domingo, 30 de abril de 2017

CISP: mais de 10 mil ligações



Cisp integra órgãos municipais e estaduais que recepcionam chamadas e as encaminham para o órgão competente. Foto: Prefeitura de Niterói/Divulgação



Giovanni Mourão

Liderança no ranking de atendimentos é para ocorrências de trânsito (31,17%). Casos de crimes somam 6,18%

Com o Estado em crise financeira, as forças policiais que atuam em Niterói continuam precisando de ajuda para realizar seus serviços. Mas quem ajuda também começa a sentir os efeitos da crise. Neste mês, o Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) de Niterói deixou de prover de insumos básicos a 76ª DP (Centro). A parceria com a delegacia foi firmada em janeiro e estava prevista para durar três meses. Chegou ao fim e não foi renovada por falta de recursos.

“Durante três meses fornecemos materiais básicos de limpeza, conservação e de escritório à 76ª DP. Esta ajuda, que seria mesmo temporária, cessou agora em abril e não deve ser retomada. Vale dizer que o Sindilojas Niterói vem contribuindo em outras frentes para melhorar as condições de Segurança Pública em nossa cidade. Por exemplo, no final do ano passado nosso sindicato patrocinou, junto à ONG Viver Bem, a instalação de 20 câmeras de monitoramento ao longo da Rua Moreira César, além de ter doado para o 12º BPM um computador completo, adaptado para acompanhar as imagens colhidas pelas câmeras de monitoramento”, frisou Charbel Tauil Rodrigues, presidente do Sindilojas Niterói.

Apesar disso, o delegado titular da unidade, Gláucio Paz, afirma ainda não sentir os impactos do fim do auxílio.

Outras entidades que também firmaram parcerias com delegacias e até com o 12º BPM (Niterói) ainda resistem à crise e informaram que vão manter a ajuda por mais algum tempo.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Niterói) está ajudando na montagem do Centro de Monitoramento que está sendo instalado no 12º BPM e que vai dar acesso às imagens das câmeras de segurança da ONG Viver Bem, auxiliando o policiamento ostensivo da cidade.

“Apesar de já ter terminado o prazo de ajuda, as entidades continuam prestando todo o apoio às forças de segurança. Em especial, a CDL-Niterói ainda auxilia o Batalhão com a manutenção de viaturas, por exemplo, através de peças de reposição. É uma grande oportunidade, uma vez que temos uma crise financeira assolando o Estado”, declarou o coronel Márcio Rocha, comandante do 12º BPM.

A OAB-Niterói, por sua vez, está auxiliando a 79ª DP (Jurujuba).

“Nesses três meses de apadrinhamento, fornecemos material de limpeza, material de escritório, resma de papel e, através de um pedido a alguns parceiros, conseguimos fazer até faxina na delegacia. O tempo de auxílio já se encerrou, porém, por conta da própria comissão, continuamos ajudando com pedidos que fazemos a alguns lugares”, declarou Raffaela Cupello, presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-Niterói.

Rio - Do outro lado da Baía, a crise também atrapalha as parcerias. Na capital, a “Operação Segurança Presente”, que busca coibir a ocorrência de crimes em diversos bairros da capital fluminense, corre o risco de ser extinta. Isso porque a Fecomercio-RJ, responsável pela iniciativa, ainda não decidiu se manterá a parceria com os governos municipal e estadual.

Além das operações do Aterro, do Méier e da Lagoa, através de convênio firmado pela entidade e o Governo Estadual, há também o contrato da operação no Centro, firmado com a Prefeitura do Rio. O contrato de um ano do Centro Presente, que custou R$ 23,5 milhões aos cofres municipais, termina no dia 1º de julho. Já o contrato de dois anos para financiar os projetos no Aterro, Méier e Lagoa, custeado integralmente pela entidade, vence em dezembro deste ano.

Fonte: O Fluminense 








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