quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Niterói terá segundo campeonato de wakeboard


O professor Sanny Muzetti é o único professor da modalidade em Niterói. Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Prefeitura acerta os últimos detalhes para a competição que será em novembro, na Praia de São Francisco

Rio - A Praia de São Francisco vai receber um monte de ‘pirados’ por adrenalina em novembro. É a volta do campeonato de wakeboard, uma parceria do atleta Sanny Muzetti com a prefeitura. Esta será a 2ª edição da disputa, que já aconteceu em 2012 e reuniu 34 competidores. O secretário municipal de Esporte e Lazer, Bruno Souza, adianta que os ventos estão soprando a favor e já tem patrocinador interessado. “Só precisamos acertar os detalhes, decidir se faremos um evento de escala nacional, ou algo menor, uma disputa regional”, revela.

Para quem ainda não conhece o esporte, em linhas gerais, trata-se de um ‘aventureiro’ em cima de uma prancha. Aí ele é puxado por uma lancha, por meio de um cabo. Na medida que o barco se movimenta, pequenas ondulações são formadas. E o atleta aproveita para realizar as manobras, saltos e cambalhotas (de costas e de frente).

Sanny é o único professor de wakeboard em Niterói. Ele fundou em 2011 a Rolés Water Adventure (R.W.A.) e conta que a velocidade em que as acrobacias são realizadas proporciona uma verdadeira descarga de adrenalina. A aula custa R$ 180, mas pode ser dividida por duas pessoas. Hoje ele tem cerca de 40 alunos mensais. "A partir dos oito anos, todo mundo pode praticar o wake. Não há restrição de peso. No mínimo 80% dos meus alunos são iniciantes mesmo. Também recebo muitos casais, que querem praticar juntos", disse, lembrando que quem já tem experiência no skate ou no surf tem mais facilidade em praticar a modalidade. Só existe uma contraindicação: o esporte parece viciar.

O estudante de engenharia Dean Mendes, de 31 anos, está na quarta aula e, apesar de ainda não se arriscar em grandes manobras, já pegou a manha do wake. "Fiquei em pé na primeira aula. É uma experiência boa demais, difícil de descrever. Acho que todo mundo deveria provar", afirma ele. 

Um dos alunos mais antigos é o piloto de helicóptero Christian Heiss, 27, que pratica o wake desde pequeno e adorou quando conheceu a escola de Sanny. "Eu sou louco por esportes radicais. Gosto tanto do wake que até ensinei minha namorada. Estou no mar sempre que posso. O Sanny se tornou um grande amigo", comentou ele após mostrar suas habilidades na água.


O piloto de helicóptero Christian Heiss é um dos alunos mais antigos da Rolés Water Adventure Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Condição da água ainda é preocupante

Para os wakeboarders, quanto mais ‘liso’ o mar, melhor o desempenho. Por isso, as praias de São Francisco e Charitas são verdadeiros paraísos. O problema é a qualidade da água.

Na última avaliação do Instituto Estadual do Ambiente, ambas aparecem como impróprias para banho. Mas o chefe do departamento de Vigilância Sanitária do município, Cláudio Vicente, diz que o laudo é baseado nos índices de coliformes fecais, e não leva em conta a contaminação de doenças infecciosas por vírus.
Fonte: O Dia


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A retomada de uma tradição niteroiense

Axel Grael

O campeonato de Wakeboard em Niterói é mais uma conquista da cidade, que aos poucos retoma o seu tradicional protagonismo esportivo. E o retorno do Wakeboard para a Enseada de Jurujuba tem forte simbolismo, pois berço dos esportes náuticos no país, o esqui e o wakeboard já teve presença marcante nessas águas. Houve tempo em que havia até uma rampa permanentemente ancorada próximo a Charitas, onde um dos precursores do esporte, Oswaldo Guimarães, treinava as suas manobras.

Quanto à preocupação com a qualidade das águas, sabemos que ainda há muito o que se fazer mas os atletas do Wakeboard podem ter certeza que as condições das águas da enseada já é a melhor em muitas décadas e os trabalhos continuam pela recuperação da qualidade ambiental da Enseada, através do Programa Enseada Limpa.

SAIBA MAIS SOBRE O ENSEADA LIMPA.

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