terça-feira, 19 de setembro de 2017

Segundo dia do Prefeitura Móvel no Fonseca tem anúncio de investimentos na Teixeira de Freitas



O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou a UMEI Regina Leite Garcia e a Clínica da Família da localidade. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói.



Declaração foi feita pelo prefeito Rodrigo Neves durante a Prefeitura Móvel, no Fonseca

A Prefeitura de Niterói deu prosseguimento, nesta terça-feira (19), a mais uma edição do projeto Prefeitura Móvel, no Horto do Fonseca, Zona Norte da cidade. Até sexta-feira (22), de 8h às 17h, o prefeito Rodrigo Neves e secretários municipais vão atender a população, realizar reuniões e apresentar projetos para a região. Pela manhã, o chefe do Executivo esteve na Teixeira de Freitas, onde fez uma visita à Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Regina Leite Garcia. Em seguida, esteve na Clínica da Família da localidade,

O prefeito Rodrigo Neves também apresentou aos moradores o projeto de construção de uma quadra poliesportiva, com vestiários e arquibancada, em um terreno ao lado da Umei Regina Leite Garcia. Além disso, o prefeito anunciou a cobertura e urbanização do canal que corta o bairro, com a criação de uma área de lazer com equipamentos de ginástica para a terceira idade e brinquedos. Os dois editais deverão ser lançados na semana que vem.

“São investimentos que mudam a vida das pessoas. Esses projetos vão transformar a Teixeira de Freitas em um lugar melhor para viver. Teremos um espaço de convivência para os moradores do bairro em uma área que estava degradada e também um ginásio onde a juventude poderá praticar esportes”, afirmou o prefeito.

Para o presidente da Associação de Moradores da Teixeira de Freitas, Márcio Viana, essas obras eram aguardadas há tempos pelos moradores da região. “Nós não tínhamos nada. Somente na atual gestão as coisas começaram a acontecer para a Zona Norte. São investimentos esperados há 40 anos que estão se tornando realidade”.

O prefeito Rodrigo Neves também almoçou com lideranças comunitárias do Fonseca. Ele anunciou que visitará várias comunidades da região até sexta-feira, anunciando investimentos e verificando as principais reivindicações das comunidades.

“Estamos com uma agenda forte durante toda a semana. Temos muito trabalho a fazer, mas me sinto em casa aqui. Não é esforço, é um prazer. Assumimos em 2013 em uma situação muito difícil, com a cidade quebrada, o Getulinho fechado, sem coleta de lixo. Mas temos o orgulho de ter recolocado a cidade nos trilhos. Niterói hoje é uma ilha de estabilidade, um exemplo para outras cidades”, declarou.

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Bagueira, ressaltou que a preocupação com o cidadão é um diferencial na atual gestão. “Em um momento de crise, temos o anúncio de obras. Niterói está muito à frente. Estou no meu sétimo mandato, já vivenciei muita coisa, e percebo esse cuidado do prefeito Rodrigo Neves com toda a população da cidade”.

Presente ao almoço, o presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói, Manuel Amâncio dos Santos, ressaltou a disponibilidade da atual gestão para ouvir as demandas das lideranças comunitárias. “Em Niterói o prefeito está sempre presente, pronto para escutar o cidadão”, opinou.

Estiveram presentes ainda os secretários Giovanna Victer (Planejamento), Vitor Júnior (Governo), Flávia Monteiro de Barros (Educação), Maria Célia Vasconcellos (Saúde), Vicente Temperini (Obras), Dayse Monassa (Conservação e Serviços Públicos), além do presidente da Emusa, Reinaldo Pereira e do vereador Bira Marques.


Fonte: Prefeitura de Niterói











DEFESA CIVIL: Niterói em risco de incêndio em vegetação até segunda-feira





Nesta terça-feira (19/09), permanecemos com o RISCO ALTO DE FOGO EM VEGETAÇÃO NA CIDADE DE NITERÓI devido á persistência de um sistema de alta pressão. Esse sistema mantém a condição de céu claro, temperaturas elevadas e umidade relativa do ar baixa, principalmente no período da tarde.

Essas condições mantém a vegetação seca e assim favorecem a propagação de incêndios em vegetação no município.

Por isso, a Defesa Civil conta com o apoio de todos neste trabalho contra as queimadas. É importante orientar os seus vizinhos e toda a comunidade sobre os seguintes cuidados a serem tomados:

- Não queime lixo e não deixe que outras pessoas façam o mesmo;
- Converse com o autor da queimada sobre os prejuízos desta prática e de sua proibição em lei.
- Não solte balões;
- Não jogue guimba de cigarro aceso próximo a vegetação;
- Algumas práticas religiosas utilizam velas ou materiais que possam provocar um princípio de incêndio no ambiente.

Sendo assim, assegure-se quanto ao risco no local e evite a propagação de incêndios.

Ajude a preservar as áreas verdes da nossa cidade.

🔥 Estas condições devem permanecer pelo menos até segunda-feira (25/09)


Fonte: Defesa Civil de Niterói











Administração da Unilasalle veleja nas águas do Projeto Grael



“Flutuantes imagens desaguam / os instantes / O vento e a vela / me levam distante...”


A música eternizada por Maria Bethânia retrata o rio São Francisco, mas bem poderia estar se referindo aos barcos que cortam a Baía de Guanabara pelo Projeto Grael. Fundado pelos irmãos campeões olímpicos, Torben e Lars Grael, a iniciativa visa fornecer a estudantes da rede pública de ensino a oportunidade de conhecerem e, quem sabe, se tornarem atletas de vela. Essa foi a história que os alunos do 8º período de Administração puderam conhecer de perto, em visita técnica na véspera do feriado da Independência.

A ida a Jurujuba complementou os conteúdos vistos em sala de aula, na disciplina “Gestão Ambiental”, ministrada por Adriana Gonzaga. O trabalho da equipe à frente do Instituto Rumo Náutico, que viabiliza o projeto, dialoga com o objetivo da matéria, aproximando os estudantes já no fim da formação do escopo ambiental, econômico e social.

Confira em fotos como foi a visita:




  

Fonte: Unilasalle








segunda-feira, 18 de setembro de 2017

IPEA lança livro sobre Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil





O livro “A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil” já está disponível no nosso portal!

Acesse agora e entenda sobre essa política, que foi desenvolvida a partir da vontade da própria sociedade! Afinal, a ideia é fomentar um modelo de desenvolvimento sustentável, em prol da população e do meio ambiente.

Download gratuito: goo.gl/zjYYZU

Fonte: IPEA







CULTURA EM NITERÓI: Cinema brasileiro terá museu interativo



Depois do MAC, já consagrado como cartão-postal internacional, Niterói se prepara para ter um dos mais modernos museus interativos do país

Imagem de como será o salão principal do museu, que vai juntar história e modernidade - Divulgação


Depois do MAC, já consagrado como cartão-postal internacional, Niterói se prepara para ter um dos mais modernos museus interativos do país. O Museu do Cinema Brasleiro, planejado no início dos anos 2000 mas esquecido por 15 anos, já está com projeto pronto e, o mais importante, agora tem dinheiro para ficar de pé.

O museu vai funcionar no segundo piso do Rolo, prédio anexo ao Reserva Cultural — também desenhado por Oscar Niemeyer — e única parte do complexo que não foi ocupada. O dinheiro veio de uma emenda de R$ 1,5 milhão do deputado federal Chico D’Angelo, assinada dias atrás, três semanas depois da visita do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a Niterói.

Sá Leitão, que foi diretor do Ancine e presidente da RioFilme, ficou encantado com o projeto. O museu é todo interativo e é inevitável a comparação com os geniais museus do Futebol e da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.

Um vídeo de pouco mais de três minutos, em 3D, passeia pelo espaço e antecipa o que o público poderá ver. O prédio, em formato redondo, terá uma grande sala no centro e dezenas de telas com trechos de filmes, galeria de personagens, cartazes e linha do tempo da história do cinema, em que o público poderá selecionar as produções por década.

Em volta do salão principal, há salas de exibição, simulação de sets de filmagem, câmeras usadas em diferentes épocas e ilhas de edição, tanto da era digital quanto de antigamente. Há ainda salas sobre curtas-metragens e documentários. Em todos os espaços, a ideia é que o público interaja e se sinta participando da produção de um filme.

Nos próximos meses, a prefeitura vai lançar a licitação para as obras do museu. Paralelamente, um conjunto de medidas, em parceria com o Ministério da Cultura, pretende estimular o setor audiovisual na cidade. Entre elas está o incentivo para que Niterói seja usada como locação para produções nacionais e internacionais.


Fonte: O Globo











Niterói renova acordo de cooperação com cidade chinesa de Jiaxing






Representantes de Jiaxing com o Prefeito Rodrigo Neves e o secretário executivo da prefeitura, Axel Grael. Foto: Luciana Carneiro.



Entre as áreas contempladas na colaboração, estão o comércio, desenvolvimento econômico e educação

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, recebeu, no início da tarde desta segunda-feira (18), representantes da cidade chinesa Jiaxing. O objetivo do encontro é reforçar os laços entre aquela cidade e Niterói, estabelecidos no início dos anos 2000, com a assinatura de um acordo de cooperação mútua.

Em 2002, os prefeitos de Jiaxing, Cheb Jiayuan e Niterói, Godofredo Pinto, assinaram um memorando de intenções tornando as duas cidades irmãs. Após um período de afastamento, a missão pretende retomar esses laços e o acordo de cooperação que havia sido firmado.


Aluno da Escola Estadual Joaquim Gomes de Souza, que possui ensino bilíngue Português-Mandarim, conversa com integrante da Delegação da cidade de Jiaxing. Foto Axel Grael.




A beleza da arquitetura da Casa da Princesa, no Preventório, onde funciona a Escola Estadual Brasil China Joaquim Gomes de Souza. Fotos Axel Grael


Entre as propostas estão a cooperação nas áreas de comércio, investimentos, cultura, meio ambiente, desenvolvimento econômico e educação. De acordo com os integrantes da delegação, uma das iniciativas já adotadas pelos chineses foi a adoção do futebol como prática nas escolas daquele país.

“É gratificante receber uma delegação chinesa de uma cidade-irmã. Vamos estreitar esses laços e tenho certeza que essa aproximação será benéfica e muito produtiva para nós”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

O prefeito também recebeu os cumprimentos da chefe da delegação de Jiaxing, Jingqi Zhu, e foi convidado a visitar a cidade chinesa no próximo ano.

Além do encontro com o prefeito, o grupo participou fez uma apresentação oficial da missão no Solar do Jambeiro para o secretário executivo da prefeitura, Axel Grael e seguiu para conhecer alguns dos pontos turísticos de Niterói, como o Parque da Cidade, a escola Joaquim Gomes de Souza, em Charitas, onde são ministradas aulas de mandarim.

Fonte: O Fluminense










Pesquisa aponta queda de 70% na produção de castanha-da-amazônia



Foto: Rafael Rocha

Foto: Lúcia Wadt

Foto: SOUZA, Síglia Regina


A safra de castanha-da-amazônia, também conhecida como castanha-do-pará ou castanha-do-brasil, registrou neste ano uma redução de cerca de 70% em relação a 2016. A produção esperada, segundo pesquisadores da Embrapa que atuam na Amazônia, é de 10 mil toneladas, enquanto as últimas médias anuais vinham variando entre 20 mil e 40 mil toneladas. A queda da produção fez o preço da lata (11 Kg) da castanha, que em 2016 custou em média R$ 50, saltar para R$ 120 nas florestas de algumas regiões. Pesquisadores apontam alterações no regime de chuvas como a principal causa dessa queda.

No início da década de 1990, a produção brasileira de castanha alcançou seu ápice e chegou a aproximadamente 50 mil toneladas. Até 2003, a produção oscilou entre 20 mil e 40 mil toneladas, com picos de queda em 1992 e 1996 e de alta em 1995 e 2000. O preço da castanha é um forte motivador para que os extrativistas entrem nas florestas e coletem os frutos. Em muitas áreas distantes e de difícil acesso, só compensa coletar a castanha a partir de um determinado preço, pois a atividade exige esforço. “Assim, acredita-se que a variação na produção em alguns anos pode ter tido relação com o preço praticado nos mercados locais”, afirma a pesquisadora da Embrapa Rondônia Lúcia Wadt.

Na década de 1990, até meados dos anos 2000, uma lata de castanha era vendida pelo extrativista por aproximadamente 3,7 dólares, com pouca variação naquele período. A partir de 2005, houve uma valorização crescente da castanha-da-amazônia. De 2005 a 2011, o preço de uma lata ficou em torno de 16 reais, ou 8 dólares, com alterações para mais e para menos. A partir daí, observaram-se valores crescentes, como R$ 20 em 2013, R$ 30 em 2015 e R$ 50 em 2016.

Nesta última safra, em 2017, a castanha-da-amazônia praticamente sumiu do mercado, o que fez com que seu preço disparasse, chegando a valores de até R$ 120 a lata nas florestas do Acre e do Mato Grosso. No sul do Amapá, um hectolitro (5 latas) chegou a ser comercializado por R$ 750. “A valorização observada nesta safra é reflexo da queda brusca na produção, que aconteceu em um momento de crescimento do mercado”, analisa o pesquisador da Embrapa Amapá Marcelino Guedes. Há relatos de extrativistas, que coletam a castanha há décadas, de que nunca viram algo assim.

Na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, são muitos os casos de prejuízos. Severino da Silva Brito conta que, das 250 latas de castanha que costuma coletar, neste ano ele só conseguiu 13. Uma queda de quase 95%, o que impactou diretamente na renda da família. “Nunca tinha visto isso. Em 50 anos, esta é a primeira vez que cai tanto a produção. São quase 11 mil reais que deixei de arrecadar este ano com a venda da castanha”, relata.

A impressão dos extrativistas foi confirmada pelos estudos científicos. A Embrapa, por meio da Rede Kamukaia, desenvolve pesquisas sobre a castanheira-da-amazônia em parcelas permanentes, nas quais a produção de frutos é monitorada desde 2007, em mais de 1.200 castanheiras nos estados do Acre, Roraima, Mato Grosso e Amapá. Essas parcelas são de nove hectares, e foram mapeadas todas as castanheiras com diâmetro na altura do peito (DAP) maior que dez centímetros e monitorada a produção em todas as castanheiras na fase adulta, ou seja, que iniciaram a produção. Os frutos dessas árvores adultas são contados uma ou duas vezes ao ano, na época da safra.

Durante o período do monitoramento, foram observados picos de alta e de baixa produção, alternando entre locais, conforme o gráfico abaixo. Os anos de 2012 e 2015 tiveram alta produção e pelo menos um local registrou queda nesses anos. Os anos de 2008, 2011 e 2013 foram de queda na produção, mas houve locais em que a produção aumentou nesse período. “O fato é que oscilações são naturais, no geral uma região compensa a outra e o mercado não é tão afetado como observamos nesta safra de 2017”, comenta a pesquisadora Lúcia Wadt.


Produção média de frutos da castanheira medida nas parcelas permanentes da Rede Kamukaia, no período de 2007 a 2017.


Nesta safra, também houve variações entre os locais do estudo. Por exemplo, queda de 25% no Acre, de 96% no Amapá e de até 99% em Roraima. O que chama a atenção dos pesquisadores é que, sem exceção, na safra de 2017, todos os locais apresentaram queda considerável na produção, fato que nunca havia sido registrado.

Cadê a castanha?

Existem várias especulações sobre quais fenômenos podem ter ocasionado o sumiço da castanha-da-amazônia das prateleiras. Alguns dizem que é o desmatamento que está acabando com as florestas, outros consideram que os polinizadores estão sumindo porque as florestas estão sendo alteradas ou eliminadas. Pesquisadores da Rede Kamukaia ressaltam, porém, que de um ano para o outro não se perdeu 70% das castanheiras e também não houve nada que pudesse justificar a falta de polinizadores nessa proporção. A equipe acredita que alterações no regime de chuvas tenham sido o principal causador desse fenômeno.

Estudos ainda estão sendo feitos, mas o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Hélio Tonini lembra que a chuva no início da formação dos frutos é muito importante para o seu desenvolvimento, e eles levam até 15 meses para serem formados. Então, a produção da safra de 2017 foi formada no segundo semestre (verão amazônico) de 2015, um ano de forte influência do El Niño, quando houve atraso no período das chuvas em alguns locais da Amazônia e seca extrema em outros, como em Roraima e no Amapá. “Em Macapá, foram mais de 100 dias sem chuva no verão de 2015, o que pode ter afetado também o florescimento das castanheiras”, lembra o pesquisador Marcelino Guedes.

Outro argumento importante para relacionar o evento ocorrido com questões climáticas é a escala em que o fenômeno foi observado. A forte queda na produção aconteceu em toda a Amazônia brasileira, com relatos de ocorrência também em países vizinhos. “Nenhum outro fator poderia afetar de maneira simultânea uma área tão grande”, reforça a pesquisadora da Embrapa Roraima Patrícia da Costa.

Muitas cooperativas e associações estão preocupadas com o que ocorreu, mas observações de campo realizadas pelos pesquisadores já indicam que a próxima safra deve ser boa. Ainda não se sabe o que vai acontecer nos anos subsequentes, mas, para Lúcia Wadt, é fundamental manter pesquisas constantes a fim de verificar quais fatores são mais determinantes na produção, além de prever fenômenos como este de 2017 e definir alternativas para superar ou enfrentar os impactos.

Renata Silva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia
Imprensa.rondonia@embrapa.br
Telefone: (69) 3219-5041

Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
Embrapa Acre
Imprensa.acre@embrapa.br
Telefone: (68) 3212-3250

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa










domingo, 17 de setembro de 2017

Participação social: vamos discutir a relação?




Amália Safatle


A palavra inglesa “accountability” serve para designar formas e processos de controle sobre os sistemas político e eleitoral. Acrescida do adjetivo “social”, ganha nova finalidade: a prestação de contas à população, provocada especialmente por iniciativas da própria sociedade civil.

Segundo a professora da Universidade do Estado de Santa Catarina, Paula Chies Schommer, accountability social já era objeto de estudo no curso de Administração Pública, mas tem ganhado corpo no Brasil ao reunir diversos pesquisadores da Rede Latino-americana por Cidades e Territórios Justos, Democráticos e Sustentáveis.

“No Brasil temos, por exemplo, o Nossa São Paulo, o Floripa Te Quero Bem; além de muitas iniciativas na Colômbia, Argentina, Chile, México. Existe também o programa do Banco Mundial, o Global Partnership for Social Accountability, que pesquisa, apoia e sistematiza dados sobre o tema em várias partes do mundo – pois este é um problema mundial”, diz.

No estudo que deve lançar em breve, a professora usa diversos tipos de ponte como alegoria dos diferentes padrões de relacionamento entre governos e sociedade civil. Em evento sobre a participação em agendas para Cidades Sustentáveis – realizado em 21 de agosto pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-Eaesp (GVces) e Instituto Arapyaú – Schommer antecipa o conteúdo de sua pesquisa na seguinte entrevista concedida à Página22:

O que significa a expressão accountability social?

O adjetivo “social” serve para diferenciar do accountability mais institucionalizado, relacionado ao processo eleitoral e das formas de controle sobre o governo e dentro do governo, por exemplo entre Executivo e Legislativo. Esse seria o aparato mais tradicional de accountability. Quando a gente coloca o aditivo social, é para enfatizar a finalidade de prestar contas à população, ao conjunto da sociedade. Mais que isso: serve para indicar que a exigência de prestação de contas, de informação, de qualidade de serviços, pode partir da própria sociedade civil. Então, além do aparato político-eleitoral que é fundamental, o accountability pode ser complementado e dinamizado pela sociedade civil. É um pouco do que a gente viu aqui hoje no evento.

É uma iniciativa que necessariamente parte da sociedade ou pode também partir dos governos?

O ponto central está na relação entre sociedade civil e governos. A gente focaliza em iniciativas que partem da sociedade civil e buscam dialogar com os governos. Mas as iniciativas também podem partir dos governos, o que se aproxima mais do conceito de governo aberto: aquele que se abre para a sociedade, produz informação, monitora dados e qualidade de serviços, mas também ouve a sociedade continuamente e considera dados que são produzidos pela sociedade em suas decisões.

O estudo faz uma metáfora com tipos de pontes. Poderia detalhar o que significa cada uma delas?

Pesquisamos especialmente iniciativas de observatórios sociais, que são um tipo específico de organização que se volta para o controle da corrupção e das contas públicas, mas também para promoção da cidadania em várias cidades brasileiras. Com base nisso, percebemos alguns padrões. Embora sejam o mesmo tipo de organização, de proposta metodológica, os resultados são diferentes de uma cidade para outra. Aí a gente foi tentar entender o que acontecia. A gente percebeu que existe uma relação da característica da organização – como se configura, quem são os atores, quais são os recursos, como é o contexto em que atua, se é mais aberto à participação, se os grupos políticos são mais abertos, diversos ou muito tradicionais e homogêneos, e quais são as estratégias usadas para promover essa accountability social, se são mais de mandar e exigir prestação de contas e de denunciar quando tem problemas, mais confrontante ou então mais colaborativa. Então é um mix de confronto e colaboração que vai se alternando ou longo do tempo: você pode começar mais confrontante e, em outros momentos, vai colaborar.

Quantos casos foram pesquisados?

No início, pesquisamos 28 casos e em seguida escolhemos 4 que nos pareciam diferentes entre si. Foi assim que chegamos a 4 tipos de pontes, que representam 4 diferentes padrões de relacionamento entre governos e sociedade civil. O primeiro tipo não chega a ser uma ponte, é um píer, ou uma ponte inacabada. A organização, embora tenha uma metodologia interessante, capacidade técnica e recursos, não consegue estabelecer essa relação mais frutífera e contínua tanto com atores da sociedade civil como do governo, às vezes devido ao limite da organização, às vezes porque tem muitas iniciativas competindo entre si ou porque o governo não está aberto para essa relação. Com isso, não se estabelece essa conexão, a organização fica isolada, falando sozinha.




Foto: Wisconsin Department/ Flickr Creative Commons.

A segunda é a ponte que abre e fecha, móvel (movable bridge). Nesse tipo de ponte, a organização começa com colaboração, aí a ponte é feita. Mas, depois, se muda o grupo político que está na prefeitura, ou se mudam as lideranças na sociedade civil, essa relação é partida. A relação se abre ou fecha muito a depender da configuração, do contexto. Quando rompeu, é difícil voltar a conectar. Não é impossível, mas é mais difícil recuperar essa confiança.




Foto: L. Lesnard/ Flickr Creative Commons.


A terceira ponte é feita de pedras móveis, você vai colocando pedras de cada vez e construindo uma relação de colaboração de forma muito artesanal. A cada passo testa, aprende e procura caminhos alternativos, até que se constrói uma relação que é mais delicada, mistura um pouco de confronto e colaboração. Constrói a legitimidade, moldando a estratégia a cada situação específica e definindo prioridades. Isso porque em cada segmento que você trata de accountability social, o arranjo é diferente. Se você vai trabalhar na área de educação, merenda escolar etc, tem desvios, problemas de qualidade, um determinado tipo de ator. Se você vai para a área de lixo e saneamento, são outros atores, outras estratégias. É o que a gente chama de “alvos customizados”.




Foto: Mary SloA/ Flickr Creative Commons.


E, por último, o modelo mais inclusivo é o da ponte estaiada, sustentada por vários cabos, que “dividem” entre si a responsabilidade. Não se trata de uma só organização atuando, portanto o processo de colaboração é mais evidente, é prioritário. Não que deixe de haver confronto, de exigência, ou de punição quando ocorre um problema. Mas o foco está na solução de problemas, estabelecendo uma relação mais de médio e longo prazos, baseada em confiança. Esse modelo depende muito da capacidade de articulação entre diversos segmentos da cidade.





Foto: Simon & His Camera/ Flickr Creative Commons


Podemos dizer que esse quarto padrão é o mais próximo do ideal?

É o ideal, mas nunca está pronto. É um processo delicado que requer permanente dinâmica. Também percebemos que nenhuma iniciativa está fixa em uma dessas quatro categorias, e isso também pode variar ao longo do tempo e conforme a situação.

Da amostra que você estudou, é possível perceber o predomínio de algum desses perfis?

O predomínio está no segundo tipo, o da ponte móvel. O quarto padrão, o da ponte estaiada, teve apenas um caso.

Qual foi?

O da cidade de Londrina [no Paraná]. A organização em foco era o Observatório de Gestão Pública de Londrina. Mas, entrevistando várias pessoas da Prefeitura, dos órgãos de controle, do Legislativo, do segmento empresarial, da universidade, percebemos que, embora o Observatório tenha um papel importante, há várias outras organizações envolvidas nesse processo. Tem o Conselho Municipal de Transparência e Controle, tem o segmento empresarial que faz essa agenda de planejamento da cidade, de pensar a Londrina do Futuro, tem iniciativas do Sebrae. Tem a própria Prefeitura, que entrou em momento de reestruturação depois de uma crise enorme de corrupção.

Então, havia um conjunto de fatores que fazia com que houvesse a confluência de vontades, de interesses. Não que não haja obstáculos nem resistência. Tem muita gente que não acha importante ou desconfia dos propósitos quando há lideranças empresariais envolvidas ou participação da elite tradicional. Mas aí o esforço é justamente ganhar legitimidade, incluir outros segmentos, mostrar clareza dos propósitos, fazer várias “micropontes” também. Além da grande ponte, é preciso ter várias pequenas pontes entre os diversos segmentos.

Quando seu estudo estará pronto para ser divulgado?

Em breve. O interessante é que, cada vez que a gente discute, enxerga outras possibilidades. Agora mesmo, falando contigo, percebi que tem a grande ponte e várias pontezinhas (risos). Ao falar aqui no evento, me dei conta que na minha cidade, Florianópolis, a ponte Hercílio Luz é um símbolo da cidade. É o cartão postal mas, a rigor, há muitos anos não é usada como ponte, nem mesmo para pedestres, pois está corroída pela maresia. Encontra-se em manutenção há anos, já consumiu muitos recursos e a gente ainda não tem uma perspectiva clara de quando poderá usar a ponte novamente – nem se vai poder usar novamente. É, portanto, um emblema da nossa dificuldade de manter as estruturas e as relações que a gente mesmo cria.

Assista aqui à íntegra do evento sobre Cidades Sustentáveis, realizado por GVces e Instituto Arapyaú.

Fonte: Página 22



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sábado, 16 de setembro de 2017

VENTO SOLAR - Curso sobre energia solar sendo realizado no Projeto Grael



O Projeto Grael está promovendo o curso "Vento Solar", em parceria com o programa de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal Fluminense (UFF) e com o apoio da Ersol, empresa especializada em energia renovável e sustentabilidade que atua na cidade de Niterói.

Além da instalação de placas solares, os alunos estão aprendendo conceitos sobre as fontes de energia renováveis, em especial a energia solar térmica e fotovoltaica.

Veja as fotos do curso:







Aulas teóricas. Fotos Projeto Grael.


Participantes do curso se familiarizam com equipamentos. Fotos ERSol.



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