sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Estados do Rio e Maryland se unem para despoluir Baía de Guanabara






Secretaria do Ambiente promove seminário para aprender com experiência norte-americana de despoluição de importante baia

Com atuação bem-sucedida no processo de despoluição da importante Baía de Chesapeake (EUA), no Nordeste dos Estados Unidos, representantes do governo estadual de Maryland apresentaram hoje (5/12), em seminário realizado no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, fatores que consideram fundamentais para os resultados positivos alcançados até agora:

  • Uma maior governança, com o estabelecimento de metas de curto e longo prazo para a realização dos projetos previstos, e uma grande integração das diferentes instâncias governamentais (federal, estadual e municipais)
  • a transparência no monitoramento das ações
  • e a participação ativa da população e de universidades, com a elaboração de estudos científicos de apoio.
 
O seminário foi promovido pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro como uma forma das autoridades estaduais, de prefeitos e dos interessados em geral tomarem conhecimento das iniciativas que vêm sendo realizadas em Maryland e que possam servir para o aperfeiçoamento das ações em curso de despoluição da Baía de Guanabara.
 
A visita da comitiva de Maryland se iniciou nesta quinta-feira com um passeio em embarcação da Marinha pelas águas da Baía de Guanabara, entre Rio e Niterói, em que foram apresentados para os norte-americanos as belezas naturais e os desafios ambientais para se avançar na despoluição da baía.
 
Logo após o passeio, a comitiva – tendo à frente o governador Martin O´Malley – se reuniu no auditório do MAC com prefeitos de municípios do entorno da baía, como o de São João de Meriti, Sandro Matos, e o de Niterói, Rodrigo Neves.
 
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, participou do seminário ao lado da presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos. Minc enfatizou então em sua fala a importância do intercâmbio de experiências:
 
“Temos inúmeras obras de saneamento em curso nos municípios do entorno da baía e estamos contratando dez embarcações para fazer a limpeza de lixo flutuante. Mas, obviamente, é um grande trabalho que, sem a colaboração da população, não será suficiente. A experiência de sucesso de Maryland irá potencializar o resultado desse trabalho. Uma das experiências que estamos analisando é a criação de uma autoridade da baía que possa congregar as prefeituras locais, os governos do Estado e Federal, além de universidades. Nós vamos colocar na rua uma grande campanha de conscientização ambiental até 2016, e a participação das prefeituras e do Governo Federal com investimentos será providencial para que seu sucesso seja visto nas Olimpíadas do Rio”, disse Minc.
 
APOIO DA COMUNIDADE
 
Responsável por diminuir drasticamente os níveis de criminalidade da cidade de Baltimore, quando era prefeito, o atual governador estadual de Maryland, Martin O´Malley, ressaltou alguns pontos que considera importantes para a promoção das ações de despoluição da Baía de Chesapeake: a necessidade da definição de metas claras de curto, médio e longo prazo e o monitoramento constante da evolução do programa de despoluição, através de encontros com autoridades e parcerias com universidades, para a elaboração de estudos científicos sobre o ecossistema da região.
 
“A diferença entre um sonho e uma realidade é um prazo. Mudamos o conceito de programa da baía para ação da baía. Precisamos mostrar a importância da água limpa para a saúde pública para assim termos o apoio da comunidade. A liderança é fundamental nesse mundo, e não há lugar mais visível para mostrar essa liderança do que nas águas das baías de Chesapeake e Guanabara. Enquanto vinha para cá, li um artigo que dizia: ´O desafio é enorme, o esforço será maior e a melhoria gradual´. Eu vou completar essa ideia: os benefícios irão durar por gerações e gerações”, disse Malley.
 
O secretário estadual do Ambiente de Maryland, Robert Summers, sintetizou assim um cenário comparativo entre as baías de Chesapeake e Guanabara:
 
“Apesar das duas baías possuírem uma população do entorno semelhante de 9,5 milhões de pessoas, a de Chesapeake é estreita, ao contrário da Baía Guanabara, que tem uma condição mais favorável: a proximidade com o oceano, que aumenta o fluxo de água e sua oxigenação, o que facilitará seu processo de despoluição.”
 
Coordenado pelo Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam), da Secretaria de Estado do Ambiente, o intercâmbio entre Rio-Maryland se iniciou em 2011 e foi oficialmente firmado nessa quarta-feira (4/12) com a assinatura de cooperação técnica entre os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e de Maryland, Martin O´Malley, no Palácio Guanabara.
 
Para a Secretaria do Ambiente, com o reforço da governança, a população do entorno da Baía de Guanabara terá como entender melhor o seu papel e participar ativamente do processo de recuperação ambiental desse importante ecossistema.
 
A SEA desenvolve o Plano Guanabara Limpa, que reúne 12 iniciativas para despoluição de 80% da baía até 2016 – meta assumida no caderno de encargos das olimpíadas. O plano conta com um site (guanabaralimpa.eco.br) que permite o monitoramento do processo de recuperação ambiental pela população fluminense.
Fonte: SEA


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