servem como fonte de lazer e recuperação da vitalidade para os seres humanos, dando a chance para que as pessoas possam descansar e contemplar junto à natureza. Também são estímulo aos que buscam na aventura uma fonte de inspiração a mais para seguir vivendo. Uma área protegida pode ser a referência cultural para povos e comunidades que têm nesses locais o espaço ideal para reverenciar a memória ancestral e cultuar o sagrado.

Criar e conservar as áreas protegidas é um dever do Estado brasileiro, previsto na Constituição Federal. Ter essas áreas protegidas é ainda um direito do cidadão. O Brasil assumiu internacionalmente junto à Convenção da Diversidade Biológica das Nações Unidas o compromisso de ter, no mínimo, 20% de todos os biomas (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Zonas Costeiras e Marinhas) protegidos até 2020. E ainda falta muito para cumprirmos essa meta.

O Cerrado, que já perdeu mais da metade de sua cobertura vegetal nativa, tem menos de 8% protegido por lei federal. A Caatinga, cerca 7,5%. Na Zona Costeira e Marinha, o percentual é ainda menor: 1,5% apenas está protegido por lei.

E ainda há gente querendo reduzir as áreas protegidas.

O Brasil, além de viver uma crise política e econômica, passa por uma crise também no que toca ao futuro de suas áreas protegidas. É um paradoxo. O mesmo Estado que deveria assegurar o direito de todos a ter essas áreas protegidas está promovendo um desmanche nesses territórios essenciais para vida na Terra. Recente documento produzido pelo WWF-Brasil alertou para o fato de que o Brasil vive uma ofensiva sem precedentes às áreas protegidas.

Pressões para desfazer ou diminuir o tamanho ou o status de proteção de Unidades de Conservação estão sendo promovidas por integrantes do Congresso Nacional, sensível ao lobby dos setores ruralista e de mineração. E geralmente com apoio explícito de setores do governo federal. A ameaça paira sobre cerca de 10% do território das Unidades de Conservação federais, numa estimativa conservadora.

O ataque contra as áreas protegidas vai de norte a sul do país e envolve uma área de cerca de 80.000 quilômetros quadrados, quase o tamanho da Áustria ou de Portugal.

O conflito de interesses não é novo. De um lado, estão produtores rurais que ocupam irregularmente ou gostariam de ocupar essas áreas protegidas, empresas de mineração ou grileiros de terras públicas. De outro, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), que colocou o Brasil ao final da década passada na posição de líder mundial em extensão de áreas protegidas.

À medida que um dos lados ganha mais força, o impacto nas áreas protegidas pode resultar em mais desmatamento da Amazônia, com prejuízo às metas brasileiras para a redução das emissões de gases de efeito estufa na Convenção do Clima das Nações Unidas, além de implicar o desmonte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e ameaçar o cumprimento dos compromissos assumidos na Convenção da Diversidade Biológica (CDB).

Moeda de troca

Mas o governo esquece tudo isso e usa áreas protegidas estratégicas para a conservação e para evitar o avanço do desmatamento para transformá-las em moeda de troca por apoio político. Pois, nesta semana, o governo voltou à carga ao apresentar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) que amputa cerca de 350.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará.

O novo projeto substitui a Medida Provisória 756, que transformaria 486.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim em Área de Proteção Ambiental (APA), para beneficiar, principalmente, grileiros que ocuparam área de forma irregular. Essa MP chegou a ser vetada pelo presidente Michel Temer no mês passado depois de forte pressão internacional. Porém, ao anunciar o veto às vésperas da viagem de Temer à Noruega, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, antecipou, por meio de um vídeo, que havia um acordo feito com os parlamentares da região. O corte na Flona retornaria por meio de um Projeto de Lei com anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gravou o ministro.

Promessa cumprida, o PL tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, o que faz com que ele pule etapas e evite uma série de questionamentos a que um projeto comum teria de se submeter.

Com isso, prevalecem os interesses e os pleitos apenas dos parlamentares da Região Norte, ligados aos setores do agronegócio e mineração e ao interesse de grileiros que, em sua maioria, chegaram à região após a criação da área protegida, em 2006. Nenhum interesse público mais amplo entra nesse jogo.

É que no atual contexto político de um governo encantoado por graves denúncias, o presidente Temer precisa de votos para se livrar de um eventual processo por corrupção passiva, o PL é uma moeda de troca com a bancada ruralista. É o velho toma lá dá cá.

Mas tanto a Medida Provisória 756 quanto o novo Projeto de Lei sinalizam na mesma direção, incentivando novas ocupações, dando indicação clara de que basta ocupar áreas públicas que o governo sempre dará um jeitinho de regularizar a situação.

Enquanto isso, o futuro de nossas áreas protegidas segue ameaçado.


* Jaime Gesisky é especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil


Fonte: Revista Época














PROJETO GRAEL: Em águas prósperas



Jovens participam de aula de vela.


Projeto Grael leva desenvolvimento esportivo e socioambiental para milhares de jovens

É muito importante que empresas e pessoas estejam atentas às necessidades do Brasil, em relação ao preparo para o futuro. A Lojas Americanas e a Americanas.com sempre contribuíram para fortalecer o País, e principalmente, para mantermos nossas riquezas sociais e ambientais. Uma das iniciativas da Lojas Americanas e da Americanas.com de maior sucesso é a parceria com o Projeto Grael, liderado pelos irmãos Lars e Torben Grael.

Campeões da vela e grande influenciadores de esportistas brasileiros, os irmãos Grael idealizaram o projeto há 18 anos, e ao longo dessas quase 2 décadas de historia, já ajudaram aproximadamente 16 mil jovens, oferecendo oportunidades educacionais e socioambientais.

São 3 os pilares que sustentam as ações da instituição. O programa Náutico, que promove a iniciação à prática esportiva, como natação, vela e canoagem havaiana. O programa Profissionalizante que prepara os jovens para o setor náutico, com aulas de marcenaria, fibra de vidro, eletrônica, carpintaria, mecânica e capotaria, para formar, como por exemplo, marinheiros.

E por fim, o programa Ambiental, que gera a interação entre as atividades náuticas, o uso da tecnologia, o resgate da cultura da maritimidade e o meio ambiente. Lojas Americanas e Americanas.com reforçam, por meio do seu investimento, o apoio ao esporte e ao desenvolvimento socioambiental, incentivando mais um projeto focado na inclusão, formação e democratização da prática esportiva.

Fonte: Isto É



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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Caixas de pizza podem baratear reflorestamento







Fotos Felipe Ferreira


Técnica simples e barata pode auxiliar na reabilitação de áreas degradadas com um custo até 50% menor em comparação aos métodos tradicionais. Trata-se do uso de papelão para controle do capim no coroamento (capina ao redor) de mudas em ações de reflorestamento. O produtor pode utilizar até mesmo caixas usadas de pizza. Desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a técnica pode viabilizar financeiramente a adoção da recuperação de pastagens para pequenos produtores. O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.

O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.


Esse método já utilizado em lavouras é novidade em ações de reflorestamento com espécies nativas. Nos projetos de recomposição florestal, a maior parte dos custos está associada ao controle de plantas daninhas que colocam em risco o crescimento e a sobrevivência das mudas. Cerca de dois terços do investimento é destinado ao controle da chamada matocompetição. “Temos várias soluções para isso. O uso de herbicida é a mais comum na agricultura, mas é pouco utilizada no setor florestal com foco ambiental, principalmente porque são áreas próximas a recursos hídricos”, explica o pesquisador Alexander Resende.

A técnica é simples e utiliza um disco ou placa de papelão, novo ou reutilizado, para proteger a base das mudas de espécies florestais nos primeiros anos de plantio. A proteção faz com que as gramíneas, que exercem forte competição com as espécies de reflorestamento, não se desenvolvam. Com isso, o crescimento das mudas ocorre da mesma forma como se fosse feito o controle da forma tradicional com enxadas, foices e roçadeiras. Mas o método tradicional exige muita mão de obra, com rendimento operacional baixo, o que onera os projetos de reabilitação ambiental.

O pesquisador Guilherme Chaer conta que os experimentos no campo mostraram que, além de impedir o crescimento das gramíneas, o papelão aumenta a taxa de sobrevivência das mudas. “De onze espécies avaliadas, nove apresentaram índice de sobrevivência igual ou superior a 80% quando coroadas com papelão, enquanto apenas três atingiram esse índice quando coroadas com a enxada”, disse Chaer.

Embora aumente a sobrevivência das mudas em campo, o papelão não afeta o crescimento das plantas em relação ao tratamento manual. Por sua vez, ele pode diminuir em até 10º C a temperatura do solo superficial nos dias mais quentes e também reduz a perda de água por evaporação. “Isso faz uma diferença enorme para a planta, tanto para aliviar o estresse térmico como o estresse hídrico. Ao perder menos água, a planta se beneficia”, comenta.

O papelão "pode diminuir em até 10º C a temperatura do solo superficial nos dias mais quentes e também reduz a perda de água por evaporação".


A pesquisa avaliou o potencial do papelão de suprimir quatro espécies de gramíneas mais comuns em região de Mata Atlântica: brachiarão, capim-colonião, capim-rabo-de-burro e capim-quicuio. Em todas elas, o papelão atuou de forma a inibir seu desenvolvimento.

Técnica permite o uso de caixas de pizza

Os primeiros experimentos de campo foram feitos com embalagens arredondadas utilizadas para pizza. O objetivo era avaliar a durabilidade em campo do papelão tratado com substâncias para retardar sua taxa de decomposição e, consequentemente, prolongar o efeito supressor das gramíneas. Os resultados mostraram que, em condições de campo, o papelão apresenta eficiência de até mais de um ano se impregnado com uma solução à base de sulfato de cobre.

Para se ter uma ideia da economia que a técnica possibilita ao agricultor, num coroamento comum feito com enxada, o produtor gasta em torno de R$ 5.800,00 por hectare no primeiro ano após o plantio, considerando quatro coroamentos ao longo do ano. Mas ao optar pelo coroamento com papelão, o custo cai para de R$ 2.800,00.


Segundo Chaer, o sulfato de cobre reduz a incidência de fungos que decompõem a lignina do material, preservando-o por mais tempo. “A solução, derivada de soluções utilizadas para tratamento de madeira, é simples de preparar, apresenta baixo custo e baixa toxicidade, uma vez que não utiliza o dicromato de potássio comum nestes produtos”.

Para se ter uma ideia da economia que a técnica possibilita ao agricultor, num coroamento comum feito com enxada, o produtor gasta em torno de R$ 5.800,00 por hectare no primeiro ano após o plantio, considerando quatro coroamentos ao longo do ano. Mas ao optar pelo coroamento com papelão, o custo cai para de R$ 2.800,00. Esses cálculos foram feitos com embalagens de papelão novas compradas no varejo. Mas, se quiser baixar ainda mais este custo, o agricultor pode optar por utilizar papelão reciclado.


Ana Lucia Ferreira (MTB 16913/RJ)
Embrapa Agrobiologia
agrobiologia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (21) 3441-1500

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/


Fonte: Embrapa




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Um dos grandes desafios enfrentados nos projetos de reflorestamento é o crescimento de plantas daninhas junto com as mudas recém-inseridas no ambiente. Esse foi o ponto de partida do livro Controle de plantas daninhas em restauração florestal, editado pelo pesquisador da Embrapa Agrobiologia Alexander Resende e pelo professor da UFRRJ Paulo Sérgio dos Santos Leles. A obra conta com a contribuição de diversos autores – entre engenheiros florestais, agrônomos e biólogos – e será lançada no próximo dia 23, às 17 horas, na Universidade, durante o workshop Desafios da restauração florestal no Estado do Rio de Janeiro.

O objetivo do livro foi reunir um material consistente sobre as diferentes estratégias utilizadas para controlar as plantas daninhas, especialmente tendo em vista a premente necessidade de plantio florestal em grandes áreas para adequação de propriedades ao cadastro ambiental rural. “Restaurar áreas onde a matriz predominante é formada por pastagem é um desafio, que pode ser vencido a partir de técnicas muitas vezes mais relacionadas ao bom planejamento do que a elevados investimentos”, destacam os editores, na apresentação do livro. A obra chama a atenção para questões que devem ser levadas em conta antes, durante e após o plantio das mudas.

A obra é dividida em cinco capítulos. O primeiro contextualiza o problema do controle de plantas daninhas na restauração florestal; o segundo trata da escolha de espécies e de espaçamento como ferramentas de controle dessas plantas. O terceiro capítulo, por sua vez, fala sobre o uso de herbicidas na restauração florestal. Já o quarto aborda o uso de plantas companheiras para o controle das daninhas. Por último, o quinto capítulo fala do controle de plantas daninhas em propriedades rurais, visando à restauração florestal.

O livro está disponível gratuitamente para download no portal da Embrapa, aqui.

Liliane Bello (MTb 01799/GO)
Embrapa Agrobiologia
agrobiologia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (21) 3441-1500

Fonte: Embrapa



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Alunos da rede pública de Niterói levam ouro em olimpíadas



O carro-robô e a arena que deram aos alunos da Escola Municipal Dario Castello a medalha de ouro em etapa regional da Olímpíada de Robótica - Analice Paron / Agência O Globo


por

Estudantes foram destaque de competições nacionais de robótica e matemática

NITERÓI - Com apenas 10 anos, a estudante Manuella Tondella já realizou um feito impressionante. Durante a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica, ela observou a tempo de corrigir o erro que o carro-robô criado por ela e sua equipe fazia um trajeto menor do que o deveria. A postura dela foi uma das razões que definiram a conquista do primeiro lugar na competição, junto aos colegas Ely Evangelista, Filipe Gaspar, Luanne Martins e Gabriel Faleiro; todos alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Dario Castello, em Itaipu.

A escola foi a única de Niterói e a única instituição pública a enviar representantes para o campeonato que aconteceu este mês no Centro Universitário La Salle, em Santa Rosa. Da disputa, participaram alunos do 5º ao 9º ano de escolas da região Leste Fluminense.

Os estudantes da Dario Castello, sob a coordenação da professora Evelyn Crespo, foram se familiarizando com os computadores, uso da internet e diferentes softwares em sala de aula. Depois, utilizaram a página do Scratch para criar animações e jogos. Desenvolveram, então, projetos que unem programação e computação gráfica, com a utilização, além do Scratch, dos softwares Mblock e NXT-G. O resultado foi a construção de uma arena, uma pista em que um carro-robô faz o percurso.

— Na primeira fase, o robô tinha caído. Percebi, então, que era porque o percurso estava muito curto. Além disso, o robô estava “lendo” a sombra como se fosse o trajeto porque, assim como o caminho, a sombra é escura. Corrigimos isso, e ele não caiu mais — explica Manuella.

Essa foi a primeira vez que a escola participa do evento. Evelyn Crespo admite que ficou surpresa com o resultado. Segundo a professora, o objetivo da instituição em enviar representantes era apenas conhecer o funcionamento da olimpíada e propiciar a experiência aos alunos.

— As crianças vinham se destacando, sobretudo esse grupo. Por esse motivo, a escola criou o Clube da Programação, com aulas fora da grade curricular regular, e decidiu investir em eventos como esse. Mas, mesmo sabendo que os alunos estão muito engajados, não esperávamos que eles se saíssem tão bem — diz a professora.

A diretora da escola, Viviane Merlim, ressalta que a robótica ajuda a desenvolver o raciocínio e a cultura digital nas crianças e que por isso deve ser estimulada em todas as escolas, inclusive as públicas.

— Observamos que as atividades que envolvem programação e robótica se aliam às competências necessárias na apropriação de um pensamento autônomo, que muito favorece o processo de aprendizagem dos alunos em todas as disciplinas.

Os alunos vão representar Niterói na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, que será realizada em 2 de setembro. Caso a equipe se classifique, disputará a etapa nacional, no fim do ano, com estudantes de todo o Brasil.

Outro aluno da rede pública de Niterói que foi destaque recentemente numa olimpíada de educação é Mauro Victor Ferreira Moledo, de 13 anos. Representando a Escola Estadual Menezes Vieira, no Barreto, o jovem ganhou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. As provas foram realizadas no fim do ano passado, a premiação do feito, porém, aconteceu no último dia 29. Na edição anterior da competição, sua primeira vez em olimpíadas, Mauro Victor ficou com a medalha de bronze.

— Quero participar de todas que eu puder, acho um conhecimento importante. Além da possibilidade de bolsas, como a que ganhei agora de um curso de matemática na UFF — declarou o adolescente, hoje matriculado na Faetec Henrique Lage, também no Barreto.


Fonte: O Globo Niterói











Niterói: sustentabilidade até na lavagem das ruas



Na obra da TransOceânica, a ducha utilizada para baixar a poeira para colocação da camada asfáltica é com água de reuso. Foto: Divulgação / Luciana Carneiro



Prefeitura utiliza mais de 14.400 litros de água de reúso por semana

Quem passa na Estrada Francisco da Cruz Nunes, na Região Oceânica, e observa os funcionários que trabalham nas obras da TransOceânica utilizando duchas de água no asfalto nem imagina que aquele jato que ajuda a baixar a poeira para colocação da camada asfáltica é água de reúso. E não é só na maior obra de mobilidade já realizada na cidade que o poder público utiliza água reaproveitada. Responsável pela “faxina” das ruas, a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) usa, aproximadamente, 14.400 litros dessa água, por semana, somente na lavagem de ruas.

Dayse Monassa, secretária de Conservação e Serviços Públicos explica que antes de poder ser utilizada novamente, a água – que é proveniente de matéria orgânica, passa por um processo de desinfecção para novamente voltar às ruas. São quatro etapas de tratamento, que dura doze horas, para que a remoção dos resíduos e micro-organismos.

“Temos que lembrar que existe uma crise hídrica que afeta várias regiões do País. Niterói faz a sua parte para ser uma cidade mais sustentável. Além disso, o reúso da água gera uma economia para o município”, esclarece Dayse.

A iniciativa é uma das intervenções da Prefeitura de Niterói para tornar a cidade cada vez mais sustentável, com ações e hábitos ecologicamente corretos. Através de uma parceria com a concessionária Águas de Niterói, o município também rega seus canteiros e jardins com a água tratada nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) de Camboinhas e Itaipu. São cerca de três caminhões de água por dia para regar os canteiros e jardins públicos da cidade, durante o verão. As ruas de feiras também são outros exemplos de locais na cidade onde a prefeitura utiliza água de reúso. O mesmo acontece para remoção de lama nas vias, após a ocorrência de chuvas.

De acordo com o presidente da Águas de Niterói, Nelson Gomes, as estações de tratamento eliminam 95% dos poluentes da água, em conformidade com as normas técnicas brasileiras.

“A água de reúso utilizada pela Prefeitura de Niterói para a rega de parques, jardins e lavagem de ruas é proveniente das estações de tratamento de esgoto da Águas de Niterói. O tratamento do esgoto coletado no município é constituído por processos físicos, biológicos e químicos. As unidades que possuem essa finalidade eliminam os poluentes presentes no esgoto em até 95%. As ETEs de Camboinhas e Itaipu, que tratam o esgoto por meio do sistema terciário, permitem que esses efluentes sejam utilizados em atividades de limpeza e manutenção da área verde. Anteriormente, esse procedimento era realizado com água tratada”, informa Nelson Gomes.

Segundo Silvia Pires, bióloga e chefe do setor de reciclagem da Clin, a água de reúso é obtida através do tratamento avançado dos esgotos gerados pelos imóveis conectados à rede coletora de esgotos e pode ser utilizada em processos que não requerem que a água seja potável, mas sanitariamente segura, gerando a redução de custos e garantindo o uso racional da água. A água de reúso não é potável, portanto não deve haver nenhum tipo de uso/consumo humano, apesar de sua aparência ser semelhante à potável.

Silvia lembra ainda que a água cobre aproximadamente três quartos da superfície da Terra e que 97,5% desse total é formado de água salgada (oceanos e mares) e 2,5 %, de água doce. Desses 2,5%, a maior parte (2,1%) está sob a forma sólida (gelo) nas regiões polares, ou em rios e lagos subterrâneos, o que dificulta a ação do homem; e apenas 0,4% estão disponíveis para o consumo direto, ou seja, pode ser utilizado por nós.

Fonte: O Fluminense